sexta-feira, 06/12/2019
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Entertainment Weekly entrevista autores de The 39 Clues

Confira abaixo a tradução da entrevista que a Entertainment Weekly realizou com os autores da série The 39 Clues.

Entrevista de “The 39 Clues”: todos os sete autores respondem perguntas sobre a série interativa

“The 39 Clues”, a série interativa que dá a volta ao mundo composta de romances infanto-juvenis está chegando ao fim. Quase dois anos depois do famoso autor infanto-juvenil Rick Riordan (“Percy Jackson e Os Olimpianos”) redigir o primeiro livro, o último volume, “Into The Gauntlet” [em tradução livre, “Dentro da Luva”], estará nas lojas amanhã. Então, em honra à finalização da decalogia best-seller, a EW conduziu uma entrevista circular com todos os autores da série. Funciona assim: nós perguntamos algo a Riordan, que faz uma pergunta ao autor do segundo livro, Gordon Korman, que, por sua vez, questiona o autor do terceiro livro, Peter Lerangis, e assim por diante. Eis o que eles têm a dizer:

Entertainment Weekly: O que te inspirou a trabalhar em uma série que conta sua história de forma interativa em vez de uma outra narrativa direta e foi difícil para você deixar a história nas mão de outros autores?
Rick Riordan: Eu adorei a idéia de deixar a história interessante para as crianças! Quando a Scholastic me abordou sobre “The 39 Clues”, eu imediatamente comecei a pensar nos “maiores sucessos” dos meus anos como professor de estudos sociais e escolhi as personagens e eras que eram mais interessantes para os meus alunos. Desenvolver o eixo da história da série não me tomou muito tempo. Escrever o “Livro 1: Labirinto dos Ossos” nao me pareceu muito diferente de escrever outro dos meus romances, mas achei muito inovador oferecer o site e também os cartões aos leitores que gostariam de ir mais fundo na experiênciaa Cahill. Quando a passar a história para outros autores, é claro que foi difícil se despedir de Amy e Dan, mas a história ficou em tão boas mãos. Toda vez que um livro novo chega, é como receber um presente. Eu reencontro velhos amigos!

De Rick Riordan para Gordon Korman: Eu sempre achei o segundo livro da série o mais difícil de se escrever. Eu imagino que seja ainda mais difícil receber a história de um outro autor, apesar de você fazer parecer que não foi. Como foi essa experiência para você? Você fez alguma coisa em particular que fez a história parecer sua nos dois volumes que você escreveu? Você está orgulhoso de alguma coisa em particular?
Gordon Korman: Rick, você fez um trabalho incrível preparando o paloco para o resto de nós, autores. Eu senti como se a minha imaginação tivesse dado um grande pulo inicial. Eu amo tudo a respeito da dimensão multiautorial de “The 39 Clues”. Escrever é um trabalho solitário e, pela primeira vez na minha vida, eu tenho “colegas de trabalho”, o que é bem divertido. Eu acho que todos os autores deixaram sua própria marca nos livros. Eu tive a oportunidade de visitar a Áustria no “Livro 2: Uma Nota Errada”, um país que eu visitei quando estava nos meus vinte anos. Eu também levei minhas personagens a uma aventura na China – um lugar que eu pesquisei, mas aonde não fui – no “Livro 8: The Emperor’s Code” [em tradução livre, “O Código do Imperador”]. Eu também pesquisei bastante sobre o Monte Everest, então eu decidi levar a ação até lá também. Eu tive bastante liberdade criativa escrevendo dois livros da série e eu estou particularmente orgulhoso das coisas que fiz com as personagens menores, especialmente o par Nellie e Jonah Wizard. Nos meus tours pelo país visitando escolas, muitos fãs de 39 Clues me disseram que o cantor de hip hop e estrela de reality TV Jonah é sua personagem favorita. Por isso, eu dei a ele um grande papel no Livro 8: The Emperor’s Code.

De Gordon Korman para Peter Lerangis: Nós todos levamos Amy e Dan a lugares legais e exóticos e você realmente parece ser bem sucedido nessa dimensão de passeio global da série. Você pode falar sobre o equilíbrio entre pesquisa e pura imaginação quando escrevendo uma história que se passa em lugares distantes que você nunca visitou? Tem algum lugar que particularmente te “transportou” como escritou?
Peter Lerangis: Definitivamente, a África do Sul, no Livro 7: The Viper’s Nest [em tradução livre, “O Ninho das Vespas”]. Eu realmente quis ir até Pretória para escrever este livro. Eu adoro viajar. Durante dias normais de trabalho, algumas vezes eu sinto como se tivesse que socar as idéias para fora da minha alma, mas, quando eu estou viajando, relaxado e sem pressão, as idéias simplesmente surgem. Só havia um problema: o prazo. Então eu fiz da pesquisa uma forma de viajar. Eu me concentrei em mim mesmo: lendo livros e artigos de revista, entrevistando pessoas, ouvindo música, vendo filmes. Eu voei pelo país e me concentrei em ruas de cidades, savanas, áreas abertas para pastagem e para a costa de graça, graças ao Google Earth. Meu maior momento voilà foi enquanto eu procurava em Pretória por um bom local para uma cena de explosão e achando um lugar chamado rua Boom. É uma história rica e complexa – eu consegui reunir Shaka Zulu e Winston Churchill em uma mesma aventura, apesar de terem vivido em eras diferentes. Durante todo o tempo, eu fiquei preso a uma cadeira em um pequeno cômodo de Nova Ioruqe, mas, ainda assim, eu posso dar às pessoas uma grande viagem!

De Peter Lerangis para Jude Watson: Oi, Jude, nós todos nor tornamos bons amigos desde que a série começou. Mas, no começo, Gordon e eu já nos conhecíamos, mas nenhum de nós dois conhecia você. Foi bem intimidador para mim seguir os passos do Rick e do Gordon. Como você se sentiu, sendo a quarta escritora?
Jude Watson: Bom, peter, eu tenho que confessar, cá entre nós, que eu era tola demais para me sentir intimidada. No começo. Sendo a primeira escritora mulher a ser convidada para o grupo, minha menina moleuqe de 10 anos interior deu um soco no ar. Eu estava pronta para me misturar aos garotos grandes. Afinal, eu já tinha escrito mais de 40 históriasaventuras de Guerra nas Estrelas, o que quer dizer que eu já escrev, oh, um zilhão de lutas de sabres de luz? Então uma série de aventuras pelo mundo que se passa na Terra? Moleza. Aham. Então eu li o manuscrito do Rick, o do gordon e depois o seu. Eu fui do “pode mandar” para “no que foi que eu me meti”. Vocês realmente sabem como manter a excitação. Fiquei intimidada? Pode apostar. Uma coisa sobre esta série é que você nao pode decepcionar o time – inclusive todos nossos leitores. Eles fazem parte da história, também. Esta foi uma grande inspiração. Foi bem legal, também, trazer um pouco de poder feminino para a série. Eu adorei pesquisar sobre figuras poderosas do antigo Egito, como a faraó Hatshepsut e Nefertiti para o “Livro 4: Além do Túmulo” e, depois, sobre Amélia Earhart para o “Livro 6: In Too Deep [em tradução livre, “Bem ao fundo”]“. Eu digo como uma regra geral para os autores: se você consegue trancar duas crinaças numa tumba antiga com um vilão que era da KGB, você está cozinhando com gás.

De Jude Watson para Patrick Carman: Patrick, eu penso em você como um escritor cinematográfico. Você segue um passo tão rápido que não dá para respirar, e as seqüências de ação são visualmente xcitante para o leitor. Você conscientemente pensa em ritmo de cinema quando escreve?
Patrick Carman: Eu sou um pensador visual, busco excitação e me distraio facilmente. Eu vejo tudo o que eu escrevo e eu acho que isso afeta o ritmo das coisas. Esse traço me caiu bem no The 39 Clues, onde todos nós tentamos fazer história e geografia interessante para jovens leitores. Pensar visualmente foi como um feitiço quando tive os Cahills cruzando a Rússia com caminhões-monstro e motocicletas no Livro 5: The Black Circle [em tradução livre, “O Círculo Negro”]. Quando eu estava escrevendo este livro, eu coloquei as personangens em um período de 24 horas, para manter a ação acontecendo. Eu queria que amy e Dan visitassem tantos sítios históricos na Rússia quanto possível. Pegue os Chamados da Terra-Mãe, por exemplo. Imagine uma estátua que tem quase duas vezes o tamanho da Estátua da Liberdade. Eu me diverti muito visualizando e escrevendo sobre as personagens escalando até o topo desta estátua para encontrar um importante documento. Eu não estava realmente consciente de um filme de The 39 Clues quando eu escrevi The Black Circle. Meu trabalho como autor é contar a história da melhor forma possível, fazer a história correr sem precisar costurar e fazer com que o leitor continue virando a página. Mas, agora que eu pensei sobre isso, eu me pergunto se o filme levará Amy e Dan aos Chamados da Terra-Mãe ou para outros maravilhosos lugares na Rússia sobre os quais eu escrevi no meu livro. Espero que sim!

De Patrick Carman para Linda Sue Park: Os Cahills estiveram pelo mundo todo, mas nem mesmo 10 livros podem cobrir todos os lugares legais que existem no planeta. Se houvesse um livro 11 de The 39 Clues, para onde você mandaria Amy e Dan e que personagem histórica você gostaria mais que eles descobrissem? Ah, e eu posso pegar oito dólares emprestados?
Linda Sue Park: Eu acabei de olhar na minha bolsa. Eu tenho três dólares e vinte sete centavos. Você pode ficar com tudo. Ei, o meu cartão do metrô tem dez dólares de crédito, isso ajuda? Qualquer coisa por você, senhor. E que ótima pergunta! Eu mandaria Dan e Amy para o México, porque eu acho que todos nós aqui dos EUA deveríamos conhecer um pouco mais do nosso vizinho do sul. Quanto à personagem histórica,: três mexicanos já ganharam o Prêmio Nobel, e eu acho que eu escolheria um deles. eu não consigo me decidir entre Mario Molina e Octavio Paz. Mario Molina foi um químico brilhante cujo trabalho levou ao descobrimentos dos perigos à camada de ozônio da atmosfera terrestre. Se o 11º livro fosse sobre ele, os leitores poderiam aprender mais sobre o meio-ambiente. Octafvio Paz ganhou o Prêmio Nobel de literatura, e os livros do Clues ainda não exploraram um autor famoso. Como nós, escritores, pudemos deixar isso acontecer?

De Linda Sue Park para Margaret Peterson Haddix: Margaret, na minha opinião, você teve o trabalho mais duro de todos nós. Eu não sei como você fez isso, e eu nem posso dizer o quanto eu admiro você por assumir esta tarefa. Você poderia descrever um dos seus maiores desafios em escrever o décim livro e o que você fez para superá-lo?
Margaret Peterson Haddix: Acho que também posso dizer o mesmo que a Jude – “era tola demais para me sentir intimidada”. No começo, eu realmente achei que o meu trabalho seria mais fácil do que o de todo mundo, já que eu só tinha que coordenar com os livros que vieram antes, e não com nenhum que viria depois. Aí a realidade tomou conta. Eu percebi que todos tinham deixado o padrão de qualidade muito, muito alto, e eu não queria ser aquela que destruiria isso, e eu era a única, além do Rick, que tinha de incluir todas as personagens principais no meu livro. E, embora ele tenha feito isso parecer fácil, não foi.

Então, sim, eu estava em um constante estado de pânico, paranóia e medo o tempo todo que eu estava escrevendo o Livro 10: Into The Gauntlet [em tradução livre, “Dentro da Luva”]. Felizmente, isso facilitou a minha identificação com Amy e Dan, que tinham uma tarefa ainda mais intransponível do que eu.

Na verdade, eu considero dois fatores como os mais difíceis ao escrever este livro. O primeiro foi algo que eu penso que todos – exceto Rick – enfrentaram: ter de começar a escrever o livro sem que o(s) livro(s) logo anterior(es) já tivessem sua forma final. Eu tenho de dar crédito a Rachel Griffiths, a editora que coordenou toda a série, que me ajudou a lidar com isso. E eu sou muito grata a você, Linda Sue, por estar disposta a mudar algumas coisas no seu livro para me ajudar no meu. O outro grande desafio que eu tive foi encontrar um grande evento para o décimo livro de uma série que já teve mortes, quase-mortes, ameaças de morte, explosões, revelações chocantes, e mais altos e baixos do que a mais extrema montanha-russa. Eu rapidamente percebi que não poderia me comparar a vocês. Mas eu poderia fazer algo diferente…

Fonte.

Sobre Cine

Jornalista e professora de inglês, vivendo o sonho de morar em Nova York e ainda tentando descobrir se seria possivel viver dentro de uma da Barnes and Nobles. Viciada em cultura, passa os dias tentando decidir que livros ler enquanto tenta se encontrar na vida.

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