sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “O portal”, de Eliane Raye

O PortalLivro: O Portal
Série: O Portal
Autor (a): Eliane Raye
Páginas: 206
Editora: Usina de Letras
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura Travessa

Os sinais escondem um mistério que poderá mudar o rumo da História.

Elizabeth Macwood achou que sua vinda ao Brasil seria uma experiência tranquila e cheia de novas descobertas. Certo dia, ao acordar, surpreende-se com três inscrições desconhecidas gravadas nas suas costas.

Cercada de indagações, Elizabeth se une a novos amigos na busca de respostas que, gradualmente, geram novas situações assustadoras, levando Elizabeth a desconfiar de todos à sua volta. A única pessoa em quem realmente confiava, seu namorado Steve, desaparece de forma misteriosa em Nova York, sem deixar vestígios.

Com personagens marcantes, uma trama de suspense eletrizante, paixões inesperadas e reviravoltas surpreendentes, Eliane Raye apresenta um romance que empolga e nos faz refletir sobre as verdades e mentiras contadas através dos tempos.

Assim que recebi “O Portal” em casa fiquei intrigada com a capa e o título do livro, ambos chamaram muito a minha atenção. Li a sinopse e gostei do que vi. Só não conseguia entender como o livro era tão fininho, mas cheguei à conclusão de que acabei me acostumando com os “catataus” de mais de 400 páginas.

O livro, de uma autora nacional, nos conta a história de Elizabeth Macwood, que é mais conhecida pelo seu apelido de Lizzie. Ela acabou de se mudar de Nova Iorque para o Rio de Janeiro com o seu pai – que recentemente se separou de sua mãe – e começa a estudar na PUC quando a sua vida fica completamente de pernas pro ar. Lizzie faz amizade com a simpática Flávia, a bibliotecária da universidade, e um dia elas descobrem marcas nas costas de Lizzie. Ela não se recorda de como ou onde aquilo aconteceu, muito menos de quem possa ter feito isso com ela. Nesse meio tempo, Lizzie e Flávia também se tornam amigas de um jovem médico da PUC, Leonardo De Lucca.

Para ajudar a nova amiga, os três começam a pesquisar mais sobre as marcas cravadas em Lizzie e Leonardo até a acompanha em uma consulta ao médico para fazer Lizzie se recordar da noite em que ela “recebeu” as marcas. Ela então se recorda de ter saído com um amigo italiano que ela conheceu quando ainda morava em NY e ter ficado muito zonza. Lembra-se também então de uma mulher lhe entregar uma chave e um papel. Começa então o desenrolar de todo o mistério.

Lizzie é uma personagem bem comum, sem nenhum destaque extraordinário. É muito persistente no que quer que chega, muitas vezes, a soar como uma garotinha mimada. Deixou para trás um namorado – Steve – em NY e, mesmo sem falar com ele há muito tempo, age como se o namoro deles ainda existisse. Se tivesse que comparar ela a alguma personagem, seria com a Bella Swan de Stephanie Meyer. Lizzie entrou no hall das protagonistas irritantes, para mim. A personagem que eu mais gostei no livro, a bibliotecária Flávia, é infelizmente a menos explorada. Com um jeito “pra cima” e respostas inesperadas, ela conseguiu me cativar mesmo sem aparecer tanto ao longo do enredo. Estou torcendo pra que no próximo volume ela ganhe mais destaque.

A história não é contada linearmente, e isso contou como um ponto positivo nesse livro. Eu simplesmente adoro livros assim e a autora soube usar esse recurso muito bem. Ao longo da história vamos, aos poucos, descobrindo mais sobre o passado de Lizzie, sobre o passado dos pais dela – como eles se conheceram, porque se separam. Descobrimos mais também sobre seu namoro com Steve e acompanhamos os passos do misterioso vilão, por trás de toda a perseguição à Lizzie e seus conhecidos. Acontecimentos esses, sempre ligados à existência de um Portal misterioso.

Apesar de conter passagens de assassinatos, ameaças, traições e etc., o livro não tem nada de sombrio. A forma como a autora descorreu a narrativa tornou, à minha vista, tudo muito leve. Em momento nenhum realmente temi pelos personagens do livro. Faltou um pouco mais de mistério e obscuridade na trama, na minha opinião, porém isso também pode ser pelo fato de eu gostar mais de thrillers mais pesados com serial killers à solta. Mesmo com essa “leveza” a história me prendeu. Queria saber o que era o tal Portal e receber as respostas dos mistérios envolvendo a personagem principal.

Contudo, tenho que confessar que o final me decepcionou um pouco. A autora dá respostas ao leitor e não deixa nenhuma ponta aberta. Mas foi exatamente essa falta de um gancho que me intrigou: o que ela vai escrever na continuação? Tudo bem revelar ao leitor quem estava por trás de toda a trama, mas revelar isso também aos personagens não foi a melhor ideia. Achei que faltou uma melhor elaboração dos mistérios e do enredo em si, mas a ideia do enredo da Eliane foi muito boa e me fez persistir até o parágrafo final do livro. Quem curte um romance com pitadinhas de mistérios e suspense com certeza vai gostar muito de “O Portal”!

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E para quem quiser conhecer a autora, Eliane estará no salão da FNLIJ dia 8 de junho às 15h, para o lançamento do livro “A vaca que não gostava de pasto”, onde ela é a ilustradora do mesmo. O livro é da autora infatil Nina Krivochein. Mas todos que quiserem levar seu exemplares de O portal para autografar será bem-vindo!

Endereço:
Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas – Centro – R.J.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

4 comentários

  1. Ah, a sinopse desperta mesmo a curiosidade. Senti vontade de ler.
    Primeira vez que vejo algo sobre o livro e achei bacana.

  2. Fico muito feliz quando vejo resenhas de autores nacionais, acho que eles merecem tanto espaço quanto os seus amigos estrangeiros. Achei a história interessante.

  3. Gostei bastante da história do livro… A resenha dele também foi muito bem escrita… Fiquei curiosa para saber mais sobre o livro… Vou procurá-lo…

  4. Estou louca para obter esse livro. Eu o conheci no Salão do livro, aqui no Rio de Janeiro, em 2011. Ainda não tive a oportunidade de comprá-lo, mas a curiosidade é grande….

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