30 de August de 2014
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Fora de Série, Resenhas

Livro: E não sobrou nenhum
Autor: Agatha Christie
Páginas: 400
Editora: Globo
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa Fnac

Anteriormente publicado como “O caso dos dez negrinhos”. “E não sobrou nenhum” é o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

“Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move; Um deles se engasgou, e então sobraram nove.” – p. 49

A minha felicidade quando essa nova edição de um dos clássicos da Rainha do Crime chegou em casa pelo correio foi indescritível. Para uma amante da literatura policial, esse é um livro do qual eu jamais me cansarei. Com um dos enredos mais originais e envolventes que eu já li nessa vida, ele deixa o leitor tenso desde as primeiras páginas até as últimas.

Logo no começo somos apresentados aos 10 personagens que foram convidados para passar uns dias na Ilha no Soldado e temos um vislumbre de seus pensamentos mais pessoais. São eles Emily Brent, Phillip Lombard, Vera Claythorne, Mr. Blore, Anthony Marston, Dr. Armstrong, General Macarthur, Juiz Wargrave e o casal Mr. e Mrs. Rogers. Existiam rumores de que a isolada mansão na Ilha do Soldado era propriedade de uma grande estrela de Hollywood, mas o barqueiro contratado pelo misterioso U. N. Owen para levar seus convidados até a ilha acredita que seja mentira, afinal os convidados não estão aos pés de um convite Hollywoodiano.

Quando os convidados começam a conversar entre si percebem cada vez mais uma atmosfera esquisita e misteriosa em torno de seu desconhecido anfitrião. Depois de se instalarem na mansão e serem avisados que U. N. Owen se atrasará, todos os 10 convidados estão reunidos quando uma Voz se faz ouvir e, como em um julgamento, todos os 10 personagens são acusados de homicídio. Depois de alguns recobrarem o senso, todos começam a tentar se justificar (ou até mesmo assumir as acusações). Mas então é dada a largada e os convidados começam a morrer, um após o outro. As mortes acontecem baseadas em uma antiga cantiga britânica: “os 10 soldadinhos”.

Depois de algumas mortes e uma busca infrutífera na ilha toda, os convidados chegam à conclusão de que U. N. Owen é na verdade um dos convidados e começam a suspeitar desesperadamente uns dos outros. Pouquíssimas pistas são deixadas ao longo do enredo para que o leitor consiga descobrir quem é o gênio sadista que arquitetou um crime tão detalhista. Essa não foi a minha primeira leitura, mas me recordo bem que na primeira vez que li, o tempo todo eu mudava de opinião sobre o verdadeiro culpado.

Entretanto só descobrimos como tudo realmente aconteceu somente nas últimas páginas, simplesmente por conta do enorme ego do assassino, e como não podia deixar de ser, é um desfecho de deixar o leitor de queixo caído.

A minha única decepção com essa edição é o fato dela ser “politicamente-correta”, já que os agentes literários da Agatha Christie propopuseram a mudança de título do original O caso dos dez negrinhos (Ten little niggers no original), perdendo a relação com a canção folclórica inglesa homônima, rebatizando ele de “E não sobrou nenhum”, e, consequentemente, mudando o nome da Ilha do Negro para Ilha do Soldado. Mas de qualquer forma é um clássico policial que não pode faltar em nenhuma estante!

“Um soldadinho fica sozinho, só resta um; Ele se enforcou, e não sobrou nenhum.” – p. 50


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



29 de August de 2014
Postado por: Kinina @ Arquivado em: Entrevistas

A Rainha dos Vampiros responderá oito perguntas dos leitores brasileiros. Saiba como participar e envie sua pergunta no no blog da Rocco.




29 de August de 2014
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Lançamentos

A editora Lafonte divulgou a capa de Tentação, quarto volume da série The Georgian da escritora Sylvia Day.

Confira abaixo capa e sinopse:

Lysette, irmã gêmea de Lynette, morreu num acidente de carruagem. Ao menos era isso que Lynette acreditava até ser confundida com a irmã por um estranho chamado Simon Quinn, num baile de máscaras, em Paris. Mercenário calejado, o plano de Simon em relação à notória assassina Lysette era simples. Ele a entregaria aos franceses, em troca de alguns de seus homens que estavam sendo mantidos prisioneiros. Quando Lynette descobre que sua irmã ainda está viva, decide fazer o que for necessário para reencontrá-la, ingressando num território fascinante de desejos sombrios e tortuosos, onde Quinn é soberano. QUE ELA? QUEM É ELA? É ELA? Na França do final do século 18, Simon Quinn é capaz de ter a mulher que quiser, mas prefere as experientes, carnais e livres de ilusões. Sua vida envolve perigos e prazeres fugazes. Plebeu irlandês, tem só sua habilidade como amante e mercenário para recomendá-lo, e nenhum título de nobreza, propriedade ou sobrenome para redimi-lo. Lysette Rousseau é uma femme fatale, que pode seduzir ou trair com igual competência. Ela é o tipo de mulher preferido por Simon, mas há algo nela que o deixa confuso. Às vezes, é destemida e manipuladora, mas outras é afetuosa e doce. Um enigma pronto a devorá-lo, mas impossível de resistir. Simon reage às duas personalidades com igual intensidade, mas por moti­vos opostos, como se elas fossem duas mulheres em uma… GÊMEAS! Uma delas desencantada e prisioneira das circunstâncias, e a outra ino­cente, mas forte. Lynette Rousseau faria qualquer coisa para reencontrar a irmã. Assim, esforça-se para adquirir a capacidade necessária para ingres­sar no submundo frequentado por Lysette. Mas como Lynette se defenderá do misterioso e sedutor Simon Quinn? Um homem que pode salvar Lysette, mas cujos desejos insaciáveis podem capturar Lynette para sempre.



29 de August de 2014
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Lançamentos

Enéias Tavares foi o vencedor do concurso Fantasy 2014 realizado pela Editora Fantasy e seu primeiro livro A lição de anatomia do temível Dr. Louison será lançado nesse fim de semana na Bienal de São Paulo.

O livro é o primeiro da série Brasiliana Steampunk. Conheça abaixo a capa e sinopse do livro:

Porto Alegre. Dirigíveis gigantescos dominam o céu. Abaixo, o vapor cinzento dos bondes, das fábricas e dos estaleiros ao redor soma-se à fumaça dos charutos, dos cachimbos e das cigarrilhas. Vozes robóticas, barulho de hélices e maquinários misturam-se ao alarido do povo. De um Zepelin, desembarca Isaías Caminha, um jornalista carioca enviado à cidade para escrever uma matéria sobre o assassino em série Antoine Louison, que há poucos dias assombrava o local com um verdadeiro show de horrores – a exposição dos órgãos de suas vítimas. A aventura começa depois que o Dr. Louison, finalmente capturado e preso no hospício, desaparece misteriosamente de sua cela de segurança máxima sem deixar vestígios. Nesta busca pelo paradeiro do assassino, Isaías e um grupo de investigadores ainda vão topar com conhecidos do Dr. Louison, pertencentes a uma sociedade secreta de intelectuais, chamada Parthenon Místico, que estão dispostos a tudo para defendê-lo e desmascarar os criminosos. Esses amigos de Louison são alguns aclamados personagens da literatura brasileira, em reinvenção – Rita Baiana e Pombinha, de Aluísio Azevedo, Simão Bacamarte, de Machado de Assis, Solfieri, Álvares de Azevedo, entre outros.



29 de August de 2014
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Resenhas

Livro: Dexter HQ
Série: Dexter
Autor: Jeff Lindsay
Páginas: 120
Editora: Planeta
Resenha por: Bruna Fernández
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa Fnac

Dexter, o psicopata dos psicopatas, depois de fazer grande sucesso nos livros e na TV, agora invade as páginas dos quadrinhos. Nessa história completa, o devotado personagem deve lidar com um fantasma de seu passado: Steve Gonzalez, um valentão que perseguiu Dexter na época da escola. Porém, ele hoje é um  filantropo, considerado a Madre Teresa de Miami por causa de sua Fundação Esperança, que reabilita viciados. Após um inocente reencontro em uma festa, Dexter acredita que nunca mais o verá. No entanto, uma série de assassinatos coloca os dois em rota de colisão.

Apesar de ser uma grande fã de serial killers, meu histórico com Dexter não é 100%. Li apenas o primeiro livro da série e assisti somente até metade da quarta temporada do seriado pra TV. O motivo? Falta de tempo. Soa como desculpa esfarrapada né? Mas juro que não é.

Quando surgiu a oportunidade de resenhar essa HQ com uma história inédita do serial killer mais adorado da literatura, fiquei super ansiosa pra ler. E até um pouco apreensiva, confesso, com medo de tomar algum spoiler da série, mas felizmente isso não aconteceu.

Nessa aventura inédita, Dexter precisa lidar com uma das coisas que ele mais detesta na vida: uma pessoa de seu passado que não é exatamente uma pessoa que anda na linha. Rita acha o convite de reunião da turma de Dexter no lixo e decide que eles devem comparecer à festa, pois ela quer conhecer os amigos de infância do marido.

Claro que Rita não sabe que seu marido não tinha grandes amizades e um antigo bully reaparece na vida de Dexter: Steve Gonzalez, um colega de sala que costumava apavorar o nosso herói improvável, até ele decidir mostrar a Steve seu outro lado, apenas dando um “susto” no garoto. Depois do reencontro desagradável na festa de reunião, Dexter acaba trabalhando em uma investigação que conecta os dois novamente. O instinto de Dexter diz que seu Steve é o culpado, mas ele e sua irmã Debra terão uma certa dificuldade em provar que a “Madre Teresa” de Miami está envolvida em uma série de assassinatos.

O formato HQ combinou demais com o estilo de enredo das histórias de Dexter e é revigorante poder ler um thriller tão envolvente e visual em apenas uma tarde/noite. Espero que o autor invista no formato e acabe liberando mais histórias inéditas para os fãs da série!

“Toda vez que pensa que está indo muito bem… significa que você não notou o piano pendurado em cima da sua cabeça.”


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.



28 de August de 2014
Postado por: Kinina @ Arquivado em: Lançamentos

Há 30 anos, Pedro Bandeira lançava A droga da obediência, o primeiro volume da coleção Os Karas – que o consagrou não só como um dos principais nomes da literatura juvenil, mas também como um dos maiores best-sellers do País.

Outros quatro títulos se seguiram à A droga da obediência, e Pedro Bandeira se viu numa encruzilhada: como, em pleno século 21, escrever uma nova aventura? Hoje, 14 anos depois do último lançamento, Pedro encontrou um jeito de resolver a questão. Ele lançou hoje o sexto livro da série, num bate-papo com Ziraldo e Eva Funari na Bienal, A droga da amizade, pela Editora Moderna.


Livro: A droga da amizade (#06)
Série: Os Karas
Autor(a): Pedro Bandeira
Comprar: Saraiva Cultura Folha Travessa

Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?

Além do novo livro, toda a coleção está ganhando novo projeto gráfico.

Fonte: Publish News



28 de August de 2014
Postado por: Monique Marie @ Arquivado em: Notícias

Saíram 6 novos posters da primeira parte do último filme da trilogia Jogos Vorazes.

Os posters revelam rebeldes do Distrito 13. Confira abaixo:



Fonte fotos: Jogos Vorazes BR



28 de August de 2014
Postado por: Karol @ Arquivado em: Resenhas


Livro: Réquiem
Série: Delírio
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 303
Resenha por: Karol
Comprar: Saraiva Cultura Fnac Travessa Folha

Achavam que amar era algo sublime. Mas isso foi antes de encontrarem a cura. Talvez nossos sentimentos nos enlouqueçam. Talvez o amor seja mesmo uma doença, e ficaríamos melhores se ele. Mas escolhemos um caminho diferente. E, no fim das contas, este é o motivo para fugirmos da cura: somos livres para escolher. Somos livres inclusive para escolher o que é errado.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

Vocês estão lembrados da resenha de ‘Pandemônio’, o segundo livro dessa saga?! Se não, não se preocupe, eu lembro aqui o fato importante: eu queria jogar o livro na parede mas, na segunda metade do livro eu resolvi não jogar e amar o livrinho. Pois bem, relembrados seguimos com a resenha do terceiro, e último livro da série, ‘Réquiem’.

O livro começa como o primeiro, comigo querendo tacar ele na parede. A narrativa é intercalada entre Lena, a personagem principal, e Hana, a sua melhor amiga que foi curada e não apareceu quase nada no segundo livro. A história de Lena é realmente bem chatinha a essa altura do campeonato. Ela ama Alex, que por um milagre ainda estava vivo, mas está em um enrolo, daqueles bem enrolados que nem os envolvidos sabem onde estão, com o Julian. O pobre garoto que acabou de perder o pai e que a vida inteira mudou, não pensa em nada, não tem crise nenhuma e só quer saber da Lena, que até corresponde o menino mas não tira da cabeça Alex, mesmo que ele nem ligue para ela.

Já a narrativa da Hana é mais legalzinha. Você descobre que a amiga super bacana da Lena foi curada e irá se casar com o futuro prefeito da cidade mas, apesar de ter se tornado seca para algumas coisas, seu passado volta sempre para atormenta-lá.
A coisa vai indo, você vai lendo, nem dá vontade de dormir no meio do livro, mas nada de muito bacana acontece. E então vem a pior parte, o final.

O final do livro não entendo até hoje, e se eu não tivesse no meio do aeroporto o livro com certeza teria sido jogado na parede, com toda aquela força acumulada do livro dois. De repente, em duas páginas, ela resolve tudo, ou acha que resolve, dá um fim bem meia boca, bem sem graça e então vem aquilo que me pareceu inacreditável, um parágrafo de livro de auto ajuda. A autora simplesmente termina o livro com uma narrativa dela mesma, incentivando os leitores a algo que eu não vou dizer o que é para evitar spoilers mas, é total auto ajuda mesmo, do tipo levante, olhe no espelho e diga palavras positivas.

Não sei o que aconteceu com a Lauren do primeiro livro! Cadê todo aquele amor? Cadê aquelas ideias incríveis? Parece que a apressaram para terminar logo o livro e ela, sem ideias, resolveu escrever qualquer coisa. Fiquei triste com esse final Lauren. Vai ter que escrever outra série e me conquistar novamente.

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Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.