sexta-feira, 13/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Notícias » Resenha: “Prelúdio de Sangue”, de Jean Plaidy

Resenha: “Prelúdio de Sangue”, de Jean Plaidy

Livro: Prelúdio de Sangue
Série: Saga Plantageneta
Autor (a): Jean Plaidy
Páginas: 416
Editora: Record
Resenha por: Karol
Comprar: Saraiva Folha Travessa

Primeiro volume da série que narra as venturas e desventuras da realeza envolvida em tramas sórdidas na luta pelo poder: A Saga Plantageneta, uma das dinastias mais poderosas que governou a Inglaterra do século XII ao século XV, atravessando os períodos conturbados da Guerra dos Cem Anos e finalmente dando lugar à dinastia Tudor. Prelúdio de sangue reconstitui a trajetória da coroação de Henrique II ao trono inglês, o seu conflituoso casamento com a voluntariosa Eleanor de Aquitânia e o assassinato do arcebispo de Canterbury Thomas Becket, que culminou em uma crise política insustentável que terminaria em tragédia. Quem gosta de história da Idade Média pode se deliciar com as peripécias da família que reinou na Inglaterra por tanto tempo, um período politicamente instável, mas de grande prosperidade cultural.

Ganhei esse livro de aniversário (em janeiro) da Bruna e desde então parecia que ele ficava me olhando de cima da estante falando ‘vem me ler! Eu sei que você quer.’, e por várias vezes eu cheguei a pegá-lo na mão, ler a primeira página e colocar de lado até terminar outro livro que eu tinha que ler. Sou muito fã de romances históricos, e como já comentei por aqui, também sou fã da dinastia Tudor e para entender um pouco melhor da onde ela surgiu sabia que deveria voltar um pouco no tempo e aprender sobre os Plantagenetas.

Não penso em melhor maneira de resenhar esse livro do que dividindo entre duas categorias: para os que estão afim de ler um bom livro, e para os fãs de romances históricos.

Comecemos pelos que estão afim de ler um bom livro. Jean Plaidy é uma escritora fantástica, a maneira com que ela conta uma história real colocando pequenos toques de ficção é de dar inveja a qualquer escritor, principalmente quando na história existem tantos personagens interligados e que tem o mesmo nome. Você não vai se perder no livro apesar de que, quando você menos espera, percebe que o personagem que começou sendo narrado naquele capítulo nem está mais presente na história. A autora consegue te prender e eu confesso que me boicotei quando estava chegando ao fim do livro, lendo cada vez menos por dia, só para ele não terminar. Parece que você vai amadurecendo com os personagens, ele começa bem leve, meio adolescente e cheio de vida e vai se tornando mais maduro, mais astuto e dramático. Porém, se não fosse a maneira deliciosa que ela escreve, o livro seria a mesma coisa dos outros romances históricos: amor, traição, lutas, religião, sangue e uma coroa.

Agora aos ‘fãs de romances históricos’. GENIAL! Só de pensar que é uma história verídica e que enquanto o nosso humilde país não tinha sido nem descoberto a Inglaterra já tava passando por tudo isso é de deixar qualquer um louco. Jean mostra como a safadinha da Eleanor de Aquitânia era uma mulher poderosa, que fazia o que ela tinha vontade e que muitas vezes chegava a ser irritante. Mostra como Henrique II era um mulherengo valentão que gostava do poder (acho que é mal do nome), e ao mesmo tempo era doce quando ele estava com Eleanor e mais tarde com sua amante Rosamund e seu amigo Thomas Becket. Um personagem que eu achei muito interessante e deu vontade de pegar no colo, foi o fofo do rei da França, Luis VII, que apesar de ser fofo é um coitado praticamente do começo ao fim. O livro é uma lição de história e você acaba aprendendo, e entendendo, muito facilmente o que foi a dinastia Plantageneta.

Um pouco sobre a autora, já que essa é a primeira resenha de um livro dela:

Jean Plaidy é um dos pseudônimos da escritora inglesa Eleanor Alice Burford Hibbert (1906-1993). A autora se consagrou ao publicar essa série que conta com 14 livros.

1- Prelúdio de Sangue
2- O crepúsculo da águia
3- O coração do leão
4- O príncipe das Trevas
5- A batalha das rainhas
6- A rainha de Provence
7- Eduardo I
8- As loucuras do Rei
9- O juramento do Rei
10- Passagem para Pontefract
11- A estrela de Lancaster
12- Epitáfio para três mulheres
13- A rosa vermelha de Anjou
14- Sol em esplendor

E, no Brasil o livro que no exterior faz parte da série Tudor, mas aqui dizem que é dessa:

15- Catarina, a viúva virgem (Livro XV)

A autora também tem outras séries lançadas, a maioria respeitando de uma maneira artística outras histórias reais.

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

3 comentários

  1. Olá! Fiquei muito feliz em ver a resenha do primeiro livro dessa saga maravilhosa escrita pela Jean Plaidy. Li os 13 primeiros livros há alguns anos, mas infelizmente não consigo achar o 14º. Ela ainda escreveu uma trilogia muito boa: Luis o bem amado, Estrada para Compiègne e As pompas de uma rainha extravagante. Além da história da Lucrécia Borgia em 2 volumes: A madona das sete colinas e Lucrecia Borgia. Fabulosa.

    Parabéns pela qualidade sempre constante do site!!

  2. Gostei muito dessa serie, me interessei por causa do titulo do 5 livro.
    E o bom é que a Bestbolso lançou eles em Pocket muito mais pratico – pq né são 14!! – e as capas muito mais bonitas!
    Espero ver mais resenhas dessa serie!!

  3. Moisés Lázaro TCJ

    hooooo gente eu só l i até o vol 4. mas amei os livros até aqui. moro em Salvador e não to conseguindo encontrar o vol 5.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*