quinta-feira, 19/10/2017
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Resenha “Beautiful Dead – Jonas”, de Eden Maguire

Livro: Jonas
Série: Beautiful Dead
Autor (a): Eden Maguire
Páginas: 256
Editora: Benvirá
Resenha por: Patoka
Comprar: Saraiva Cultura

Nem vivos, nem mortos — entre os dois mundos vivem os Beautiful Dead As mortes de Jonas, Arizona, Summer e Phoenix chocaram os moradores de Ellerton. Darina, namorada de Phoenix, parece estar ainda mais perturbada do que todos — visões e sons aterrorizantes a perseguem. No entanto, ela vai descobrir que a morte não é o fim; para alguns, a ligação com o mundo dos vivos é tão forte que recebem permissão para se despedir e, se necessário, lutar por justiça — eles são os Beautiful Dead. Neste primeiro livro da série Beautiful Dead, a corajosa Darina enfrenta garotos barra-pesada e momentos dolorosos do passado para ajudar o amigo Jonas a descansar em paz. Ganha também mais uma chance de estar ao lado de seu único e grande amor, Phoenix. Seria o amor mais poderoso do que a morte, a ponto de permitir a Darina nunca dizer adeus a seu amado?

A capa do livro é linda. O tema é até original. Mas o interessante do livro acaba aí.

A história se baseia no amor que Darina sente por Phoenix. Mesmo depois do rapaz ser assassinado, a menina continua a sentí-lo e vê-lo andando pela cidade do interior que ela vive. Quase indo à loucura, Darina descobre então que seu namorado é uma espécie de zumbi com asas, que pode andar e falar. E ele não está sozinho. Outros adolescentes da cidade que tiveram suas mortes inexplicadas habitam uma casa abandondonada, que Darina visita constantemente para reencontrar o amado. Para continuar esse contato com Phoenix, Darina resolve ajudar os mortos-vivos a desvendarem suas mortes. Cada volume da quatrilogia, seria então, a história de um dos zumbis-anjos.

Como disse antes, a idéia do livro é bem bacana. Uma mistura de sobrenatural com policial, onde o leitor seria convidado a participar da caça ao assassino, desvendando mistérios e vivendo o amor que Darina nutre por Phoenix. Mas isso na teoria.

Na prática, o que temos em mãos é um livro extremamente raso, personagens mal trabalhados e protagonistas irritantes. Darina é uma adolescente raivosa e mimada. Todas as suas falas começam ou terminam com um grito ou berro. Revoltada com o mundo, ela cansa o leitor com suas atitudes características do trauma que sofreu e da idade, mas que poderiam ter vindo em doses menores. É difícil ler um livro quando você simplesmente não simpatiza com a protagonista.

Fora isso, a autora exagera no número de personagens sem ao menos dizer para o que vieram. Imundar o contexto com inúmeras vidas é artifício apenas para confundir o leitor. Talvez esse seja um dos maiores erros que algum autor possa cometer. Existe no livro o amigo de infância, o amigo do colégio, a amiga de fulano, o amigo do pai do borracheiro da cidade … vários personagens que não acrescentam em nada na narrativa e você mal lembra dele quando citado novamente. Aí você se pergunta: Pra quê colocaram esse cara na história? Talvez para dar uma idéia de “população”? Isso funcionaria em um filme, série de TV, mas em um livro NÃO! Mesmo Jonas, sendo o coadjuvante desse breve volume, tem sua vida (e morte) pouco explorada.

Ficaria feliz ao pegar o segundo volume, Arizona, e constatar que tudo que li até o momento tenha sido apenas uma jogada de caso pensado da autora. Ver que a adolescente raivosa amadureceu (e continua crescendo com o caminhar da história), e que os moradores da cidade terão um papel importante, mas algo me diz que isso não irá acontecer (Mas tenho esperanças, certo?).

Sabe quando você classifica um filme morno, feito apenas para passar o tempo, como “sessão da tarde”? Esse livro se encaixaria nessa descrição! Você lerá e esquecerá.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

7 comentários

  1. Hey ^^

    Pra mim o livro é definido com a frase a seguir “É difícil ler um livro quando você simplesmente não simpatiza com a protagonista.” IDEM

    Não adianta se vc de cara não pega o ritmo, o carinho aos personagens tudo a de ficar entediante ¬¬

    Já tinha lido a sinopse e confesso que não me encantei e depois de sua resenha menos ainda…

    :: Loma

  2. Eu tambem amei o tema e a capa!Esse era o proximo livro a ser comprado da minha listamas depois do que vc disse e do outro comentário eu desisti!
    Como você disse esperava do livro algo como “Uma mistura de sobrenatural com policial,” não um livrinho sobre uma “adolescente raivosa e mimada”!
    Que pena!Esse livro tinha tudo pra ser bom!

  3. Nossa, tambem estava esperando uma mistura de “policial com sobrenatural”, mas, depois das resenhas que ando vendo do livro, estou desanimando totalmente.
    E, se a personagem principal não é simpatica, então é melhor nem tentar ler, personagens principais tem a obrigação de conquistarem o leitor, cada um à sua maneira, mas, tem que conquistar. Se ela não nos passa nada, é melhor nem se empolgar.

    Uma pena mesmo, pois, a capa é muito bonita e a sinopse é boa. E acabou saindo um livro apenas morno.
    Gostei bastante da resenha, Patoka. Muito bem feita e mostrando todos os lados do livo. Parabens.

  4. desanimei mto com a sua resenha, e concordo com o q as meninas acima disseram … uma pena :(

  5. “É difícil ler um livro quando você simplesmente não simpatiza com a protagonista.”
    Nossa, eu odiei a Darina!! Mas enfim, eu gostei um pouco!! É meio melosa e realmente espero que melhores tudo em Arizona!! Eu confesso que eu só quero continuar lendo essa série pra saber o que vai rolar com o Logan!! É pq eu gostei dele!! Hehe
    Mas, parabéns Patoka!! Vc tem razão!!

  6. Comecei a ler essa semana e por enquanto não tem nada demais, mas é um livro passatempo tranquillo de ler…

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