quinta-feira, 23/02/2017
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Resenha: “Ninho de cobras”, de Peter Lerangis

O Ninho de CobrasLivro: O Ninho de Cobras (#07)
Série: The 39 Clues
Autor (a): Peter Lerangis
Editora: Ática
Páginas: 224
Tradução: Rafael Mantovani
Resenha por: Bruna
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Não é mais um jogo. A contagem de corpos aumenta.

Abalados pelos acontecimentos recentes, Amy e Dan fogem para uma terra distante e rastream os passos de seu ancestral mais formidável: um líder militar de proporções míticas. No entanto, assim como os irmãos começam a dominar a arte da guerra dos antigos, eles enfrentam um inimigo perigoso que não pode ser cortado com uma espada: a verdade. Amy e Dan descobrem algo tão devastador que muda tudo – o segredo de seus ancestrais.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

O labirinto dos ossos Uma nota errada O ladrão de espadas #04 - Além do túmulo #05 - O círculo negro #06 - Nas profundezas

Rumo à reta final da história de 39 Clues, não posso deixar de afirmar que fiquei com um pé atrás com esse volume, afinal, o livro mais “sem sal” da coleção – na minha opinião – foi o terceiro volume O Ladrão de Espadas, escrito pelo mesmo autor desse sétimo livro. Apesar de ter um ritmo mais frenético e ser mais engraçadinho que os dois primeiros livros, achei o enredo curtinho demais. E com tantas coisas a serem reveladas nessa reta final, dá pra entender por que eu estava apreensiva, não é mesmo?!

Porém – ainda bem! – tudo não passou de ideias da minha cabeça mesmo: O Ninho de Cobras é ótimo e mantém a ótima qualidade dos outros volumes. E o melhor? Trás muitas revelações sobre os mistérios da série! Já era hora, não é mesmo?!

No último volume, Nas Profundezas, acompanhamos os irmãos Cahill e a au pair Nellie em sua passagem pela Austrália, onde eles conheceram um tio de Amy e Dan, Shep, que os ajudou a refazer uma rota que os pais deles fizeram uma vez, em busca do avião de Amelia Earhart, claramente, tudo relacionado à caça das 39 pistas. Ao final do livro, depois da grande tragédia envolvendo a morte de uma das personagens, a história termina sem nos revelar qual será a próxima parada deles. Depois de escaparem da ilha em que se encontraram – e depois uma longa discussão, quase irem para a cidade errada – os três, e Saladin, o gato, seguem para Pretoria, na África do Sul.

Depois de tanto “levarem na cabeça” e serem traídos e/ou enganados por praticamente todos, é muito bom finalmente ver Amy e Dan mais maduros e desconfiados até da própria sombra. Nesse enredo mais do que nunca o lema “Não confie em ninguém” é uma completa confusão, nos perdemos facilmente junto com os personagens sem saber quem realmente é leal ou não. Junto a isso, é perceptível o crescimento dos irmãos e é muito interessante ver como eles abordam essa desconfiança com mais coragem, balanceando os sentimentos dos dois. Quando Amy é durona, Dan está mais maleável. Quando o irmão está mais confiante, Amy segue suas indicações. A união dos irmãos é um yin-yang, um equilíbrio sem igual, e isso está cada vez mais descarado… nesse volume vemos um lado mais família, mais humano de Dan, e um lado mais duro e agressivo de Amy.

Quanto ao conteúdo histórico, nesse livro é abordada a questão do apartheid, que foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, cujo os direitos da grande maioria dos habitantes foram cortados pelo governo formado pela minoria branca. Mais uma vez, o tema é abordado de uma forma leve e que leva o leitor a entender melhor toda a questão e o quão absurda era essa forma de governo de forma lúdica e recreativa.

O ritmo da história é rápido, o que aparenta ser a marca registrada de Peter Lerangis. As coisas acontecem rápido, sem muita enrolação e temos, pelo menos, uns três clímax antes do final. Quando você acha que o momento tenso se resolveu e o autor preparou as últimas palavras da história…. BAM! Mais alguma ação ou revelação bombástica acontece, que deixa os leitores ansiosíssimos para finalmente chegar à última palavra do livro. E então vem a revelação que muitos procuram por tanto tempo, inclusive Amy e Dan: finalmente descobrimos a qual clã os irmãos pertencem, aliás, não só eles como seus pais e Grace também! Não vou relevar aqui qual é o clã dos irmãos, mas posso afirmar que eu desconfiava um pouquinho e secretamente torcia para que eles fossem desse clã! E aí, ficou curioso?! Corre ler o livro e aventure-se com os irmãos Cahill!

Confira as resenhas dos livros anteriores: O Labirinto dos Ossos, Uma Nota Errada, O Ladrão de Espadas, Além do Túmulo, O Círculo Negro e Nas Profundezas.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

5 comentários

  1. li o livro, é bem legal. ele fala de uma música que dá a dica deles irem a pretória. essa música existe? eu fiquei com curiosidade de escutar, mas não tenho mais livro para ver o nome. alguem pode me dizer?

  2. Oi Luna!

    A música que é dada como pista para os irmãos se chama “Marching To Pretoria”. E ela realmente existe, assim como a maioria das coisas relacionadas a história nos Livros ;)

    Segue um link para a letra da música: http://www.traditionalmusic.co.uk/folk-songs-with-chords/Marching%20To%20Pretoria.htm

  3. Obrigada! gostei da música, é bem diferente do que eu imaginana.

  4. Charles Augusto

    Eu tambem desconfiava que eles pertenciam a aquele clã

  5. Bruna Fernández

    Foi ficando um pouco óbvio ao longo dos livros né, Charles?

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