terça-feira, 24/01/2017
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Resenha: O ladrão de espadas, de Peter Lerangis

O Ladrão de EspadasLivro: O Ladrão de Espadas (#03)
Série: The 39 Clues
Autor (a): Peter Lerangis
Editora: Ática
Páginas: 168
Tradução: Renato Alarcao
Resenha por: Bruna
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Não confiem em ninguém. Esse foi o conselho dado pelo advogado William McIntyre aos órfãos Amy e Dan Cahill quando eles decidiram se lançar na busca pelas 39 pistas que revelarão uma fonte de poder inimaginável.
Em posse das espadas encontradas em Veneza, os irmãos seguem para o Japão e acompanham a trajetória do guerreiro Toyotomi Hideyoshi, outro Cahill que há séculos se envolveu nessa caça ao tesouro. Mas, para avançar no jogo, Amy e Dan terão que se arriscar e formar uma aliança com alguns de seus concorrentes, um caminho que se revelará repleto de armadilhas e decepções.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

O labirinto dos ossos Uma nota errada

Em O Ladrão de Espadas, Amy e Dan, ainda acompanhados da au pair Nellie, seguem em sua busca e partem para o Japão. Bom, pelo menos essa é a intenção. Peter Lerangis, o autor desse terceiro volume, já inicia a sua parte da história com muitas reviravoltas e grandes problemas para os irmãos Cahill, que se encontram encurralados e, a única saída que eles tem é deixar de lado o único conselho que eles receberam do advogado William McIntyre antes de iniciar a caçada: “Não confiem em ninguém!”. Formam-se então, alianças com alguns de seus maiores inimigos para todos poderem avançar na busca.

A escrita de Lerangis é mais intensa do que dos outros autores da série, Rick Riordan e Gordon Korman. O livro é repleto de ação da primeira página até a última frase, e a narrativa tem um ritmo acelerado, quase frenético, deixando pouco espaço para uma exploração maior da cultura e História dos países que são apresentados nesse volume: Japão e Coréia do Sul. Senti falta de uma maior imersão na história da personalidade da vez, Toyotomi Hideyoshi, que foi um Daymyo (Senhor Feudal Poderoso, com a tradução literal de “Grande Nome”) que viveu no século 16 e unificou o Japão, além de deixar inúmeras heranças culturais, que não são muito abordadas no livro. Talvez, essa exposição mais rasa se deva ao fato de que, infelizmente, nós ocidentais, conhecemos muito pouco e, ouso dizer que até ignoramos, a rica cultura e História oriental.

Outro ponto diferente que podemos podemos perceber na escrita de Lerangis é a mudança nas características dos personagens. Nesse volume, Dan está muito mais engraçado do que antes, soltando piadas em praticamente todas as páginas. Amy está um pouco mais solta e disposta a realmente confiar em seus inimigos, e a inocência que a personagem havia começado a deixar para trás no segundo livro, volta à tona. Não creio que essas alterações tenham afetado muito a história como um todo, mas senti uma quebra na continuidade da saga, ainda mais por estar lendo os livros seguidos um do outro.

Entretanto, o melhor personagem em O Ladrão de Espadas, na minha opinião, é Alistair Oh, o tio coreano que fez fortuna ao inventar burritos (nos mais inusitados sabores!) para microndas. Alistair transborda inteligência, sagacidade e carisma, tornando praticamente impossível ao leitor não se apegar, ou até mesmo simpatizar, com seu personagem. E é através de passagens que são contadas pelo ponto de vista de Alistair, em que podemos ver seus pensamentos, que “recebemos” informações, ainda que misteriosas, sobre a real história dos irmãos Cahill e o que aconteceu com seus pais na fatídica noite do incêndio. Nesse livro, podemos perceber que o coreano é um personagem chave para muitos dos mistérios da série.

Temos também a participação dos irmãos Kabra, Ian e Natalie, e nos aproximamos desses personagens, conhecendo melhor suas intenções e métodos. Ambos não passam de garotos mimados, mas sem chegarem no nível absurdo de Jonah Wizard, que para minha imensa felicidade, não aparece nesse volume. Simpatizei um pouco mais com os irmãos, mas minha vilã favorita, ainda é Irina, que também não deu as caras nesse volume.

Um livro curto, sucinto, mas que não deixa a desejar. Até mesmo os menores detalhes que parecem ser bobos e só estão ali para ajudar a preencher a “cena”, se revelam importantes do decorrer das páginas, por isso leiam com muita atenção para não deixar um só detalhe escapar! E se preparem para um final desesperador, intrigante e até mesmo triste e melancólico. Podendo esses sentimentos não estarem exatamente nessa mesma ordem. Boa leitura!

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

3 comentários

  1. Nossa, ótima resenha. Ainda não tive a oportunidade de ler esse livro mas parece ser ótimo .

  2. KKKK
    ESSE LIVRO NÃO E RUIM NEN BOM EU TO LENDO ELE NE UM DEVER DA ESCOLA PODE CONFIAR ELE TEN MASI ACÃO

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