segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “A herança de Ana Bolena”, de Philippa Gregory

Livro: A Herança de Ana Bolena
Série: Tudor
Autor (a): Philippa Gregory
Páginas: 459
Editora: Record
Resenha por: Karol
Comprar: Saraiva Cultura Folha

Três mulheres, um só prêmio: a coroa da Inglaterra. Em 1539, toda a corte dos Tudors encontra-se apreensiva. O soberano Henrique VIII está com a saúde debilitada. Contando com apenas um herdeiro na linha de sucessão, o rei precisa de uma nova esposa. A jovem Ana de Cleves é então trazida da Alemanha. Mesmo fascinada pelo esplendor da corte, ela percebe uma armadilha se fechando ao seu redor. Catarina Howard e Jane Bolena, prima e cunhada, respectivamente, de Ana Bolena, não medirão esforços para retirá-la do trono da Inglaterra.

‘Vamos ver, o que eu tenho?’ é uma das frases que você mais lê nesse livro. No meu caso, o que eu tenho são três mulheres completamente diferentes, com passados diferentes, vivendo numa mesma corte, e com uma coisa em comum: um rei tirano e maluco. E é exatamente isso que é abordado no livro.

Antes de ler o livro, achava que aprenderia um pouco mais da história dessas três mulheres, pouco lembradas pela história, mas que foram de extrema importância. Depois de ler o livro percebi que aprendi mais sobre Henrique VIII do que sobre elas.

A narrativa do livro é feita pelas mesmas, então você pode ter um ponto de vista diferente da história a cada momento mas que todos acabam na mesma conclusão: Henrique VIII não batia bem da cabeça e quem deveria ter ido para o cadafalso era ele!

Mas vamos ao resumo básico dessas três figuras interessantes, e pouco conhecidas, e que sim, são um tipo de herança de Ana Bolena, assim como eu acho que a loucura de Henrique VIII pode ser.

Ana de Cleves, a quarta esposa de Henrique VIII, era feia (um fato histórico que não consta no livro é que ela tinha cicatrizes de varíola no rosto), protestante, usava roupas estranhas, e o fato de seu nome ser o mesmo da ex-esposa do rei o incomodava. Mesmo assim, ela foi levada para Inglaterra para se casar com quem ela achava ser o ‘rei mais bonito da cristandade’ só que no final das contas, assim que ela o viu, percebeu que era quase um cinqüentão, gordo, com um humor estranho e um ferimento na perna que vivia aberto que exalava um cheio horrível. Para não precisar voltar para casa e viver sob a tirania de seu irmão, Ana quis ficar na corte e continuar casada com Henrique. O problema é que ela não sabia que ele não a achava atraente e por causa disso, e por motivos óbvios de idade, peso e doença, Henrique não consumiu o casamento, tramou para ‘se livrar’ dela e no final das contas de esposa, Ana passa a ser sua irmã. Mesmo assim, ela amou muito e cuidou como mãe dos filhos de Henrique, tanto que os três a visitavam com freqüência, principalmente depois da morte de Henrique. Uma das suas damas de honra era Jane Bolena, Lady Rochford. Ela estava fora da corte desde a morte da Rainha Jane Seymour e queria muito voltar para servir a nova rainha, mesmo que isso a remetesse ao seu passado que a condenava. Jane depôs contra a sua cunhada, Ana Bolena, e seu marido George Bolena, e por causa disso os dois foram decapitados. Jane, no final das contas, ficou sem marido e uma cunhada rainha da Inglaterra, mas herdou toda herança da família Bolena. Com a vinda de Ana de Cleves, Jane consegue voltar à corte e trama com seu ‘tio’ para tirar a nova rainha do trono, mesmo gostando dela . A única importância de Jane era crescer cada vez mais dentro da corte e não se importava de passar por cima dos outros, e até mesmo da sua consciência, para conseguir isso.

Catarina Howard era uma garota quando foi à corte, apenas 15 anos. Era prima de Ana Bolena, viveu no campo com a sua avó durante a sua vida toda e nunca foi muito bem educada. Ela e as outras garotas que viviam na mesma casa, só queriam saber de ‘sexo, jóias e mascaradas’. O sonho de Catarina, até então, era trabalhar na corte, e quando isso aconteceu, ela se viu cercada de gente mais velha e com muito mais dinheiro. Era a oportunidade perfeita para arranjar um bom casamento que lhe rendesse muitas jóias e vestidos. Mal sabia ela que tinha conseguido muito mais. Ela chamou a atenção do rei, que, infeliz com a sua mulher alemã feia, fez de tudo para consegui-la. Não foi muito difícil, seu tio e Jane Bolena, trataram logo de colocá-la no trono e fazer todas as suas vontades, contanto que ela os obedecesse. O problema surgiu quando Catarina se apaixonou de verdade e percebeu que por baixo daquelas jóias todas do rei, havia um velho com idade para ser seu avô e que ele era seu maior impedimento para ficar com seu amor verdadeiro.

É uma história muito interessante, muito bem escrita, que mostra três mulheres muito diferentes, com idéias diferentes da vida, e do que querem para ela, que estão debaixo do poder de um homem completamente fora da realidade e que se achava capaz de tudo. Um monstro! Apesar delas terem milhões de defeitos você não consegue as detestar e querer seu mal, pois elas são vítimas de alguém muito pior: o rei mais poderoso que a Inglaterra já teve, e o mais maluco também.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

3 comentários

  1. Eu li esse livro e recomendo muitíssimo! Amei!

    Gostei mais de “A irmã de Ana Bolena”, mas esse livro também é excelente!

    Me deu vontade de ler toda a coleção! Inclusive já adquiri “A Princesa Leal” e com certeza vou ler o resto!

    E concordo com o q vc disse: aprendemos mto mais sobre Henrique VIII do que sobre as esposas. O q só torna a história ainda mais viciante.

    Bjãooo

  2. Adorei a resenha! Deu até vontade de ler…

  3. Monique Melo Pereira

    Boa tarde… Troca ou vende a sua edição?

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