sábado, 14/10/2017
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Resenha: “Swoon”, de Nina Malkin

Livro: Swoon – Amor além do Tempo
Série: Swoon
Autor: Nina Malkin
Editora: Galera Record
Páginas: 364
Resenha por: Nina Lima
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha Americanas

Sinopse:Na pequena cidade de Swoon, Connecticut, todos têm orgulho de suas raízes e traduções sulistas. Neste meio, a novaiorquina Candice se destaca terrivelmente. No equinócio de outono, porém, suas habilidades psíquicas secretas se tornam úteis quando a prima, a doce Penélope, é possuída pelo espírito de um jovem da era colonial, injustamente enforcado pela morte de sua noiva. Agora, Candice terá que ajudar sua prima e tentar solucionar o mistério que envolve o belo e atraente rapaz.

A primeira coisa que me motivou ler Swoon foi a capa. Quando você lê a sinopse, não entende bolhufas da capa, mas logo após o primeiro capítulo, é possível perceber o porquê da escolha. Acho que a capa americana tem um toque mais sensual, mas a capa brasileira é linda também. (: Mas não devemos julgar um livro apenas pela capa…

Swoon me surpreendeu no sentido de como a autora leva a história. Ao contrário da pegada levinha que as autoras de YA BOOKS tem costume de apresentar, achei que os adolescentes da Nina Malkin estão bem mais próximos da realidade, daqueles que fazem festas escondidos dos pais, falam sobre (e fazem) sexo, brincadeirinhas nada infantis, etc. Mas, porém, como uma fã incondicional de Meg Cabot, achei o enredo uma mistura de Sorte ou Azar com A Mediadora. De Sorte ou Azar, pego a parte da menina que mudou de cidade (no caso do livro da Meg, do interior pra cidade grande – o no livro da Nina Malkin, o contrário) para fugir de algo que aconteceu no passado, além do bonequinho de voodoo (pra mim, o bonequinho de lama tem algo a ver com voodoo, gente). De A Mediadora, a menina estranha que se apaixona por um fantasma que foi vítima de um cruel assassinato.

Ainda na parte de “críticas”, a autora não foi muito feliz na escolha da construção da história, que acaba por deixar o leitor um tanto confuso até o fim – e também depois dele. O modo como ela ordena a explicação de algumas coisas confunde mais do que explica, indo contra uma construção lógica até mesmo na cabeça do leitor. Particularmente, tem uma passagem com uma das personagens que só é possível entender nas últimas 20 páginas. E não fazia a MENOR diferença aquela cena existir ou não dentro do enredo.

Não consegui me “apaixonar” por nenhum dos personagens. A Dice, que é a personagem principal, se apaixona por um cara só de sentir o cheio dele. Ah, e de ouví-lo gritar – e não era um grito romântico, era uma ameaça de morte, uma praga – achei incoerente, porque EU ficaria com medo. O Sin, mal dá pra saber alguma coisa dele, além de ser um tanto confuso; ao mesmo tempo em que quer se vingar dos nobres cidadãos de Swoon, ele também tem um coração bom – faz sentido? E também não podemos esquecer do charme e encanto da hospedeira de Sin, Penny (ou Pen), que de uma boa menina que sonha em se casar com sua paixão de infância, passa para uma ninfomaníaca desenfreada. Aos personagens faltou um pouco de personalidade, linha de pensamento e caráter (ainda que fosse um caráter puramente duvidoso e humano, mas ALGUM caráter).

Os personagens só se comportam de forma próxima da realidade quando estão juntos, sob a influência de Sin. Aí sim eles se mostram desinibidos, competitivos, irresponsáveis, inconsequentes e profanos, como os adolescentes norte-americanos costumam/podem/parecem ser. Apesar do que a autora enfoca em Swoon, ela consegue pintar cenas que podem facilmente corresponder à realidade, como quando em um capítulo, Dice vai ao Bronx e vê meninas de sua idade com carrinhos de bebê, pessoas vendendo coisas na rua, etc. Não que esse tipo de comportamento social só possa ser visto no Bronx, mas já foi um começo.

Para finalizar, não é que eu tenha achado que o livro seja puramente adaptação de temas já abordados e os personagens sejam completamente rasos, mas a autora teve uma sacada enorme pra um tema original e não explorou muito bem o que tinha em mãos. O livro é bem fácil de ler, a história te mantém entretido, e se você ainda não leu muitos ya books com tema sobrenatural, pode ser uma boa pedida começar por Swoon.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

6 comentários

  1. Nicole Fabri

    aah eu gostei do livro… mas o tempo todo fiquei pensando na mediadora i.i
    mas vingança é um tema que eu gosto bastante *—*

    a capa original é lindaaaa *——–*

  2. gente visita o marcadordepaginas.tumblr.com!

  3. Deve ser bem legal pra mim, pq eu aaamo os livros da Meg! Ela é minha escritora favorita! E tb adoreeei Sorte ou Azar e principalmente a Mediadora! O Jesse e a Suze são meu casal favorito das histórias da Meg :)

    Vou colocar esse livro na minha listinha de desejos de Natal!

    Beijinhos,
    http://www.justagossipblog.blogspot.com

  4. Fernanda Dottling

    Realmente , li este livro logo em seu lançamento, eu esperava bem mais respostas do que coisas totalmente sem respostas ! Concoro em completo com a resenha ,tenho as mesmas críticas, achei as vezes alguns pontos do livro apelativo para um Romancezinho do Sin com a Dice e toda a narrativa me fez lembrar muito a série da Meg também , na qual realmente eu sou fã. Parabéns pela resenha ;) adorei !

  5. Eu comecei a ler esse livro logo depois de ter lido “A Mediadora” realmente lembra muito, mas muito mesmo, a parte da vingança, a parte de poder voltar no tempo e é claro a parte do romance!!! Mas mesmo assim eu gostei muito!

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