26 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Notícias

Estreiou na semana passada no canal inglês BBC Two a minissérie Wolf Hall, baseada no livro homônimo escrito por Hilary Mantel e ganhador do Man Booker Prize de 2009.

Com apenas seis episódios e estrelada por Damian Lewis no papel de Henrique VIII, Mark Rylance como Thomas Cromwell e Claire Foy como Ana Bolena, Wolf Hall se passa na Inglaterra da década de 1520, que está a um passo do desastre. Sem herdeiros, Henrique VIII deseja anular seu casamento e desposar Ana Bolena, salvando assim o país da guerra civil. Porém, a saga em busca da liberdade do rei destrói seu conselheiro, o brilhante Cardeal Wolsey, e deixa um vácuo de poder. É nesse cenário que Thomas Cromwell, gênio político e sedutor, rompe todas as regras de uma sociedade rígida em sua ascensão ao poder, e se prepara para quebrar outras mais. Confrontando o parlamento, as instituições políticas e o papado, ele está pronto para remodelar a Inglaterra segundo seus próprios desejos e os do rei, mas sabe que um único erro seu pode significar a morte.

Confiram o trailer abaixo:

O último livro da trilogia Thomas Cromwell, da qual Wolf Hall é o primeiro volume, ainda não foi publicado, mas tem a previsão de sair ainda em 2015 na Inglaterra. No Brasil, a trilogia é publicada pela Editora Record.



22 de January de 2015
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Resenhas

Livro: A vida como ela era
Série: Os últimos sobreviventes
Autor: Susan Beth Pfeffer
Páginas: 378
Editora: Bertrand Brasil
Resenha por: Monique Marie
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Travessa Amazon

Quando Miranda começa a escrever um diário, sua vida é como a de qualquer adolescente de 16 anos: família, amigos, garotos e escola. Suas principais preocupações são os trabalhos extras que os professores passaram tudo por causa de um meteoro que está a caminho da Lua.

Ela não entende a importância do acontecimento; afinal, os cientistas afirmam que a colisão será pequena. Mas, mesmo assim, acredita que esse será um evento interessante a se observar, com binóculo, do quintal de casa.

Para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e isso altera de modo catastrófico o clima do planeta. Terremotos assolam os continentes, tsunamis arrasam os litorais e vulcões entram em erupção. Em 24 horas, milhões de pessoas estão mortas e, com a Lua fora de órbita, muitas outras mortes são previstas. Os supermercados ficam sem comida, e Miranda e sua família precisam, então, lutar pela sobrevivência em um mundo devastado, onde até a água se torna artigo de luxo.

A Bertrand Brasil fez uma ação super interessante com vários blogs literários onde todos receberam o seu exemplar no mesmo dia e o LeS estava nessa também.

Falando sobre o livro em si: eu adoro páginas mais amareladas e grossas, ainda não descobri o porquê disso. A capa é bem legal e retrata o maior evento do livro, pontos para quem teve a ideia de deixar a Lua texturizada. Ponto que achei meio desnecessário é o lembrete que diz “Uma das melhores séries para os fãs de Jogos Vorazes”, não acho uma comparação válida, são duas séries completamente diferentes.

A Vida Como Ela Era nos apresenta a história de Miranda e sua família. São muitos personagens nas 375 páginas, alguns não aparecem o livro todo mas esse fato não diminui a importância que eles tem, como as amigas de escola Sammi e Megan, o astro da patinação Brandon, o namorado da mãe Dr. Elliot, a amiga da família Sra. Nesbitt, seu pai e sua madrasta Lisa e sua paixão, Dan. Os personagens que aparecem no livro todo são Miranda, sua mãe e seus irmãos Matt e Jonny.

A história começa com Miranda contando a expectativa que todas as pessoas ao redor do mundo tinham para o grande acontecimento do ano: o choque de um asteroide com a Lua que poderia ser visto a olho nu. Na rua de Miranda todos estavam para fora de suas casas quando o momento mais estranho aconteceu: ao chocar-se com a Lua o asteroide levou metade dela e a deixou mais próxima da Terra.

“Mas o céu não exibia mais a metade da Lua. Ela estava inclinada, na posição errada, como se estivesse minguante, e parecia maior, muito maior, maior que a Lua que nasce no horizonte, só que não estava nascendo. Ela estava no meio do céu, grande demais e visível demais. Era possível ver, mesmo sem o binóculo, detalhes das crateras que, antes, eu observava com o telescópio do Matt” – p. 29

A partir desse momento o mundo não seria mais o mesmo. Acontecimentos estranhos ocorrem em sequência, como se o mundo estivesse acabando: cidades sendo engolidas pelo mar, vulcões em erupção constante, tornados fora de época, geadas, tremores de terra entre outros. Como Miranda morava em uma cidade não afetada por maiores fatores da natureza, sua família achou melhor permanecer em casa e esperar por pronunciamentos oficiais que, como podem imaginar, não aconteceram. Falta de luz constante, chuvas em proporções épicas, histeria generalizada e então o livro te conta como uma família tenta sobreviver a todos os problemas possíveis e impossíveis e ainda lidar com o fato que de alguma forma o amanhã poderia não existir.

Basicamente essa é a história do livro e como é uma série composta por quatro volumes, nós não temos um final que explique tudo. Também adianto que muitos personagens morrem como é de se esperar (então cuidado com os ninjas cortadores de cebolas próximos à você, alto risco de suor pelos olhos). Por ser uma história contada em forma de diário eu achei que seria um tanto quanto chato de ler, errei feio. O livro flui e você quer terminar de uma única vez, você se pega fortemente torcendo para que alguns personagens consigam sobreviver, fugir para outras cidades e tentar recomeçar a vida.

A autora aproveita para nos mostrar e até nos fazer pensar até que ponto chegaríamos para sobreviver, quais seriam as pessoas que nos preocuparíamos de verdade, quais amigos fariam algo por você, o que o Governo faria, o que a Fé cega faria e será que pensaríamos em tudo e a longo prazo? Será que estaríamos prontos para perder alguém próximo? Para escolher quem sobreviveria da sua família? Para abrir mão da sua comida para que seu irmão coma? Para não ter condição básica para sobrevivência?

“Será que as pessoas percebem quanto a vida é preciosa? Sei que nunca percebi isso antes. Sempre havia tempo. Sempre havia um futuro. Talvez por não saber mais se terei um futuro, fico grata pelas coisas boas que aconteceram comigo neste ano. Eu nunca soube que poderia amar de modo tão profundo. Nunca soube que estaria disposta a sacrificar coisas por outras pessoas. Nunca soube que o gosto do suco de abacaxi poderia ser maravilhoso, assim como o calor de um fogão a lenha, o som de Horton ronronando ou a sensação de roupas limpas contra a pele recém lavada. Não seria Ano-Novo sem uma resolução. E a minha é reservar um momento, todos os dias, pelo resto de minha vida, para apreciar tudo o que tenho. Feliz Ano-Novo, mundo!”- p. 320

Desde que terminei esse livro só penso em ler os outros e cheguei a conclusão que não faria metade do que fizeram e provavelmente não passaria tanto tempo viva. Confesso que chorei em alguns momentos e que sentimentos verdadeiros nos ajudam a passar pelos piores momentos. Se eu indico o livro? Sim, sim e sim!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



22 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Lançamentos

Livro: O reino secreto de Todd (#01)
Série: Todd
Autor(a): Louise Galveston
Comprar: Saraiva Cultura Travessa Amazon

COMO FOI QUE ELE SE TORNOU UM DEUS POR ACIDENTE?
INGREDIENTE A: meias esportivas muito usadas
INGREDIENTE B: imundicie do GRANDE e Poderoso TODD (em pessoa)!
INSTRUÇÕES: deixar embaixo da cama por meses e meses. NÃO ARRUMAR O QUARTO

Mas atenção! Quando o valentão da escola, Max Loving, coloca em risco o futuro da minúscula civilização toddliana, Todd terá que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para salvar essa raça que ele mesmo criou sem querer.
Perfeito para os fãs de livros de aventura que saem da mesmice, O REINO SECRETO DE TODD vai fazer você rir bem alto. Descubra o que acontece quando você deixa a roupa suja jogada no chão…



22 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Notícias

Hoje o site da Entertainment Weekly relevou a capa do terceiro livro da trilogia de Pierce Brown, Fúria Vermelha. O título do último volume é Morning Star (Estrela da Manhã, em tradução livre). Confira a capa abaixo:

Recentemente postamos a resenha de Fúria Vermelha, o primeiro livro da trilogia. A continuação, Golden Son, saiu esse mês nos EUA e deve chegar ao Brasil ainda no primeiro semestre pela Globo Livros.



21 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Lançamentos

Livro: Com você (#02)
Série: Fixed
Autor(a): Laurelin Paige
Comprar: Saraiva Cultura Travessa Amazon

No segundo livro da trilogia Fixed, iniciada com Por você, Laurelin Paige mostra a evolução do
explosivo relacionamento entre Alayna Whiters e o bilionário Hudson Pierce numa trama que
envolve sexo, desejo e superações. Em Com você, a jovem Alayna precisa novamente lidar com
suas obsessões. Afinal, ela não se acha capaz e nem merecedora de dividir o mesmo teto com
alguém como Hudson Pierce – um homem bilionário e sedutor disposto a realizar todos os
seus sonhos, inclusive sexuais – e vive atormentada por dúvidas, culpa e desconfianças.
Mesmo ligados por uma conexão física vital, a relação dos dois é posta à prova quando
segredos do passado vêm à tona.



21 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Lançamentos

Livro: Atrás das linhas inimigas (#06)
Série: Infinity Ring
Autor(a): Jennifer A. Nielsen
Comprar: Cultura Folha

Sexto volume da série Infinity Ring, a próxima leitura ideal para os fãs da série 39 Clues. Cada livro é escrito por um autor diferente e vem acompanhado de um episódio on-line. Sera, Dak e Riq têm a simples missão de corrigir falhas históricas que podem comprometer o futuro da humanidade, e era de se esperar que em algum momento tivessem que fazer uma parada num dos eventos mais marcantes de todos os tempos — a Segunda Guerra Mundial. Transportados pelo Anel do Infinito até a Europa de 1943, os três viajantes aterrissam num momento do conflito em que as potências do Eixo e os Aliados estão em pé de igualdade. Para evitar que a SQ se aproveite da destruição mútua desses dois blocos inimigos e tome o controle do mundo, os aventureiros mirins precisam dar um empurrãozinho para que os Aliados abram vantagem e vençam a guerra. Mas, para isso, terão de se envolver em uma das missões de espionagem mais arriscadas de toda a história… E além dos nazistas, a SQ também está no encalço dos três.



20 de January de 2015
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Resenhas

Livro: Fúria Vermelha (#01)
Série: Red Rising
Autora: Pierce Brown
Editora: Globo Livros
Páginas: 468
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Cultura Folha Americanas Travessa Amazon

Fúria Vermelha é o primeiro volume da trilogia Fúria Vermelha, e revive o romance de ficção científica que critica com inteligência a sociedade atual. Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade.

Aqui estou eu, olhando pra tela do computador, sem fazer a menor ideia de como começar a resenha de um dos melhores livros que li em 2014. Vocês também têm essa dificuldade em falar de um livro que gostaram demais? Tenho a impressão de que nada que eu escrever aqui fará jus à história de Darrow, mas vou tentar.

“Eu poderia ter vivido em paz. Mas meus inimigos me trouxeram a guerra.” – p. 11

Fúria Vermelha é dividido em quatro partes. Na primeira delas, que leva o título de Escravo, somos apresentados ao cenário principal da história: Marte. Outros planetas e luas foram terraTransformados, ou seja, tornaram-se habitáveis, e o povo responsável por esse processo são os Vermelhos, que têm uma vida difícil, curta, mas de certa forma feliz. Eles são a base da pirâmide social criada por Brown nessa saga, e como toda base, são os que mais sofrem, muitas vezes sem se dar conta de que estão literalmente dando o sangue pelo resto do mundo.

As outras camadas sociais também são demarcadas por cores, os rosas e marrons, azuis, brancos, obsidianos… e o grupo que ocupa o topo: os Ouros, os guerreiros e líderes. Mas como a maioria das sociedades, essa aqui também foi criada em cima de mentiras. Os Vermelhos são explorados pelo seu trabalho e são levados a acreditar que são os verdadeiros heróis do mundo, todos vivendo no subsolo de Marte, crentes que no futuro o solo do planeta estará pronto para ser habitado. Só que ele já é habitado, os Vermelhos apenas não sabem disso, são mantidos no escuro para continuarem a ser explorados.

“Vocês não me seguem porque eu sou o mais forte. Pax é o mais forte. Vocês não me seguem porque eu sou o mais inteligente. Mustang é a mais inteligente. Vocês me seguem porque não sabem para onde estão indo. Eu sei.” – p. 371

Depois de perder quase tudo o que tinha na vida, Darrow resolve seguir as palavras de sua esposa e viver por mais. Ele, um Vermelho, escória da sociedade, com a ajuda de outros rebeldes, acaba se infiltrando entre os Ouros para destruir o sistema de dentro. Mas ele precisa passar por uma enorme transformação. O mais interessante é ver como, em pequenos detalhes, podemos notar que a essência do personagem continua ali: seus valores sobre família – um ponto no qual eu muito me identifiquei com ele – suas ideias quanto a diferença entre honra e justiça. Ele já sofreu muito, viu seus familiares sofrendo, morrendo, tudo isso pelas mãos dos Ouros e agora deve viver entre eles. Uma tarefa nada fácil, ainda mais para alguém que não queria fazer parte de uma revolução e se contentava com a vida que levava. Injusta porém familiar.

A capa do livro compara Fúria Vermelha com Jogos Vorazes e As Crônicas de Gelo e Fogo, e sim, existem paralelos que podem ser feitos com ambas as séries, mas Fúria Vermelha vai além. É muito mais profundo, muito mais cruel, muito mais crítico, de uma forma inteligente. Também tem muita ação, com cenas escritas com um cuidado imenso que as tornam muito visuais, e acredito que o fato de o autor ter trabalhado nos estúdios da ABC e da Disney ajudaram bastante nesse sentido.

Além de ter uma história muito boa e muito bem contada o que eu mais gostei no livro foram dos personagens. Apesar de ser um livro relativamente curto são todos muito bem construídos e todos tem um papel importante a desempenhar na trama, se não nesse volume, provavelmente nas duas continuações: Golden Son – que deve sair ainda esse ano aqui no Brasil – e Morning Star. Impossível falar deles todos aqui, ainda mais sem soltar nenhum spoiler, mas preciso citar que o Sevro foi de longe o meu favorito.

Intenso. Essa é a palavra que melhor define Fúria Vermelha. Sinto que não fiz justiça ao livro com essa resenha, mas também não quis revelar muito do enredo, é um livro que será melhor aproveitado se você pegar ele “no escuro”. Mas pode ir sem medo, que é bom demais. Eu garanto!

“Sou o Ceifeiro e a morte é minha sombra.” – p. 317

Fúria Vermelha será adaptado para o cinema por Marc Forster, diretor de Guerra mundial Z. A notícia boa é que o roteiro está sendo escrito pelo próprio autor, então as chances da história se perder são mínimas. Mal posso esperar para conferir todas as cenas de batalhas na telona!


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



16 de January de 2015
Postado por: Nanda @ Arquivado em: Resenhas

Livro: O olho do mundo
Série: Roda do Tempo, A
Autor: Robert Jordan
Páginas: 798
Editora: Intrínseca
Resenha por: Nanda
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Travessa Amazon

Um dia houve uma guerra tão definitiva que rompeu o mundo, e no girar da Roda do Tempo o que ficou na memória dos homens virou esteio das lendas. Como a que diz que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder de combatê-las renascerá em um único homem, o Dragão, que trará de volta a guerra e, de novo, tudo se fragmentará.

Nesse cenário em que trevas e redenção são igualmente temidas, vive Rand al’Thor, um jovem de uma vila pacata na região dos Dois Rios. É a época dos festejos de final de inverno – o mais rigoroso das últimas décadas -, e mesmo na agitação que antecipa o festival, chama a atenção a chegada de uma misteriosa forasteira.

Quando a vila é invadida por bestas que para a maioria dos homens pertenciam apenas ao universo das lendas, a mulher não só ajuda Rand e seus amigos a escapar dali, como os conduz àquela que será a maior de todas as jornadas. A desconhecida é uma Aes Sedai, artífice do poder que move a Roda do Tempo, e acredita que Rand seja o profético Dragão Renascido – aquele que poderá salvar ou destruir o mundo.

Três amigos dos Dois Rios – Rand, Mat e Perrin – estavam bem ansiosos pelo Bel Tine, o festival para comemorar a chegada da primavera, que estava demorando mais do que o normal naquele ano.

Além do inverno fora do comum, a chegada de notícias das outras terras deixaram a aldeia dos Dois Rios um pouco agitada. Havia a possibilidade de uma nova grande guerra, com o surgimento de uma pessoa que declarava ser o Dragão, um homem com a capacidade de causar uma ruptura no mundo – que seria o fim da sociedade.

Mesmo inquietos, todos voltam a suas casas. No entanto, um ataque de Trollocs, criaturas grotescas, deixa ainda mais claro que tudo está diferente naquele ano e profecias podem se cumprir.

Moraine, uma Aes Sedai – mulher que consegue canalizar poderes e usá-los nos elementos a seu redor -, acompanhada do guardião Lan, avisa aos meninos que é bem provável que não só os Trollocs, como também outras criaturas, ainda mais sombrias.

Os três devem partir e mais alguns decidem acompanhá-los – sendo um deles um artista (menestrel) e uma garota amiga deles, Egwene. Começa assim uma jornada cheia de obstáculos, com o objetivo de levar os três garotos a Tar Valon, uma cidade cheia de Aes Sedai, na qual eles ficarão protegidos do que quer que seja que esteja atrás deles.

Durante a jornada, os rapazes têm seus sonhos povoados por um homem aterrorizante, mais uma pessoa se junta ao grupo (a Sabedoria Nynaeve), eles encontram mais criaturas, entram em uma cidade abandonada bem obscura, se separam, encontram pessoas sem saber se elas são amigas ou inimigas, são obrigados a deixarem coisas para trás, descobrem habilidades (minha favorita é que um dos três consegue se comunicar com lobos)… Quando se reencontram, tanto você quanto eles ficam um pouco mais aliviados. Eles descobrem que o destino do mundo está sendo traçado a partir deles e das pessoas que os acompanham e que desvios são necessários, que ao invés de ir a Tar Valon, eles primeiro devem ir a Praga – que é um lugar bem desagradável, tomado por uma doença, como o próprio nome diz, que deixa o ambiente bem horripilante, no qual tudo parece doente e quer que você adoeça junto – atrás do Olho do Mundo e do Homem Verde para tentarem ganhar alguma vantagem ante as forças do mal. Mais batalhas serão enfrentadas e eles terão muitos mais problemas a frente, uma vez que um dos três amigos é na verdade o Dragão renascido.

Eu não só mergulhei, como afundei no mundo de Robert Jordan. Por mais que seja um livro grande, cheio de descrições minuciosas de cada elemento que aparece ao longo da história e tenha algumas palavras que eu desconhecia, você se prende em cada letra do livro e consegue visualizar perfeitamente cada cidade, aldeia, personagem e criatura.

A narrativa do autor pode ser minuciosa, mas é contínua – você não se perde dentre alguns pontos de vistas diferentes, o autor não faz com que percamos a noção do tempo, nem há rodeios demais. O livro é muito bem escrito e cheio de palavras novas/desconhecidas, o que fez com que eu corresse atrás de um dicionário para ter certeza de que eu estava entendendo cada palavra – adoro livros que me fazem aprender coisas novas e certamente aprendi muitas palavras novas em O Olho do Mundo!

O autor também conseguiu fazer com que eu me simpatizasse com praticamente todos os personagens – mesmo sem ter certeza ainda se são bons ou maus. E por cada lugar que um dos personagens passava, havia mais personagens para se conhecer e gostar. Eu me simpatizei principalmente com os três meninos dos Dois Rios, que foram obrigados a deixar suas casas e famílias para partir rumo ao desconhecido, sem nem saber porquê estavam partindo, sem nem saber se chegariam ao destino final, sem saber o que enfrentariam ao longo do caminho e pior de tudo, sem saber se algum dia voltariam para casa. Eu fiquei torcendo o tempo todo para os três ficarem bem, apesar dos obstáculos, agoniada com os perigos que corriam.

Robert Jordan criou uma atmosfera que lembra bastante os livros de O Senhor dos Anéis, tanto por se tratar de uma jornada quanto pelo ambiente de fantasia e também pelas referências a línguas novas e pela invenção de um ambiente e criaturas inspiradas na mitologia, mas confesso que o livro de Robert Jordan é bem menos cansativo que os livros de Tolkien.

Mesmo tendo sido essas somente as (muitas) 800 primeiras páginas da série, eu estou super bem disposta a ler os outros 13 livros, afinal a Roda do Tempo é daqueles livros que podem ser lidos por gerações e gerações, encantando todo mundo a cada página.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.