domingo, 15/10/2017
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Resenha: Amanhã, Quando a Guerra Começou

Resenha Amanhã, quando a guerra começou
Livro: Amanhã, quando a guerra começou
Série: Amanhã
Autor (a): John Marsden
Páginas: 256
Editora: Fundamento
Resenha por: Lili
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O que você faria se descobrisse que todo o mundo que conhece deixasse de existir da noite para o dia?

Ao voltar de uma semana de acampamento, Ellie e seus amigos descobrem que a cidade em que viviam foi invadida por um inimigo desconhecido. Suas famílias foram aprisionadas e uma guerra está acontecendo em seu país. Agora, eles estão sozinhos em uma cidade sitiada, lutando para descobrir o que aconteceu com seu país e tentando sobreviver.

AMANHÃ é a história de uma aventura extraordinária em tempos extraordinários, em que esconderijos, explosões e fugas passam a fazer parte da rotina desse grupo de amigos. Sozinhos e sem ter para onde ir, Ellie e seus amigos vão precisar de toda a coragem e ousadia para sobreviver.

Amanhã, quando a guerra começou é o primeiro livro da série que foi escolhida como a mais fascinante pelos jovens leitores nos EUA, na Suécia e Austrália. Uma história que prende o leitor do início ao fim. Amanhã, quando a guerra começou vai ficar na sua memória para sempre.

Três palavras definem Amanhã: arrebatador, criativo e estimulante.

A história de Ellie e seus amigos inicia despretensiosa, com o ar de roteiro de Sessão da Tarde e suas incontáveis repetitivas narrativas de aventuras adolescentes. É um pouco de difícil engolir os primeiros capítulos: o acampamento organizado para ser um momento de diversão em meio a um feriado é até um pouco entediante, apesar de conter um misteriozinho no ar por conta do próprio local que eles decidem explorar. Esse ponto exige paciência e a leitura segue porque você se agarra ao título, que de início já anuncia uma guerra.

Entretanto, esse marasmo inicial se mostra crucial: os jovens, por total desinteresse, desconhecem a realidade política tensa do seu país. Pausa para reflexão: realmente sabemos o que tem acontecido na complexa trama internacional? Nos importamos o suficiente? Essas perguntas me surpreenderam durante a leitura. Quando retornam da diversão, encontram um cenário totalmente caótico, casas vazias, animais morrendo de inanição, falta de telefone, água, energia. A narrativa sincera e rápida toma um ritmo envolvente, entre as investidas do grupo e os questionamentos, as dores e o medo, a raiva e necessidade de se manterem escondidos.

Um dos triunfos de John Marsden é manter a narrativa em primeira pessoa, na voz de Ellie. Sem a onisciência, a protagonista narra as ações descrevendo as emoções com vivacidade, nos colocando dentro do grupo, fazendo o coração palpitar e a respiração suspender. A visão próxima dos acontecimentos, o passo a passo dos planos para atingir os invasores assumem uma visão interessantíssima nos olhos da moça.

Ellie também é extremamente sincera nas suas anotações e completamente parcial: tem opiniões sobre seus amigos e as deixa impressas no papel, o livro é um espécie de diário. Mais um ponto para o autor, já que personagens-narradores não podem saber demais e muito menos serem imparciais ao descrever pessoas; a narradora é exatamente assim.

A construção dos personagens é complexa, cada jovem tem uma personalidade marcada, são diferentes entre si, com qualidades e defeitos, com erros típicos da adolescência, com a coragem que surge da necessidade. Não há heróis, não há sentimentos puramente nobres, não há patriotismo inexplicado. Os amigos continuam sendo adolescentes e as dúvidas e interesses típicos da idade – inclusive amorosos – não somem.

O livro termina em um momento de extrema tensão, deixando questionamentos para o próximo volume. Amanhã, quando a guerra começou é uma ótima abertura para série, bem construído, sem revelar demais, deixando muita coisa para o que ainda tem para vir. Em um mundo de livros fantásticos, a saga é um ar fresco renovador que chama atenção para outros parâmetros: para o caos da realidade, para o absurdo da humanidade.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

10 comentários

  1. Andressa Oliveira

    Essa série me chamou a atencão…vou coloca-la na minha lista..rs

  2. Na minha lista.. adoro as capas dessa série!

  3. uma das melhores séries que ando lendo ultimamente! extremamente empolgante. muito, muito boa mesmo.

  4. CatharineMaier

    mt boa sua resenha haha, vou fazer a minha desse livro tbm mais nao vou copiar haha

    um erro: eles nao sofrem com a falta de agua

  5. ADOREIIII OU INCLUIR NA MINHA LISTINHA!!!

  6. Eu to lendo essa saga, to no terceiro livro. Muito bom, te prende e é RECOMENDADÍSSIMO! :D

  7. Nossa eu adorei esse livro´,é super emocionante e ele não nos deixa parar de ler por um segundo se quer :) Esse livro e essa saga eu recomendo .

  8. Eu li a série faz uns três anos,e em uma viagem com amigos,me despertou o interesse em reler…Já estou no terceiro volume da série pela segunda vez rsrs…Amanhã é uma série simplesmente fantástica!A narrativa da Ellie faz com que o leitor se imagine no lugar dela e é simplesmente sensacional!Uma das melhores séries que ja li,sem dúvida alguma.

  9. Quando eu li a série eu era bem novinha, uns 13 anos, e eu amei… Os três primeiros livros. Achei o quarto horrível, sem história, pretexto, nem nada. O quinto a narativa foi voltando pouco a pouco ao q era, e o fim é chocante. O sexto eu achei bom, e o sétimo e último mediano, mas apenas pq o fim me decepcionou muito. Hoje,comigo com 18 anos, a série volta para a minha lista de leitura. Espero q eu continue a gostar dos q gostei, e q aprenda a apreciar os q não gostei.

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