Quando você dorme, os seus sonhos te revelam o futuro – e te dão dicas de como você pode mudá-lo. Essa é a realidade de Stacey Brown, uma adolescente que vive em um colégio interno, cujo quarto divide com a melhor amiga, Drea. Nos últimos tempos, Stacey tem sonhado com a morte de Drea, mas não conta para a amiga, por medo de assustá-la. Mas quando Drea começa a se comunicar com um cara misterioso pelo telefone e receber estranhos bilhetes e presentes, Stacey fica preocupada e tenta, de todas as formas, impedir que esse cara dos telefonemas conclua o que acontece em seus sonhos. E no meio disso tudo, ainda tem o Chad: o ex-namorado de Drea (que parece ainda alimentar algum tipo de esperanças de uma possível volta) está tentando se aproximar e não há uma forma disso acabar sem que alguém saia ferido. As pessoas em volta começam a ter comportamentos estranhos, e não há como ter certeza de quem é o cara que está perseguindo Drea. Com a ajuda de práticas do Wicca, Stacey tenta proteger seus amigos e ainda descobrir quem é o psicopata que está perseguindo Drea, antes que ele tenha sucesso em seu plano – e antes que ele consiga um modo de impedí-la também. Quando li a sinopse do livro, achei que ele tinha uma proposta parecida com a de Wake, da Lisa McMann. Apesar dos dois livros tratarem de aspectos referentes aos sonhos, há muita diferença, especialmente na importância e explicação que as autoras dão para que suas personagens tenham esses sonhos. Mas deixemos as comparações para um outro momento e vamos voltar para a análise do livro. O enredo do livro é original e bem trabalhado. Não há grandes discrepâncias entre o que a autora procura passar do início ao fim, muito pelo contrário, ela consegue ir inserindo os elementos-chave da história de forma gradual e muito bem linkados. A trama se desenvolve de uma forma dinâmica, mas não prejudica a leitura, prendendo o leitor com detalhes que são importantes ao entendimento do todo. A construção da história é bastante coerente com o enredo e diria até que o modo como é desenvolvida é essencial para que ela seja tão chamativa e prenda tanto o leitor. Como já disse outras vezes, a narrativa em primeira pessoa me faz sentir parte da história, como se eu mesma fosse a tal personagem, o como o desenrolar é dinâmico e frenético, o coração acelera e diminui de acordo com a cena e a autora consegue explorar bem esse aspecto da narrativa. Dentre os personagens, Stacey, Drea, Amber – que são os personagens mais mencionados, pode-se dizer que são bem construídos. Faria adendos especialmente para a personagem Drea, que eu achei um perfil pouco trabalhado e um tanto exagerado; e para a Amber, cujas ações ficam sem fundamento e explicação mesmo no fim da trama. Acredito que a autora tenha se concentrado bastante na construção do perfil psicológico de Stacey, suas crenças, manias, frustrações, etc., pelo fato da história se passar em primeira pessoa – logo, as outras personagens são construídas a partir das percepções da personagem-narradora. Acredito que o principal aspecto positivo do livro, seja o fato da história ter início, meio e fim, sem deixar aquela indesejada lacuna para a continuação. Todos os problemas levantados no decorrer da história terminam esclarecidos – com exceção à justificativa às ações de Amber. Apesar de não ser um livro indicado para pessoas adeptas aos romances tórridos que permeiam boa parte dos livros juvenis, a autora foi muito feliz em sua proposta e assina uma aventura cheia de mistérios e magia, que vai surpreender e muito quem gosta de livros focados no oculto e no sobrenatural. |
Primeiro: adorei essa capa e a do próximo livro da série.
Achei simples e fofas.
Segundo: sua resenha me deixou com mais vontade ainda de ler, o que é um problema tendo em vista o dindin necessário e a quantidade enorme de livros que tenho na frente. Mas tudo bem, ficou tão bem escrita que fiquei feliz de ter lido. :)
Beijocas!
Juh Oliveto
Livros & Bolinhos ~
[...] This post was mentioned on Twitter by Cabulosa_Serena, Livros em Serie. Livros em Serie said: Resenha: “Azul é para pesadelos”, de Laurie Faria Stolarz (by @me_nina) || http://bit.ly/asanBx [...]
Passei para parabenizar o blog de vocês: massa mesmo! Entro todos os dias!!! kkkk
Só queria deixar uma “diquinha”… é porque as sagas estão um pouquinho desatualizadas em seus lançamentos aqui no Brasil….. só uma diquinha….
Amo mesmo esse blog…. beijão!
Oi Fernanda! O nome AZUL É PARA PESADELOS se refere à vela que a Stacey usa pra filtrar os sonhos dela, no caso, os pesadelos, pra que ela possa ver de forma mais clara (: Tô louca pra ler a continuação *O* Beijos
a ta… valew nina
tbm tô louca pra ler “branco é para magia” *_*
Oba!! Comprei pela internet.. mas antes dei uma passadinha aqui para ler a resenha. E posso dizer que fiquei com mais vontade de lê-lo. Parabéns!
Beijos
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cara deve ser muitooooo bom esse livro, so nao entendi o nome ser “azul é prara pesadelos”