20 de April de 2011
Postado por: Nina Lima @ Arquivado em: Notícias, Resenhas

Livro: Gone: Despertar
Série: Wake
Autor: Lisa McMann
Editora: Novo Século
Páginas: 200
Resenha por: Nina
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Gone é o livro final da Trilogia Wake. No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela.

Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz.

Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

Quando comecei a ler a série Wake, achei que jamais chegaria ao final dela, pois a escrita da autora era muito ruim e ela simplesmente não conseguia levar o enredo de uma forma a prender o leitor. Mas no final do livro, ela começa a embalar a história. E em Fade melhora bastante, a narrativa prende mais e prometeu um grande encerramento…

Mas Gone mostrou ser apenas uma porcentagem de tudo o que poderia ser.

O plot da história é o beco sem saída ao qual Janie chegou: ou ela continuava sua vida trabalhando na Narcóticos, namorando Cabel e terminaria cega e com a mãos atrofiadas; ou se isolaria do mundo, para se manter o mais próximo do saudável. Uma escolha difícil, a qual ela deveria pesar todas as conseqüências.

Uma coisa em comum das heroínas dos romances adolescentes com um tema sobrenatural é que elas são muito dependentes de seus namorados/melhores amigos. Apesar de serem chamadas de heroínas, elas tem um papel secundário na parte heróica da história, pois dependem sempre de alguém para salvá-las e são muito fracas de personalidade. E um agravante nesse caso é que, mais uma vez, a “mocinha” não tem o menor carisma e não segue uma linha de raciocínio. A personagem não dá força à história – o que caracteriza uma falha.

Outro inconveniente do terceiro livro da série é que aquela narrativa insuportavelmente picada, retorna com grande força, o que faz o esforço do segundo livro ter sido em vão. E para fechar o apontamento dos itens negativos, a ausência de um desfecho satisfatório que responda às questões levantadas durante a série.

A Novo Século fez um trabalho de tradução interessante, não diria impecável, mas bastante superior a muitas obras de autores estrangeiros que se encontram hoje no mercado. O trabalho de edição segue o modelo original, que é um tanto irritante, mas é condizente ao restante dos volumes da série.

Ao fim dessa saga, Lisa McMann deixa mais perguntas do que respostas, um triste fim para uma série cuja temática é original e interessante, mas que não foi trabalhada da forma como merecia, deixando na mesmice um trabalho que tinha tudo para ser um grande sucesso.


Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.




11 comentários



1. Laís
20-4-2011 - 14:03:35

Não achei o final ruim. Parece que a maioria pensa que tem que ser feliz pro final ser bom, mas só porque ela terminou não tão feliz, eu já vi muitas crríticas. Uma pena, achei o final muito interessante… e aliás, acho a linguagem dela muito boa, diferente mas que flui a seu modo.
Não me decepcionei, no máximo me irritei em alguns instantes com o comportamento de cabel, mas só. A saga é ótima.


2. Isabela
20-4-2011 - 16:45:04

Engraçado como cada um tem uma percepção diferente da mesma obra.
Eu já concordo com Laís. Achei o modo da escrita dinâmico e diferente e foi um dos fatores que me levou a gostar da série.
Quanto ao final, achei bastante interessante que, qualquer que fosse o caminho que a personagem principal seguisse, nenhum deles seria o “feliz para sempre” que geralmente aparece no final das séries.
Outra opinião contrastante com a resenha da Nina é sobre a condição da HEROÍNA. Achei Janie bastante capaz de resolver as coisas por si mesma e muito mais independente do que todas as heroínas das séries que já li: Bella, Ever, Nora… todas completamente dependentes da opinião de seus respectivos namorados; já Janie toma suas decisões pensando nela e não no que Cabel gostaria que ela fizesse.
Apesar de tudo, acho que a série merecia mais. Mais explicações, mais um volume. Afinal, o que aconteceu depois que Janie decidiu que caminho seguir? Que outros trabalhos ela prestou pra Narcóticos, já que em seu último trabalho ela foi descoberta?
Mas nada que comprometa a história de Gone ou a trilogia.
=*


3. patricia
20-4-2011 - 18:05:15

Concordo com o que voce disse obre as heroinas em geral (apesar de tambem achar ela muito mais independente do que as outars heroinas mais conhecidas e ja citadas)serem fracas e sobre o final do livro deixar muitas duvidas,mas tenho uma oposição.Apesar do final do livro deixar duvidas,é o primeiro final que vejo que se aproxima mais da vida real,onde nem sempre tudo da certo e todo mundo é feliz.Leve isso em consideração tambem.


21-4-2011 - 00:17:35

Gostei da resenha e da sinceridade!
A maneira que a autora escreve é mesmo bem diferente, mas me acostumei fácil com o ritmo e o decorrer da história! Amei Wake, mas desde Fade vi ela decair… Gone então… Não gostei do fim! Ela poderia ter explorado muito melhor essa temática, mas se perdeu pelo caminho e deixou uma série que, como vc disse, poderia ser muito boa.

Bem, é a vida…


5. Isabela
21-4-2011 - 12:41:07

“Apesar do final do livro deixar duvidas,é o primeiro final que vejo que se aproxima mais da vida real,onde nem sempre tudo da certo e todo mundo é feliz.”
Concordo com vc Patrícia.
Acho que as séries estavam merecendo mais fins assim… onde nem tudo são flores.
=D


6. Déia
21-4-2011 - 16:22:35

Sabe, gostei da série principalmente quando terminei de lê-la. Não vi Janie como “dependente” do Cabel, mas sim, dependente de conviver com outras pessoas. A solidão é frustrante e insólida, escolher viver ao lado de alguém que a ame pode ser considerado um “final feliz”, certo!?

Claro que concordo que a a série poderia ter sido muito melhor explorada, mas a autora conseguiu incluir muitos assuntos interessantes que os adolescentes teem tido que aprender a conviver como, família desestruturada, e a aoportunidade de começar a trabalhar e ser independente financeiramente.
Quanto ao fato de Janie não conseguir seguir uma linha de raciocínio, é totalmente conpreensível, além do mais ela estava procurando se conhecer, compreender o quão extranha é!!! KKKKKKKKK (bota extranha nisso).


24-4-2011 - 02:00:32

É, uma pena a trilogia, não tratada com seriedade.
Quero ler estes livros, mas não se são bons o bastante para me cativar a ter uma leitura agradável!
São bons?
Patricia:)


30-4-2011 - 11:05:43

amei amei amei
essa série uma das preferidas
pena que é triologia
na hora que apegamos aos perssonagens
vc nem da conta que acabo os liros
bj


22-2-2012 - 11:34:02

Achei um final muito bom, pois diante daquelas escolhas o melhor que ela pôde fazer foi exatamente aquilo, apenas viver com Cabe e só, também achei a escolha mais feliz diante do fato que o isolamento também ia ter uma consequência horrível.


10. Bruna Magno
5-4-2012 - 01:56:04

Quando comecei a ler Wake achei muito bacana a história que a autora criou Fade foi o livro que eu mais gostei, porém quando li gone fiquei decepcionada esperava um final melhor para Jane do que morrer no futuro cega e aleijada –‘ esse lvro realmente não se encaixa nos meus preferidos.


11. Jacqueline
4-10-2012 - 13:22:39

Eu achei o final bastante interessante,eu concordo com a Laís,não precisa de um final feliz para um bom livro.Mas também concordo que esse livro foi quase igual ao primeiro também não me prendi (li até (A Vidente) enquanto lia ele).


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