domingo, 15/10/2017
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Resenha: “Firelight”, de Sophie Jordan

Livro: Firelight
Série: Firelight
Autora: Sophie Jordan
Editora: Agir
Páginas: 272
Resenha por: Patoka
Comprar: Saraiva Cultura Submarino E-book

A jovem Jacinda é especial. Além de pertencer a uma espécie descendente de dragões cuja maior habilidade é poder alternar entre a forma humana e a animal – os draki -, ela é uma das únicas de seu clã que consegue cuspir fogo. Quando uma atitude rebelde ameaça a existência dos outros membros de sua comunidade, ela e sua família têm que fugir e viver disfarçadas entre os humanos. Na nova escola, Jacinda precisará esconder seu segredo de todos e aprender a controlar seu espírito draki, que teima em se manifestar logo na presença do belo e charmoso Will, um caçador de dragões. Os dois se apaixonam e irão fazer de tudo para que os muitos segredos e diferenças que os separam não os impeçam de viver esse amor.

Firelight surgiu como uma brisa fresca para aqueles que como eu estavam sufocados como em uma tarde verão pelos milhares de livros sobrenaturais que não tinham mais nada para oferecer além de vampiros, lobisomens e anjos. Com uma narrativa rápida e envolvente, a autora conseguiu chamar a atenção para seu livro como algo novo no meio de tantos livros sobre o tema.

Jacinda é uma Draki. Evolução natural dos dragões já extintos e que vivem escondidos em vales e lugares de pouco acesso, reunidos em clãs. Ela vive uma vida de uma garota normal em sua aldeia: tem amigos, anda de bicicleta, vai à escola, vê tv etc. A única diferença é que ela pode se transformar e voar, apurar seus sentidos e está prometida ao filho do chefe do clã. Jacinda tem uma habilidade: é a primeira cupidora de fogo de gerações de drakis, o que faz com que seu valor perante os anciãos da aldeia seja superestimado. Poucos sabem da existencia dos Drakis, e esses poucos os caçam. E numa dessas caçadas a vida de Jacinda dá uma reviravolta e ela é obrigada a fugir com sua mãe e irmã para a cidade e conviver com os humanos.

A autora usa e abusa da descrição dos sentimentos e sensações vividas pela protagonista. Jacinda sente tudo ao extremo. Cheiros e ruídos, que geralmente passam despercebidos por nós, são captados pelos sentidos aguçados de rua raça. E isso leva o leitor a perceber mais as coisas a sua volta enquanto avança na leitura. Único ponto negativo é como narra a transformação de humana para draki. Ainda não consegui visualizar o ser final. Mas talvez isso seja um problema de interpretação pessoal.

Com uma narração em primeira pessoa, o leitor capta os medos da protagonista como uma enchurrada. Tamra, a irmã, é constantemente irritadiça, porém coberta de razão. Suas mágoas, reprimidas a tanto tempo, vêm finalmente à tona, o que a torna uma personagem na maioria das vezes considerada vilã. A mãe de Jacinda continua uma incógnita para mim. Não é uma mãe modelo, das que vemos na maioria dos livros considerados para adolescentes, que são quase sempre atenciosas, prontas para compreender os filhos e querer sempre o melhor para eles. Ela é forte e acha que está fazendo o melhor para Jacinda, mas gera um sofrimento tão grande na menina que até agora não consegui identificar sua real intenção!

Sophie construiu bem sua história: ritmada, com boas sequencias de ação, mistérios e um romance intenso sem ser meloso. O final é excitante. Todas as respostas ficam para o livro seguinte. A nós só nos resta aquele suspiro de frustração! Quando lança mesmo o segundo volume?

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

8 comentários

  1. Gostei desse livro mas concordo com o que voce disse , eu tbm nao consegui imaginar a draki dela , é muito confuso =s

  2. Brian Vinicius

    Caraca… Agora fiquei curioso, preciso ler pra saber se consigo visualizar o tal ser final!!!
    Bj Patoka e obrigado por mais essa resenha.

  3. Hummmmmm o meu livro ta chegando e é bom saber vou ter uma leitura agradável.
    Sabe quando sai o segundo?
    BJins Patoka

  4. eu estava procurando algum livro para ler e bem, acho que encontrei. Eu estou simplesmente babando nessa capa e a sinopse me deixou muito curiosa. A resenha só me deu a certeza que eu precisava de qual livro comprar :D

  5. Poxa,eu estava louca para ler o livro,porque adoro essas coisa meio amor proibido…mas lendo sua resenha,meio que desanimei. Faltou falar do amor!

  6. Oi Bia,
    Pois é, no livro o amor é pouco explorado. Eles fala mais da sensação que ele provoca nela do que dois dois em si. O foco é mais na vontade dela em preservar sua espécia e na luta contra os caçadores. Mas acredito que no próximo volume as coisas devam ficar mais quente.

    Abs

  7. Li Firelight e achei um ótimo livro ( apesar de eu tbm não conseguir visualizar a transformação para Draki ) gostei muito do Will ;p e de Jacinda também, porém acho que como Draki ela deveria ter uma personalidade mais forte pois em algumas partes do livro achei ela uma pessoa muito vulnerável, mas enfim isso são pequenos detalhes o livro em si em muito bom e é daqueles que você não consegue parar de ler =D

  8. Livro muito fraquinho…protagonista chata, romance sem graça…acho a idéia de falar sobre dragões fascinante…+ o livro peca nesse aspecto.

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