segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “Gone – O mundo termina aqui”, de Michael Grant

Gone - O mundo termina aquiLivro: Gone – O mundo termina aqui (#01)
Série: Gone
Autor: Michael Grant (@MichaelGrantBks)
Editora: Galera Record
Páginas: 515
Tradução: Ivanir Alves Calado
Resenha por: Cine
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Amazon

Só restam os jovens: os adolescentes, os pré-adolescentes, as crianças pequenas. Mas nenhum adulto. Não existem mais professores, nem policiais, nem médicos, nem pais. E, também de repente, não há telefones, nem internet, nem televisão. Não há como descobrir o que aconteceu. Nem como conseguir ajuda.
A fome é uma ameaça. Os valentões tentam dominar todos os outros. Uma criatura sinistra está à espreita. Os animais estão sofrendo mutações, e os próprios jovens estão mudando, desenvolvendo novos talentos – poderes inimagináveis, perigosos, mortais -, que ficam mais fortes a cada dia.

É um mundo novo e aterrorizante. Cada um terá de escolher o seu lado para a batalha que se aproxima. Os moradores locais contra os riquinhos. Os fortes contra os fracos. As aberrações contra os normais. E o tempo está acabando: no dia do seu aniversário, você vai desaparecer, como todos os outros.

Eu não levava muito a sério quando as pessoas falavam que era difícil descrever Gone, mas eu devo morder a língua e concordar com todas as críticas que afirmaram que não é fácil colocar em papel as emoções que eu vivi com essa história.

Sabe aquele livro sem enrolações? Gone é assim. Nada de introdução aos personagens e suas monótonas vidas nas primeiras páginas, explicações sem fim sobre algum ou descrições detalhadas sobre algum local. O suspense começa desde as primeiras linhas. A cada página, a cada capítulo há sempre uma nova descoberta que te faz querer ler o próximo e o próximo capítulo até terminar a história.

Livros com muitos personagens às vezes tendem a demorar um pouco a você lembrar quem é quem, mas não em Gone. Sempre que o nome de um personagem aparece nas páginas, surge um “ah, é aquele(a) menino(a) que é desse e daquele jeito, adoro/odeio ele(a).” Na verdade, é difícil descrever todos os personagens centrais e cruciais para esta história, porque cada um tem uma personalidade tão diferente que te marca de algum modo, que resumi-los em poucas palavras não parece justo ao que nos é apresentado na obra.

Claro que há aqueles favoritos, e no meu caso são: Quinn, o amigo engraçado, sarcástico, malucão, mas que acabou mudando muito minha visão ao longo do livro. Assim como Sam, que começou como um personagem meio chato, sensato e preocupado demais. Querendo viver no anonimato, mas que ganhou espaço na galeria de meus personagens favoritos de todos os tempos, cada vez que eu o conhecia mais.

Há também a garota da história, Astrid, a menina loira, bonita e inteligente que todo mundo tem uma queda. Mas não é um daquelas personagens que gostam de se gabar por saber tudo. Ela é genuinamente inteligente e não nota que expor isso às vezes pode passar uma imagem de arrogância para os outros personagens, mesmo que você, leitor, tenho certeza desde as primeiras páginas que ela é o oposto disso.

Há também outros personagens sensacionais e de extrema importância no desenrolar dos fatos, mas descrevê-los seria limitar as emoções de quem irá conhecê-los através da história, mas adianto que há mistura sem fim de diferentes personalidades em crianças que você precisa acostumar-se rápido, porque tudo em Gone acontece num piscar de olhos. Não que o ritmo do livro seja ruim. Na realidade é o mais bacana na história criada por Michael Grant. Saber conduzir uma história sem enrolação e com momentos de tirar o fôlego durante mais de 500 páginas, não é algo muito fácil não.

O que mais me chamou atenção, acima dos poderes e mistérios que envolvem o mundo de Gone é como o autor conseguiu elaborar crianças tão cruéis. Crianças com apenas 14 anos cometendo atrocidades umas com as outras por pura gana, fome de poder… diversão. Não é algo que eu consegui me acostumar até agora. É difícil limitar as palavras para descrever um livro tão fantástico como este. Existem realmente poucas obras que me fizeram ficar impressionada com o que estava sendo descrito em quase todas suas páginas.

Michael Grant conseguiu criar um novo mundo – cruel, muito cruel – para os amantes de aventuras e mistérios, e seria algo totalmente sem fundamento você deixar passar uma leitura como essa.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Cine

Jornalista e professora de inglês, vivendo o sonho de morar em Nova York e ainda tentando descobrir se seria possivel viver dentro de uma da Barnes and Nobles. Viciada em cultura, passa os dias tentando decidir que livros ler enquanto tenta se encontrar na vida.

5 comentários

  1. Estou atrás desse livro desde que li a sinopse dele!!!! Ele está no topo da minha lista de leitura junto com outros 2 livros mas ainda não pude comprá-lo.
    Eu adoro esse tipo de história…tem “guerra”, sangue, etc.
    E foi bom saber que o livro não tem enrolações!!
    Estou louca pra conhecer os personagens!!!
    Preciso desse livro!!!!!

    @desapd

  2. Davi Araújo

    Mais uma critica fodah de Gone!!!!!!!Vou correndo hoje lá na Saraiva!!!!!!

  3. Gostei muito desse livro… Só queria acrescentar como a crueldade de alguns personagens indica que ele não é um livro para jovens, é apenas um livro sobre jovens.

  4. Juro que não tinha a mínima vontade de ler esse livro, mas depois de uma resenha tão empolgada, já fiz meu pedido para o Papai Noel!

  5. .Nossa agora fiquei morto de vontade de ler, mas tbm quero a série Wake. Ahhhhhhhh, o que fazer?

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