sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Maze Runner: Correr ou morrer”, de James Dashner


Livro: Correr ou Morrer
Série: Maze Runner
Autor (a): James Dashner
Páginas: 428
Editora: V&R
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino Fnac Cultura Americanas Travessa

Sua vida anterior já não existe mais. Uma nova se inicia. Lembre. Corra. Sobreviva.

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue se lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos. “Bem-vindo à Clareira, Fedelho.”

A Clareira. Um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali. Nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador.

Porém um fato altera de forma radical a rotina do lugar: chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina. Mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr… correr muito.

Quem acompanha o mundo literário sabe que Maze Runner foi lançado no ano passado aqui no Brasil – inclusive o stand da editora na Bienal de SP tinha um labirinto que os visitantes podiam entrar e ao sair ganhavam um marcador (enorme!) e um livretinho com as primeiras páginas do livro. Lembro que o que mais me chamou atenção para o livro foi a frase no release dele que dizia que o enredo “evoca os mistérios de Lost”. Como sou/fui fanática pela série, acabei comprando livro. Mas ele acabou ficando na minha estante por meses e eu sempre acabava dando prioridade pra outros livros que comprava ou então pra cortesias que recebia. Resultado? Estou com raiva de mim mesma por não ter lido esse livro antes.

Maze Runner: Correr ou Morrer é o primeiro livro de uma trilogia e ele nos conta uma bizarra história de um grupo de garotos (Clareanos) através da ótica do personagem Thomas. Tudo começa com Thomas dentro de uma Caixa, ele não se lembra de nada sobre o seu passado, somente seu nome. Quando a Caixa chega a seu destino, Thomas se vê “preso” em uma sociedade de garotos adolescentes que lutam para sobreviver em um estranho lugar que seus moradores nomearam de Clareira: um lugar rodeado por enormes paredes de pedra, que possuem quatro enormes portas no centro de cada parede. Essas portas se abrem de dia e dão acesso a um gigantesco Labirinto que rodeia toda a Clareira. Para proteger os garotos de monstros horríveis – os Verdugos – que vivem dentro desse Labirinto, todas as noites, as portas se fecham.

Ao chegar na Clareira, obviamente, Thomas está cheio de dúvidas e questionamentos e sai disparando mil e uma perguntas para qualquer pessoa que cruze o seu caminho. Porém os “moradores” mais antigos da Clareira simplesmente não respondem nenhuma dessas questões, deixando o protagonista – e nós leitores – completamente no escuro, sem saber o que está acontecendo. Tudo o que sabemos é que, para sobreviver, os garotos formaram uma comunidade com hierarquias, regras, cargos e até mesmo um linguajar próprio.

Achei incrível o modo como o autor descreveu essa sociedade, que, apesar de ser completamente formada por garotos, é super organizada e funcional. O linguajar dos Clareanos é uma diversão à parte ao longo da leitura. Termos como “cara de mértila”, “monte de plong” e “Cale a boca, Fedelho” são recorrentes e dão um toque de comédia ao livro.

No dia seguinte da chegada de Thomas à Clareira, a Caixa Metálica mais uma vez aparece, trazendo mais uma pessoa. Fato incomum, pois aprendemos então que a Caixa trás um “novato” (Fedelho) apenas uma vez por mês e esse padrão se repete há mais de dois anos. Além disso, há mais uma surpresa para todos os Clareanos: a pessoa dentro da Caixa é uma menina. A partir desse acontecimento, outras ações se desencadeiam e uma avalanche de mistérios e questões vão se levantando freneticamente a cada final de capítulo. Esse ritmo de revelações e o surgimento de mais mistérios segue constante da primeira página até a última e é realmente difícil ter que largar o livro, seja qual for o ponto que você esteja lendo.

Os personagens são muito cativantes. Todos muito inteligentes e ágeis, com boas habilidades para pelo menos uma das mais variadas tarefas na Clareira. Thomas, o personagem principal, é o personagem que está mais próximo ao leitor. Aprendemos muito sobre a vida na Clareira, como era a vida dos meninos ali antes da chegada dele, sobre o Labirinto, os Verdugos e muito (mas muuuuito!) mais, junto com a personagem. Extremamente corajoso, leal e inteligente, Thomas é o típico herói das ficções de jovens adultos.

Mas o personagem que mais me cativou foi Chuck. O primeiro amigo que Thomas fez ao chegar na Clareira, Chuck era o novato Fedelho, que chegou um mês antes de Thomas e foi designado pelos líderes como companhia na primeira noite de Thomas nesse novo mundo. Podemos ver durante o desenrolar da história que, apesar de tentar (e falhar miserávelmente) se impôr e ser durão, na verdade é apenas um garoto assustado que deseja voltar para a vida da qual ele não se recorda. Extremamente tagarela, Chuck é capaz de manter uma conversa sozinho, o que o torna um pouquinho irritante e hilário ao mesmo tempo. Há muitos outros personagens que merecem seu devido destaque: Newt, Minho, Alby, a menina misteriosa… mas fica inviável falar de todos eles sem deixar essa resenha maior do que ela já está!

Duas coisas se destacaram imensamente para mim na edição nacional desse livro. Como li uma boa parte dele em inglês, creio que posso afirmar que a tradução foi muito bem feita. Existem muitos termos que tiveram que ser criados (mértila, verdugo, plong… etc), e o tradutor escalado pela editora – Henrique Monteiro – conseguiu captar muito bem a essência do original ao verter a história para a nossa língua. A outra é a capa… eu acho a capa nacional linda (essa que está ai em cima no post), com o título metálico e a imagem tem texturas em alto relevo bem discretas. Mas vocês já pararam para ver a arte original? Horrenda. Mil a zero pra capa nacional!

O segundo livro da série deve sair no segundo semestre desse ano (yay!) e leva o título de Prova de Fogo. Depois do epílogo de fazer cair o meu queixo, eu não vejo a hora de ter a continuação em mãos, que, com certeza não vai ficar na minha estante dos “não-lidos” por tanto tempo como Maze Runner ficou!

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

16 comentários

  1. já faz um bom tempo q to atras deste livro pra ler, mas a leitura dele ñ vai passar destas ferias, a resenha me deixou ainda mais empolgada..

  2. Iluj essa é uma leitura que vale muito a pena mesmo! Um dos meus livros favoritos dentre os que li esse ano!

    Você não vai ser arrepender ;)

  3. Uau Bruninha, adorei a resenha e o tipo de leitura que eu adoro!!!
    Ainda não li, mas, estou coçando os dedos pra comprar. kkkkk
    Bjoks!

  4. Esse livro é ótimo. Também me cativou. E quero muito a continuação.
    Ótima resenha.
    Bjs.

  5. Vitória Séllos

    Ano passado fui com a minha escola na Bienal e minha amiga comprou esse livro, que eu pedi emprestado. Nâo conseguia parar de ler e acho que fui um dos livros que me influenciaram a ler muito livros. Com certeza é um dos que eu salvaria em um incêndio! haha Super recomendado.

  6. Arthur Numeriano

    Eu me surpreendi com The Maze Runner. Muita gente compara com The Hunger Games, mas, olha, The Maze Runner dá um banho em The Hunger Games. Mal posso esperar por The Scorch Trials (está confirmado mesmo que o nome será Prova de Fogo? Porque só aqui vi falar isso… E já faz um bom tempo que estou atrás de informações sobre a continuação).

  7. Arthur Numeriano

    E outra: espero que a V&R não faça a mesma burrada que a Agir fez com a série The Wolves of Mercy, ao criar uma capa linda para o primeiro livro, mas alterar tudo, tudo, tudo, tudo a partir do segundo livro por motivos financeiros.

  8. Arthur Numeriano

    *The Wolves of Mercy Falls. Pô, está foda comentar direito UHAUHAEUHAEHUAHUAE

  9. Vai sair o filme desse livro e parece que a diretora vai ser a mesma do primeiro longa de crepúsculo; estou ansiosa para ver.

  10. Muito boa a resenha =))
    Já está na minha lista faz um tempinho, estou quase chegando nele haha *-*

  11. Oi Arthur Numeriano, o nome foi confirmado para a gente pelo pessoal da editora! Vai ser Prova de Fogo mesmo! E como a data de lançamento é perto da Bienal do RJ acredito que a editora novamente deve fazer um ótimo trabalho de divulgação na feira.

    Realmente é um livro maravilhoso e eu como todos vocês estou roendo as unhas na espera da continuação!

    E estou na mesma torcida que você para que a V&R mantenha a qualidade da capa na sequência (e o tamanho do livro também!), pq ng merece uma coleção toda “torta” não é mesmo?! :)

  12. PESSOAS!!!! Li esse livro ano passado assim que foi lançado e me “amarrei” a ele, a história incrível me deixou alucinado! esse mês comprei a continuação “PROVA DE FOGO” simplesmente inacreditável! O deserto, as tempestades, as reviravolta. De mais! não vou escrever se não vai perder a graça! rs’ mas vale MUITOO a pena comprar! A cada livro eu tento entender o que está acontecendo e no final é F#@%… Espero que o último chegue logoo! Ansiosoooo pacas! rsrs’ HUGS, TROLHOS!

  13. Bom, eu li Maze Runner ao acaso, nunca nem tinha ouvido falar e posso afirmar hoje que é um dos melhores livros que eu já li.
    O segundo ainda me dá mais calafrios na hora da leitura James é um autor que escreve do meio jeito favorito, eu sinto como se estivesse vivendo cada sentimento dos personagens.

  14. Eu adorei esse livro ele e muito bom,eu recomendo!

  15. Como é ” verdugo” no original em inglês? E outros termos como mértila ou trolho? :)

  16. Verdugo = Grievers
    Clareanos = Gladers
    Mértila = Clunk
    Trolho = Shank ou Slinthead

    ;)

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