domingo, 15/10/2017
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Resenha: “O guia do mochileiro das galáxias”, de Douglas Adams

Há 10 anos morria Douglas Adams, autor de uma das séries literárias mais fantásticas de todos os tempos. E para homenagear o pai dos nerds, o site traz para vocês a resenha do primeiro volume da série O guia do mochileiro das galáxias.

Livro: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Série: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor (a): Douglas Adams
Páginas: 208
Editora: Sextate
Resenha por: Bárbara
Comprar: Cultura Submarino E-book

Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

Pegue sua toalha e não entre em pânico! Essa é uma resenha sobre o Guia.

Na verdade, não sou nenhum Ford Prefect, por isso escrevo resenhas de livros e não de restaurantes ao redor do Universo, mas uma pessoa pode sempre sonhar.

Se você não faz idéia do que estou falando é porque você nunca se deleitou com as páginas de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”! Não, Douglas Adams não escreveu um guia sobre como fazer um mochilão pelas galáxias. Ele criou galáxias, criou um guia e criou uma série de
personagens que, por causa do Guia se encontram nas situações mais inusitadas que um ser humano pode viver ao lado de um alienígena.

O primeiro livro da série, que leva o famoso nome, conta a história de Arthur Dent, um inglês comum, que adora tomar chá e sem muitas aspirações na vida que, um dia, vê sua casa ser destruída porque o governo decidiu que, por ali, deveria passar um desvio. Contudo, esse se torna o menor dos problemas de Arthur, pois ele descobre que seu melhor amigo, Ford Prefect, é um alienígena disfarçado de humano (mais precisamente, de ator desempregado) que trabalha para o Guia, uma grande corporação que escreve “o melhor guia de viagens interplanetário”; um livro com dicas de como sobreviver em diferentes pontos da galáxia. Não bastasse, Arthur ainda tem que lidar com o fato de que a Terra será destruída para que, em seu lugar, possa ser construída uma via intergalática.

E é aí, quando Arthur e Ford pegam uma carona numa nave Vogon para fugir da destruição da Terra, que a aventura começa.

Arthur Dent se torna um herói sem ser herói. Torna-se um mito sem ser mito e se torna o homem que sobreviveu a destruição do seu planeta natal por somente estar no lugar certo e na hora certa vestindo um roupão e carregando uma toalha.

E quando se escreve sobre galáxias e se tem a imaginação de Douglas Adams, tudo se torna possível. As aventuras envolvem desde portas que gemem de prazer quando se abrem até robôs depressivos e a resposta para todas as perguntas do universo.

Mas, para mim, a necessidade do autor de descrever as coisas, todas elas, sempre de forma divertida é o ponto alto do livro. Enquanto lemos, descobrimos o que o Guia tem a dizer sobre coisas como o álcool, a Terra e a toalha, além de sermos informados o que pensa um vaso de petúnias quando se encontra em queda livre.

Adams vai além de criar uma história maluca sobre as aventuras de um humano que conhece o universo pela primeira vez. As situações, os personagens, as descrições feitas por ele apresentam uma crítica à maneira como nós (humanos!) vemos o mundo, vivemos nossas vidas e valorizamos coisas que, muitas vezes, são extremamente insignificantes.

É, sem dúvida, uma visão bem humorada da vida, do universo e tudo mais (e a gente vai chegar nesse livro, “não entre em pânico”) através dos olhos de um personagem simples e sem-graça que aprendemos a amar com enorme facilidade.

Concordo com quem escreveu a contracapa de uma das versões que eu tenho em casa (sim, tenho mais de uma!): “Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar”.

A história do Guia é tão famosa que, antes de ser livro, em 1978, era um programa da BBC Radio 4. Depois foi adaptado como trilogia de quatro livros (porém, são cinco os livros publicados na série) e ainda ganhou uma série de 06 episódios, em 1981, na BBC e um filme em 2005 (onde Martim Freeman, o Watson da série Sherlock de 2010, interpreta o personagem principal).

PS: Dia 24 de maio (14 dias depois de sua morte) o mundo comemora o Dia da Toalha (e o dia do Orgulho Nerd, também).
PS2: Primeira resenha da Bal publicada no site. Clap! Clap! Clap! Gostaram?

Sobre Bal

14 comentários

  1. Bianca Lisboa

    Eu amo essa sério ela é boa de mais
    Não canso de ler
    É de mais
    E eu adorei a resenha ^^

  2. Sei que é uma história super famosa, mas nunca li. A resenha deu vontade… Parabéns, Bal!

  3. bacana, o meu chega esta semana.

    parabéns pela resenha muito boa.

  4. gustavo moura

    Amei sua resenha, vou ler o 4° livro da série e achei o 2° mais hilário de todos.. Recomendadíssimo pra ler em uma semana de rotina chata

  5. Daniele Carlin

    Adorooo o livro e a resenha me fez ter vontade de ler de novo!!!

    Super recomendado!

  6. Parabéns pela resenha, ficou muito boa mesmo. Eu li a série completa há poucos dias e fiquei simplesmente maravilhado; com certeza entrou para meu hall de livros preferidos. Coincidentemente fiz uma resenha para a série no meu blog há uns dias, um pouco mais geral. Parabéns pela resenha e também pelo blog que descobri não tem muito tempo e que acompanho direto agora.

  7. Muito legal a resenha. Eu conheci a serie há alguns anos e desde então o Guia tornou-se sagrado. Esperando ansiosamente a Sextante resolver lançar “E só mais uma coisa”, que o Eoin Colfer escreveu como sequencia para “Praticamente Inofensiva”.

  8. amo esse livro , muito legal sua resenha

  9. Mto bons, tanto o livro qto a resenha!
    Clap clap clap!

    ^^

  10. Que massa tua resenha!
    Nunca li a série, mas não vou conseguir ficar em paz enquanto não lê-la, vc conseguiu me despertar a curiosidade sobre a mesma.
    BJins!

  11. Que resenha maravilhosa! Parabéns!

    A série está esperando na minha estante há um bom tempo, depois dessa resenha vou adiantar ela na lista. Fiquei muito curioso e muitos falam da genialodade do Douglas Adams!

    Não sei se sabe mas o autor de Artemis Fowl escreveu o sexto livro da série: “And Another Thing”

  12. Gente, que ÓTIMA a sua resenha!
    Realmente, até quem já leu, fica com saudade depois dela!

    Vou reler esse livro.

  13. A resenha esta ótima. O livros e a serie são realmente incríveis, eu adorei os livros, são muito engraçados sem serem comuns. Realmente deu vontade de ler de novo.

  14. Ps: o dia da toalha é no dia 25/05

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