19 de dezembro de 2010
Postado por: Cine @ Arquivado em: Resenhas de Série

Gone - O mundo termina aquiLivro: Gone – O mundo termina aqui (#01)
Série: Gone
Autor: Michael Grant (@MichaelGrantBks)
Editora: Galera Record
Páginas: 515
Tradução: Ivanir Alves Calado
Resenha por: Cine
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Só restam os jovens: os adolescentes, os pré-adolescentes, as crianças pequenas. Mas nenhum adulto. Não existem mais professores, nem policiais, nem médicos, nem pais. E, também de repente, não há telefones, nem internet, nem televisão. Não há como descobrir o que aconteceu. Nem como conseguir ajuda.
A fome é uma ameaça. Os valentões tentam dominar todos os outros. Uma criatura sinistra está à espreita. Os animais estão sofrendo mutações, e os próprios jovens estão mudando, desenvolvendo novos talentos – poderes inimagináveis, perigosos, mortais -, que ficam mais fortes a cada dia.

É um mundo novo e aterrorizante. Cada um terá de escolher o seu lado para a batalha que se aproxima. Os moradores locais contra os riquinhos. Os fortes contra os fracos. As aberrações contra os normais. E o tempo está acabando: no dia do seu aniversário, você vai desaparecer, como todos os outros.

Eu não levava muito a sério quando as pessoas falavam que era difícil descrever Gone, mas eu devo morder a língua e concordar com todas as críticas que afirmaram que não é fácil colocar em papel as emoções que eu vivi com essa história.

Sabe aquele livro sem enrolações? Gone é assim. Nada de introdução aos personagens e suas monótonas vidas nas primeiras páginas, explicações sem fim sobre algum ou descrições detalhadas sobre algum local. O suspense começa desde as primeiras linhas. A cada página, a cada capítulo há sempre uma nova descoberta que te faz querer ler o próximo e o próximo capítulo até terminar a história.

Livros com muitos personagens às vezes tendem a demorar um pouco a você lembrar quem é quem, mas não em Gone. Sempre que o nome de um personagem aparece nas páginas, surge um “ah, é aquele(a) menino(a) que é desse e daquele jeito, adoro/odeio ele(a).” Na verdade, é difícil descrever todos os personagens centrais e cruciais para esta história, porque cada um tem uma personalidade tão diferente que te marca de algum modo, que resumi-los em poucas palavras não parece justo ao que nos é apresentado na obra.

Claro que há aqueles favoritos, e no meu caso são: Quinn, o amigo engraçado, sarcástico, malucão, mas que acabou mudando muito minha visão ao longo do livro. Assim como Sam, que começou como um personagem meio chato, sensato e preocupado demais. Querendo viver no anonimato, mas que ganhou espaço na galeria de meus personagens favoritos de todos os tempos, cada vez que eu o conhecia mais.

Há também a garota da história, Astrid, a menina loira, bonita e inteligente que todo mundo tem uma queda. Mas não é um daquelas personagens que gostam de se gabar por saber tudo. Ela é genuinamente inteligente e não nota que expor isso às vezes pode passar uma imagem de arrogância para os outros personagens, mesmo que você, leitor, tenho certeza desde as primeiras páginas que ela é o oposto disso.

Há também outros personagens sensacionais e de extrema importância no desenrolar dos fatos, mas descrevê-los seria limitar as emoções de quem irá conhecê-los através da história, mas adianto que há mistura sem fim de diferentes personalidades em crianças que você precisa acostumar-se rápido, porque tudo em Gone acontece num piscar de olhos. Não que o ritmo do livro seja ruim. Na realidade é o mais bacana na história criada por Michael Grant. Saber conduzir uma história sem enrolação e com momentos de tirar o fôlego durante mais de 500 páginas, não é algo muito fácil não.

O que mais me chamou atenção, acima dos poderes e mistérios que envolvem o mundo de Gone é como o autor conseguiu elaborar crianças tão cruéis. Crianças com apenas 14 anos cometendo atrocidades umas com as outras por pura gana, fome de poder… diversão. Não é algo que eu consegui me acostumar até agora. É difícil limitar as palavras para descrever um livro tão fantástico como este. Existem realmente poucas obras que me fizeram ficar impressionada com o que estava sendo descrito em quase todas suas páginas.

Michael Grant conseguiu criar um novo mundo – cruel, muito cruel – para os amantes de aventuras e mistérios, e seria algo totalmente sem fundamento você deixar passar uma leitura como essa.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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5 comentários



19-12-2010 - 20:47:25

Estou atrás desse livro desde que li a sinopse dele!!!! Ele está no topo da minha lista de leitura junto com outros 2 livros mas ainda não pude comprá-lo.
Eu adoro esse tipo de história…tem “guerra”, sangue, etc.
E foi bom saber que o livro não tem enrolações!!
Estou louca pra conhecer os personagens!!!
Preciso desse livro!!!!!

@desapd


2. Davi Araújo
20-12-2010 - 04:40:25

Mais uma critica fodah de Gone!!!!!!!Vou correndo hoje lá na Saraiva!!!!!!


3. Carol
20-12-2010 - 10:42:20

Gostei muito desse livro… Só queria acrescentar como a crueldade de alguns personagens indica que ele não é um livro para jovens, é apenas um livro sobre jovens.


20-12-2010 - 19:45:53

Juro que não tinha a mínima vontade de ler esse livro, mas depois de uma resenha tão empolgada, já fiz meu pedido para o Papai Noel!


22-12-2010 - 20:38:32

.Nossa agora fiquei morto de vontade de ler, mas tbm quero a série Wake. Ahhhhhhhh, o que fazer?


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