segunda-feira, 18/12/2017
Últimas do LeS:
Capa » Notícias » Resenha: “O cerco a Macindaw”, de John Flanagan

Resenha: “O cerco a Macindaw”, de John Flanagan

Livro: O cerco a Macindaw
Série: Rangers: Ordem dos arqueiros
Autor: John Flanagan
Paginas: 296
Editora: Fundamento
Resenhado por: Patoka
Comprar: Saraiva Fnac Cultura Folha Travessa

Mesmo conseguindo salvar a vida de Orman, herdeiro do trono de Macindaw, Will ainda está longe de cumprir sua primeira missão como arqueiro de Araluen. Afinal, o castelo se encontra sob o domínio de Keren, cavaleiro renegado que mantém Alyss como prisioneira. Nem um pouco disposto a fracassar, Will põe em prática um plano para retomar o reino de Macindaw e devolvê-lo a seu legítimo senhor. Sua estratégia tem início com a contratação de um improvável “exército invasor”, formado por piratas escandinavos sobreviventes de um naufrágio. Como se a tarefa do jovem arqueiro já não fosse complicada e perigosa o bastante, a situação fica ainda pior quando uma sinistra aliança é descoberta. Uma trama secreta que almeja resultados tão grandiosos quanto terríveis, com consequências que podem chegar até Araluen.

Depois de um livro totalmente desprovido de ações, em que Will viaja sozinho pela primeira vez e que resultou em um volume meio tedioso (leia a resenha aqui), a série volta a ganhar ritmo nesse sexto volume.

Horace vai ao encontro de Will e os dois amigos finalmente arquitetam e planejam uma emboscada juntos. O cavaleiro forte, perigoso e leal une forças ao arqueiro habilidoso e gentil. Os dois já possuem fama por todo o reino e suas histórias são contadas à exaustão nas tavernas dos feudos (e aumentadas também). As dúvidas que tinha e os erros que cometeu no volume anterior pareceram amadurecer Will, que não vacila mais em seus planos e ações. Na companhia inusitada do curandeiro Malcon e dos escandinavos, a dupla planeja o ataque à fortaleza de Macindaw e com isso libertar Alyss, mensageira do rei, e devolver o trono à quem de fato é destinado.

John Flanagan, como já ressaltei nas outras críticas, tem uma facilidade enorme em descrever cenas de luta e por isso não vou falar novamente disso, mas nesse volume ele também impressiona no andamento dos diálogos entre Will e Horace. Pela primeira vez na série os dois personagens viajam, planejam e lutam totalmente juntos, passando muito tempo na companhia um do outro. O autor consegue transmitir a amizade que nutrem, o respeito mútuo e as provocações típicas de dois adolescentes. É incível como esquecemos o quão novos os personagens são, devido aos grandes feitos que já realizaram.

Mais um ponto positivo nesse livro é a pesquisa, que já comentei em outros volumes. Porém, além do conhecimento por estratégias de guerra e de comportamento de arqueiros, cavaleiros etc, John também incrementa ainda mais o aspecto material, descrevendo instrumentos de luta, tortura e até os mais simples, como os de serviços domésticos ganham descrições detalhadas. Assim fica fácil demais imaginar esse mundo medieval criado por ele.

Impressiona também a inclusão do ilusionismo à história. Malcon, o curandeiro citado acima, mantém sua aldeia a salvo porque a maior parte da população acredita que ele é um feiticieiro, devido às inúmeras aparições de luzes, sombras e gritos que ecoam periodicamente da floresta. Mas nada mais são do que truques com velas, canos e ervas que o personagem usa para afastar a população local das suas terras. Quando o autor explica como cada ilusão é criada, e vemos que realmente é possível, é surpreendente. Realmente gostaria de saber como ele obteve todas essas informações, se ele pesquisou em livros de magia, se teve um consultor que entende do assunto (como aquele quadro do fantástico) etc.

Não sei o que esperar do próximo volume, já que esse terminou de maneira bem simples, sem levantar novas questões. Mas isso não é problema para a vida de aventuras de Will e Horace.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

2 comentários

  1. Gostaria de dizer q adorei todos as resenhas q ando vendo neste site, que me ajudaram muito a escolher entre varios livros que quero ler. Sobre a resenha acima gostei muito, pois no livro anterior realmente me decepcionou um pouco pelo fato de quase todos os planos de will darem errado, pelo fato de ja no começo ele se sugestionar a crença que havia um bruxo de verdade em vez de ele ter descoberto coisas com a qual poderia começar a desconfiar de quais truques estavam sendo usados, e também pelo fato de no livro todo estar aquela duvida – a será q vou conseguir sozinho? Meu deus o q eu faço? Claro q teve partes em q ele mostra por que foi escolhido para ser um arqueiro, mas até ai eu fiquei um pouco decepcionada. Então li a resenha acima e me animei ao ver que ele vai começar a criar confiança e mostrar as habilidades…muito legal!!!

  2. Maycon Manoel

    Realmente esse livro é um dos melhores na saga e acaba compensando o quinto.

    Atualmente terminei o nono livro e é impressionante o quanto Will evoluiu e agora é capaz de sobreviver e tomar decisões sem Halt, algo que começa exatamente nesse livro.

    Pra quem ainda não leu os seguintes, só posso dizer que nos próximos livros Will sempre se supera.
    Se nesse ele salva Alyss, até o nono ele vai ter que salvar da morte Cassandra, Horace, Girlan, Erak e até mesmo Halt.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*