segunda-feira, 16/10/2017
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Resenha: “O Código do Imperador”, de Gordon Korman

O Código do ImperadorLivro: O Código do Imperador (#08)
Série: The 39 Clues
Autor (a): Gordon Korman
Editora: Ática
Páginas: 215
Tradução: Renato Alarcao
Resenha por: Bruna
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Em uma separação, voltar nem sempre é uma escolha.

Amy e Dan não tinham dúvida de que formavam o único grupo com boas intenções na competição. Mas a descoberta na África mudou tudo o que sabiam sobre os pais e sobre si mesmos. Incertezas tomam conta dos irmãos e, no centro de Pequim, eles acabam se separando. Com Dan perdido no país mais populoso do mundo, Amy terá de decidir se procura a próxima pista ou o irmão. Nos diferentes caminhos que percorrem, eles descobrem dicas deixadas por Pu Yi, o último imperador da China. Mas a viagem pela Ásia vai ainda relevar a eles o significado das 39 pistas. E a importância de que esse segredo não caia nas mãos erradas.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

O labirinto dos ossos Uma nota errada O ladrão de espadas #04 - Além do túmulo #05 - O círculo negro #06 - Nas profundezas Ninho de cobras

Chegando à reta final da “primeira parte” – leia mais sobre a “segunda parte” da série, Cahills x Vespers aqui (pode conter pequenos spoilers pra quem ainda não leu a série 39 Clues inteira!) – da série The 39 Clues, O Código do Imperador é o oitavo livro e nos leva a uma incrível jornada no país mais populoso do mundo: a China, depois da revelação bombástica (ou não) do clã a qual pertencem Amy e Dan.

O autor desse volume, Gordon Korman, já é conhecido dos leitores da série: foi ele quem escreveu “Uma Nota Errada”, o segundo livro. Gordon deu uma ótima continuidade ao volume inicial de Rick Riordan e não deixa a desejar nessa nova continuação. Apesar de termos um ritmo menos acelerado, o enredo é muito mais intenso do que o do livro anterior: depois de terem uma discussão sobre seus pais, de debaterem sobre o clã a qual pertencem, Amy e Dan acabam se separando enquanto visitam a Cidade Proibida, e se perdem um do outro. Os celulares deles não funcionam no país e os dois ficam completamente incomunicáveis.

Para o meu completo desespero, Jonah e Broderick Wizard estão de volta. Apesar de que Jonah está muito mais “tragável” – vejam bem, ainda o considero o mais chato dos Cahill que estão na corrida pelas pistas, mas mesmo estando longe de ser um exemplo de integridade e lealdade, acredito que o personagem evoluiu muito nesse livro. Conhecemos nesse livro, a mãe de Jonah: Cora, uma mulher tão “simpática” e “agradável” quanto Isabel Kabra e, a partir dessa personagem, dá pra entender muito da personalidade do coitado chato do Jonah.

39 Clues tinha muitas coisas para dar errado: 10 volumes, diferentes autores e muitas coisas a serem reveladas. Quando uma série se estende por vários volumes, elas tendem a ficar chatas e tendenciosas, e fico feliz de constatar a cada novo volume que isso não acontece nessa saga. A dinâmica desse enredo é completamente nova para os leitores, pois acompanhamos as peripécias de Amy e Dan em caminhos separados, cada um em uma parte da China, cada um descobrindo um pedaço do quebra-cabeça e fora a preocupação em seguir pistas, desconfiar de quem oferece ajuda, os dois ainda ficam remoendo a discussão que tiveram e imaginando onde e como encontrar um ao outro. Fora tudo isso, as duas crianças continuam constantemente se questionando sobre quem realmente eram seus pais, sobre Grace, sobre o incêndio que os deixou órfãos e até começam a desconfiar de sua babá, Nellie, que parece ter muito para contar. Algumas memórias vêm à tona, mas muito pouco nos é revelado – parece que o melhor ficará para os dois livros finais.

Como sempre, o livro aborda a história cultural e algumas personalidades do país em que a caçada está acontecendo. A escolha da China, na minha opinião, foi muito bem feita, pois o próprio país tem uma carga cultural incrível e também, cheia de grandes mistérios. Dá uma vontade enorme de refazer os passos dos irmãos pela Cidade Proibida, a Grande Muralha da China, o Templo de Shaolin e visitar o Exército de Terracota.

A discussão que os separou, acaba os unindo mais ainda. Seguindo seus caminhos separados, Amy e Dan se encontrando em mesmo ponto, na busca das pistas: na fronteira entre o Nepal e o Tibete, no encalço da família Holt e outros parentes. Sem muitas revelações no final, somente mais um ingrediente das 39 pistas, achei o final do livro bem fraquinho se comparado ao final de O Ninho de Cobras, que é muito mais excitante e revelador. Mas tudo indica que na continuação, alguns personagens terão muito o que explicar… dá pra conter tamanha curiosidade? Se serve de consolo, é por pouco tempo: os dois últimos livros da série saem aqui no Brasil pela editora Ática ainda esse ano!

Confira as resenhas dos livros anteriores: O Labirinto dos Ossos, Uma Nota Errada, O Ladrão de Espadas, Além do Túmulo, O Círculo Negro, Nas Profundezas e O Ninho de Cobras.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. quais são os personagens?

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