terça-feira, 19/11/2019
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Meg Cabot dá conselhos amorosos

Muito antes de vender 15 milhões de livros em todo o mundo, a vida foi irônica com a escritora americana Meg Cabot. “Fui muitas vezes rejeitada pelo mercado editorial”, revela a autora, que entre outras obras, escreveu a série O diário da princesa, sobre uma adolescente que se descobre herdeira do trono de Genóvia, um reino fictício.

“Quando penso sobre o que gosto de ler, percebo que é o mesmo assunto sobre o qual gosto de escrever: garotas, histórias de amor… Por falar nisso, aqui vai um conselho: vocês só descobrirão o amor depois de descobrirem a si mesmas”, diz Cabot, baseada em suas experiências próprias.

Em entrevista ao G1, Meg Cabot falou ainda sobre internet, o trabalho como escritora, deu dicas a futuros(as) escritores(as) e revelou suas primeiras impressões sobre o Brasil.

G1 — Quando começou a escrever, pensou que fosse chegar tão longe e se tornar uma celebridade?
Meg Cabot — Comecei a escrever com sete anos, mas só tentei a primeira publicação aos 26. Mas nunca imaginei fazer sucesso. Inclusive, fui muitas vezes rejeitada pelo mercado editorial até os 30 anos. Finalmente as coisas aconteceram e, agora, posso estar aqui no Rio de Janeiro como conseqüência direta do meu trabalho.

Como você faz para se atualizar com relação aos adolescentes?
No meu site (www.megcabot.com) tenho um espaço onde eles podem postar comentários sobre diversos assuntos, como música, livros etc. É assim que fico por dentro do mundo deles (risos). Além disso, também sou uma leitora, gosto de ler. E quando penso sobre o que gosto de ler, percebo que é o mesmo assunto sobre o qual gosto de escrever: garotas, histórias de amor… Por falar nisso, aqui vai um conselho, meninas: vocês só descobrirão o amor depois de descobrirem a si mesmas. Foi o que aconteceu comigo.

Qual a relação entre a internet e o seu trabalho?
Eu uso bastante o Google. Às vezes, quando estou navegando na internet, perco a noção do tempo. De repente já se passaram duas horas e eu me dou conta de que preciso trabalhar no meu livro. Tento ficar on-line uma média de três vezes por semana, não mais do que uma hora. E escrever todos os dias em um horário fixo, geralmente entre 10h e 17h. Nem sempre isso é possível. É culpa do Google (risos).

O que está achando do Brasil? O que dirá sobre o país às pessoas no exterior?
Bem, estou aqui há pouco tempo, mas, até agora, estou adorando. As pessoas têm se mostrado muito simpáticas e receptivas. Adorei também o fato da Bienal do Rio ser aberta ao público. É tão grande! Além disso, o clima aqui no Brasil é bem parecido com o da Flórida, o lugar onde eu vivo nos Estados Unidos. Também gostei da comida, da praia… Ainda não vi o bastante, mas, por enquanto, estou achando tudo muito bom.

Depois da adaptação da série “O diário da princesa” para o cinema, não ficou com vontade de trabalhar em um filme?
Na verdade, já havia escrito o roteiro de um longa-metragem, em 2005, chamado Sonhos no gelo, com Michelle Trachtenberg, Kim Cattrall e Joan Cusack, com direção de Tim Fywell. Mas não gosto tanto de escrever roteiros quanto de escrever livros. No caso de “Sonhos no gelo”, a montagem final não saiu exatamente como havia roteirizado. A partir de então, decidi não fazer mais esse tipo de trabalho. Quando você escreve um livro é só você e o seu editor. Quando você escreve um roteiro para o cinema, é você, o produtor, o diretor, os executivos do estúdio… É muita gente. É difícil lidar com isso. Você acaba vendo uma história bem diferente na tela.

Que dica daria a um fã que quer se tornar escritor?
Leia muitos livros, nunca deixa de escrever e não tenha medo de ser rejeitado, de receber respostas negativas. Como já disse, fui rejeitada muitas vezes. E continue enviando seu livro para as editoras mas, enquanto isso, escreva um outro livro. Ah! E arrume um bom emprego (risos). Faça outra coisa para ter dinheiro, que permita ganhar o suficiente para pagar as contas. Foi isso que fiz, porque leva tempo até as coisas acontecerem. Bem, no meu caso levou. Pode ser que, para outra pessoa, não demore tanto. Existe gente que tem seus livros publicados de cara, mas comigo não foi assim. Seja médico ou advogado e escreva por hobby. É o melhor plano.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

3 comentários

  1. oii boa noitee eu gostaria de um conselho eu saiu com um meninoo e ele sempre q agente sai fala cosiasa bonitas em um relacionamento mais serio mas no outro dia ele nao liga,nao fala direito comigo agente fica dias sem se falar ai so fala comigo na internet mas quando estamos juntos ele parece gostar, entao o q vc acha q isso é normal num homem ou ele ta querendo sumir/?? aguardo resposta obrigadaa bjss

  2. Oi…
    Sobre o post, eu amo os livros de Meg acho ela genial…
    Sobre a pergunta da “anonimo”: É que no post só citou que a Meg falou sobre isso, mas (infelizmente) ela não responde perguntas asssim, se bem que seria uma boa idéia…Não sou colaboradora do Blog, mas queria esclarecer (desculpe a intromissão)..
    Espero que já tenha resolvido seu problema, “anonimo”, tudo de bom para você…
    Beijusss…^^

  3. dadorei tudo mas me encaicho nessa fraze “Quando penso sobre o que gosto de ler, percebo que é o mesmo assunto sobre o qual gosto de escrever: garotas, histórias de amor… Por falar nisso, aqui vai um conselho: vocês só descobrirão o amor depois de descobrirem a si mesma”

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