12 de fevereiro de 2010
Postado por: Patoka @ Arquivado em: Notícias

Um jovem tem problemas desde que se lembra. Não possui amigos, não vai bem na escola e coisas estranhas acontecem ao seu redor. Em determinado momento descobre que seu mundo não era assim tão simples e um universo mágico existe à sombra do mundo real. Parece familiar? Pois agora esqueça bruxos das trevas, varinhas mágicas e um castelo como escola. Substitua por deuses gregos, monstros mitológicos e um acampamento para heróis e você tem Percy Jackson.
 
Não é a toa que o semideus tem sido apontado como o substituto para Harry Potter nos cinemas, uma vez que nos livros ambas as histórias já foram encerradas. Com estreia simultânea nos Estados Unidos e no Brasil, “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” tem a missão de conquistar aqueles que se sentirão órfãos com a chegada dos últimos filmes do bruxinho.
 
A versão cinematográfica traz ainda outra semelhança com a outra saga: Chris Columbus é o responsável por essa primeira adaptação e aguarda seu sucesso para poder adaptar os outros quatro livros.
 
A história, criada pelo professor de mitologia Rick Riordan, surgiu após esgotarem-se os mitos gregos que o autor contava ao seu filho antes de dormir. Ele iniciou, então, sua própria história, mantendo a estrutura das narrativas helênicas, ou os arquétipos como Riordan gosta de explicar, mas trazendo-a para o presente.
 
Sucesso com o filho, decidiu passar para o papel e nascia o primeiro livro do filho de Poseidon, “O Ladrão de Raios”. Seguem-se então “O Mar de Monstros”, “A Maldição do Titã” e “A Batalha do Labirinto”, que chegou às livrarias brasileiras na última quarta-feira (10). “The Last Olympian” encerra a saga de Percy Jackson, mas uma nova história está prevista para o fim de 2010 nos Estados Unidos. A trama envolverá os personagem desta coleção e novos heróis.
 
Diferente de Harry Potter, Percy apenas não conhece seu pai. Como tantas famílias modernas, sua mãe o criou sozinho e vive com outro homem que não gosta do garoto. Problema, foi expulso de cada escola que frequentou. Ainda possui dislexia e déficit de atenção. Somos apresentados ao futuro herói em uma excursão escolar que, como tantas outras vezes, não termina bem.
 
Convidado a não retornar à escola no próximo ano letivo, volta para casa da sua mãe e acaba perseguido por um minotauro. Revela-se então que seu pai é na verdade um deus grego, que vive no Olimpo, localizado no alto do Empire State. A dislexia é consequência de sua facilidade para entender grego antigo e seu déficit de atenção permite que ele concentre-se em diversos pontos durante a batalha. Para sobreviver ao constante ataque dos monstros mitológicos vai para um acampamento treinar para se tornar um herói com Quíron, o centauro responsável por Hércules e tantos outros heróis.
 
Em meio a outros meio-sangue como ele, descobre que o Olimpo está prestes a entrar em guerra por terem roubado o raio mestre de Zeus. O rei dos deuses acusa Poseidon de tê-lo feito, o que obriga o deus dos mares a reivindicar a paternidade de Percy e jogá-lo em sua primeira missão: recuperar o que foi roubado e evitar a terceira guerra mundial.
 
Em sua jornada pelo território norte-americano, o jovem herói depara-se com situações comuns aos mais simples dos mortais, mas também descobre que os mitos estão mais envolvidos com o mundo dos homens do que ele imaginara. O potencial é para tantas histórias quanto há deuses no panteão grego.
 
Creditos: Folha Online




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