quinta-feira, 19/10/2017
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Resenha: “A canção do Súcubo”, de Richelle Mead

Livro: A Canção do Súcubo
Série: Georgina Kincaid
Autor: Richelle Mead
Páginas: 299
Editora: Essência
Resenha por: Mary
Comprar: Saraiva Cultura E-book

Quando se fala de empregos no inferno, ser um Súcubo parece bastante glamuroso. Uma garota pode ser qualquer coisa que ela quiser, o guarda-roupa é de matar e homens mortais farão qualquer coisa por apenas um toque. Claro, eles geralmente pagam com suas almas, mas por que ser tão técnico? Mas a vida da Súcubo de Seattle Georgina Kincaid é muito menos exótica. Seu chefe é um demônio de médio escalão com uma queda por filmes do John Cusack. Seus melhores amigos imortais ainda não pararam de provocá-la por causa da vez em que ela se transformou na Deusa Demônio, completa, com chicote e asas. E ela não consegue ter um encontro decente sem sugar parte da vida do cara. Ao menos ela tem seu emprego diário em uma livraria local – livros de graça; Todos os mochas de chocolate branco que ela conseguir tomar; e acesso fácil ao sexy escritor de bestsellers, Seth Mortensen, aka Aquele por Quem Ela Daria Tudo Para Tocar mas Não Pode. Mas os sonhos sobre Seth vão ter que esperar. Algo estranho está acontecendo no submundo demônio de Seattle. E, dessa vez, todos os seus charmes e cantadas de cair morto não vão ajudá-la porque Georgina está para descobrir que há algumas criaturas que tanto Céu quanto o Inferno querem negar…

Já na primeira página percebemos que A Canção do Súcubo, com exceção da existência das criaturas sobrenaturais e das duas belas protagonistas, não é destinado aos leitores da obra young adult pela qual Richelle Mead ganhou fama, Academia de Vampiros. A protagonista, Georgina Kincaid, é um súcubo, uma espécie de voluptuoso demônio do sexo feminino que pode assumir a forma que quiser e que lança um poder sensual sobre todos que o rodeiam, tanto homens quanto mulheres. Os súcubos, ao terem qualquer tipo de contato íntimo com um mortal, desde um beijo até o sexo, sugam a energia vital dessa pessoa e a utilizam para si próprios. Fazer sexo com um súcubo é como vender sua alma para o inferno. Os súcubos precisam de sexo para sua sobrevivência. Dessa forma, o assunto permeia a obra por completo, com cenas eróticas bastante detalhadas, dispersas várias vezes por todo o livro. E está aí um dos pontos negativos do livro: apesar de, na teoria, ser um livro para adultos, a narrativa e o enredo são um pouco juvenis demais. As cenas de sexo que a autora narra sem nenhuma cerimônia muitas vezes contrastam com outras partes da história que não são desenvolvidas para o público-alvo que a autora tinha em mente ao escrever o livro.

Mas a história prende o leitor que gosta do assunto. Há várias criaturas diferentes vindas do céu e do inferno: duendes, anjos, demônios, vampiros (a maioria deles amigos, diga-se de passagem)… A sensação de estar presenciando um episódio de Supernatural não pára por aí. Há um ser desconhecido assassinando as criaturas imortais de Seattle, trazendo pânico e preocupação a Georgina e seus amigos. A caça por esse ser é o ponto principal da obra e Georgina, embora não deva, envolve-se profundamente nessa busca. E ela está exposta a isso mais do que pode imaginar. Entretanto, às vezes o ritmo da narrativa fica um pouco lento, especialmente nos momentos em que a protagonista está sofrendo em decorrência de sua incapacidade de poder cultivar uma vida amorosa devido à sina de ter se transformado em um súcubo. É um pouco entediante ler páginas e mais páginas dessa lenga-lenga, embora, vez ou outra, esse assunto renda boas risadas.

É claro que, com tudo isso acontecendo, não poderiam faltar pares românticos e tentações para Georgina. Há vários homens na vida dela: Doug, o subgerente da livraria onde ela trabalha; Seth Mortensen, seu autor preferido; Roman, um sexy professor que ela conhece por acidente na livraria um dia, enquanto tenta se livrar de uma das investidas do corrupto Warren, seu patrão casado, com quem ela tem encontros ocasionais. Georgina vê-se no meio de todos esses homens, ao mesmo tempo tentada pela sua fome de súcubo e impossibilitada de ter algo a mais com qualquer um deles (exceto Warren que, de tão corrupto, não perde muito de sua alma ao trair sua mulher) sem que ocorram mortes pelo caminho. Entretanto, o pretendente que já se torna preferido desde o início, sem que antes nem saibamos de quem se trata, é o escritor Seth Mortensen. Com seu jeito tímido, ele é aquele tipo de par óbvio que, mesmo sendo um clichê a protagonista terminar com ele, é exatamente isso o que desejamos que aconteça. As reviravoltas no relacionamento de Seth e Georgina são uma leitura deliciosa para quem gosta de romance, embora também possamos nos relacionar com Roman, que se mostra um personagem crucial no desenrolar da história da protagonista.

Em A Canção do Súcubo, Richelle Mead demonstra toda sua capacidade e talento que a fizeram ganhar fama com Academia de Vampiros. A leitura é bastante agradável e leve, embora a autora pudesse ter se utilizado mais de cenas de ação e perigo para dar mais continuidade e ritmo à história. Além disso, ela poderia ter segurado um pouco mais para revelar algumas curiosidades como, por exemplo, o que levou Georgina a transformar-se em um súcubo, seu encontro com Lilith, a rainha dos súcubos… Esses são assuntos que poderiam ter sido deixados para os próximos livros da série, pois ao fim desta obra não ficamos muito curiosos para ler imediatamente sua continuação. A obra poderia terminar assim. Não ficou muita coisa para ser esclarecida nos próximos livros, parecendo meio forçado ter que fazer uma série de livros a partir da história que nos foi deixada.

O segundo livro da série chama-se Sucucbus On Top, ainda sem tradução para o português.

Sobre Mary

14 comentários

  1. Devo discordar de dois pontos da resenha na condição de apaixonado pela obra. Primeiro, dificilmente poderia classificar como entediante qualquer parte do livro, segundo, a vontade de ler o próximo livro da série não está necessariamente ligada a algum tipo de gancho ou mistério pendente, mas sim na curiosidade de saber mais da vida de Georgina.

    Bom, é somente minha opinião.

  2. Nossa, impossível não pensar em Lost Girl, será que a série foi baseada no livro?

    Eu ainda não li Academia de Vampiros, estou esperando baixar a febre para ver preços mais baios e talvez até um box, mas já vou colocar a Canção do Súcubo na listinha (apesar de ter odiado essa capa!)

    Ótima resenha!

    @thaorteg

  3. Quero muito ler esse livro :D

  4. Devo discordar de dois pontos da resenha na condição de apaixonado pela obra. Primeiro, dificilmente poderia classificar como entediante qualquer parte do livro, segundo, a vontade de ler o próximo livro da série não está necessariamente ligada a algum tipo de gancho ou mistério pendente, mas sim na curiosidade de saber mais da vida de Georgina.

    Bom, é somente minha opinião.+1

    Concordo com tudo o que o Graco disse, e endosso: Fiquei tão preso à história da Georgina que li o livro em apenas 2 dias…

  5. aaaah cara, como eu amo esse livro *-*’ eu to lendo pelo pc mesmo porq não aguentaria a espera.. HAOHAIOHAIOHA.. Já estou quase no meio do 5º livro… E mal posso esperar para lançarem logo o 6º e último, vou ter um ataque quando acabar >< É boa demais, rs. Morro de rir com Kincaid *-*

  6. ps: duendes? onde? agora to perdida ‘-‘ rs

  7. A estória parece ser interessante, mas juro, a meus olhos esse capa é a coisa mais horrível que eu já vi.
    Que me desculpe o design que a projetou, sei que deve ter dado trabalho, mas querido (ou querida) seu esforço não valeu a pena! =(
    I’m sorry, honey!

  8. Ah série é muito boa… acho que vale a pena ler as continuações que no decorrer a série … o que nós prende mais não é em si gachos misteriosos… e sim o que vai acontecer com Georgina. Amo os livros da Richelle Mead … e adoro a narrativa dos livros dela. ( a única coisa ruim dos livros delas são as capas, que particulamente eu não gosto, por isso vale o ditado” Não julgue um livro pela capa” )

  9. Discordo.
    Mas daí que vem a graça, todo mundo gostando e pensando igual sobre tudo, isso sim seria entediante.
    Achei a historia da Georgina intrigante do começo ao fim, e o final do primeiro livro foi o ápice da cenas lindas, me deixando ansiosa pelo segundo!

  10. Primeiro…Mary adorei alguns pontos da sua resenha!

    ps: duendes? onde? agora to perdida ‘-’ rs + 1!!!

    (Não me lembro tbm Nanda, mas já faz um tempinho q li os livros da série tbm!)

    O que eu acho é q vale mto a pena ler essa série, a Georgina Kincard é uma personagem incrivel, e cada vez os livros são melhores, com mistérios, e “sobrenatural”, ainda não li o Shadows e assim q arrajar mais tempo eu o farei, sempre aguardando continuações…

    OBS: Uma coisa q eu adorei da Georgina é o metódo dela de ler os livros do Seth Mortensen (seu escritor favorito) ela lê 5 páginas por dia apenas, para prolongar a leitura “tão boa”, afinal o próximo volume sempre demora a sair… usahusahsauhas (quem me dera conseguir me controla em só 5 páginas… uhasushaua).

    Bom pra não me demorar mais, é isso, está recomendado q a série merece ser acompanhada! (Tbm não gostei dessa capa do Brasil!)

  11. A capa do BRASIL é igual a americana, e o segundo livro ja esta disponivel sim , na SARAIVA, com o nome de O PODER DO SUCUBO . muito boa a resenha !

  12. nossa, gente, que bom que deu tanta repercussão! hahaha podem discordar à vontade, afinal, resenha é a opinião de quem leu, né? :) mas não liguem, não, eu sou chata mesmo! e o duende que tem na história é o Hugh, o amigo da Georgina! bem, pelo menos na tradução tá escrito duende…

    guilherme, que bom que tem o segundo livro já! apesar de não estar esperando a continuação da história como eu disse na resenha, eu gostei bastante SIM do livro e adorei a Georgina, quero ler mais sobre ela! hahaha

  13. Essa capa é medonha, meu Deus O.o

    Eu acho essa série ótima, apesar de não estar no meu Top 10 de séries favoritas. Gosto do jeito que a Richelle escreve.

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