quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Midnighters – A hora secreta”, de Scott Westerfeld

Livro: Midnighters – A hora secreta
Série: Midnighters
Autora: Scott Westerfeld
Editora: iD
Páginas: 350
Resenha por: Cine
Comprar: Saraiva

Em Bixby, Oklahoma, os dias têm 25 horas. Mas apenas para alguns.

Todas as noites, durante uma hora, a cidade de Bixby fica entregue a criaturas das trevas que assombram o local. Apenas um pequeno grupo de adolescentes sabe da Hora Secreta – eles são os únicos que conseguem se mover durante esse tempo que começa à meia-noite. Eles se autodenominam ‘Midnighters’.

Quando eu peguei Midnighters pra ler confesso que fiquei um pouco apreensiva por ser de um de meus autores favoritos, Scott Westerfeld, mas ao menos tempo que a história me impressionou, também não atendeu as altas expectativas que eu tinha.

Fazer a resenha desse livro não foi fácil porque é difícil resumir tudo o que acontece e seus pontos positivos e negativos, sem dar qualquer tipo de spoilers, tampouco tentar explicar coisas que só realmente lendo é possível entender. Mas vamos lá:

Jéssica é a mais nova garota da escola. Ela muda-se de Chicago para Bixby por conta do trabalho de sua mãe, e por ser aquela cidade pequena de poucos mil habitantes, a garota nova logo se torna o centro das atenções. Apesar de achar meio estranho no começo, Jéssica consegue lidar com toda a atenção de uma forma tranquila e neutra, sem juntar-se a grupinhos ou algo do gênero, até Rex vê-la.

Rex faz parte de um grupo fechado junto de Melissa e Dess, não porque eles querem, mas porque o convívio com outras pessoas acaba sendo um pouco difícil devido à condição deles. Quando Rex vê Jess pela primeira vez no corredor da escola ele não consegue enxergá-la direito pois a garota está embaçada, como se ele não estivesse usando seus óculos. E é ai que ele sabe: ela é uma deles, uma midnighter.

A partir daí, entre fazer Jess entender sua condição, como as coisas funcionam e descobrir qual é o seu “dom”, muita história acontece. Na verdade, muita explicação acontece.

Como mencionei anteriormente, o enredo do livro é impressionante, muito criativo e incrível, uma história diferente do que eu esperava, sem aquele drama de high school que a maioria dos livros traz quando seus personagens são adolescentes novos em alguma cidade. A história demorou muito pra se desenvolver, o que de certa forma eu entendo, afinal leva um tempo para você realmente começar a compreender como é todo esse mundo de ser um midnighter. Existem VÁRIAS explicações que vão desde história à matemática! Mas essas explicações não são nem um pouco cansativas porque em sua grande maioria vêem como informações para Jess em diálogos com os outros personagens, então não são exaustivas ou desnecessárias.

Um ponto negativo que eu achei no enredo é que gosto muito de ação em livros, mas isso realmente só acontece em A hora secreta quando os personagens estão na vivendo na 25º hora do dia, ou como eles chamam: a hora azul.

Falando um pouco dos personagens, preciso frisar que talvez a criação de personagens tão simpáticos e com personalidades bem desenvolvidas seja um dos motivos do porquê os livros de Scott Westerfeld me atraem tanto. Todos os personagens são legais em sua própria maneira e talvez o único que eu não tenha gostado muito foi Melissa. Ela é uma personagem bastante complexa e misteriosa e quando a narrativa se foca em suas ações, eu pude simpatizar e entender algumas das coisas que ela fazia, mas quando a narrativa estava em qualquer outro personagem tudo o que eu lia era como pensavam que ela é uma menina egoísta e estranha, e não ficou muito claro se Dess, Jess, Rex e Jonathan realmente entendem o “sufoco” que é ter o poder de Melissa, ou se eles entendem mas mesmo assim não acham suas ações justificáveis.

De qualquer maneira, a personagem que ganha mais foco nesse livro é Jess, e foi bom ver como ela amadureceu e aceitou a idéia de ser diferente ao longo da história. Não foi nada muito dramático, nada muito repentino. Scott Westerfeld consegue acertar direitinho o nível de crescimento que seus personagens devem ter em cada livro.

Aliás, outra coisa que Scott sabe fazer muito bem é detalhar os cenários em que suas histórias são ambientadas. As descrições de lugares e ações são um dos grandes pontos positivos deste livro.

Resumindo, A hora secreta é um bom livro para o começo de uma série. Ele leva um tempo para começar a desenrolar os fatos por conta de tantas explicações que são dadas ao leitor, mas ainda sim até para quem não é fã de livros “introdutórios”, todas as explicações dadas nele foram nos momentos certos e em boas doses, e me fizeram sentir confiante o suficiente para ler o segundo volume da série sem ficar confusa com todo esse mundo novo e por muitas vezes complexo.

Fãs de Scott Westerfeld com certeza vão curtir esse livro e, qualquer um que simpatize com histórias diferentes que não chegam a ser de ficção científica mas que trazem alguma complexidade nesse sentido, irão adorar.

O final do livro deixou um gancho ÓTIMO para o próximo volume da série, e se minha intuição estiver certa vamos ter finalmente as ótimas cenas de ação que só Scott consegue criar.

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

3 comentários

  1. Uau, adorei a resenha! Tenho o livro, e nunca consegui chegar nele, já que minha lista de prioridades eram outras, mas agora fiquei super curiosa. Creio que vou me auto sabotar e colocá-lo na frente de alguns. rsrsrssrs
    Bjoks!

  2. eu acho os livros do Scott bem paradões, poucas vezes há aquela ação e emoção, e no fim dos livros ele realmente sempre deixa um ótimo gancho, porém é uma das poucas coisas boas que ele faz nos livros =x

  3. Sim, os livros do Scott são bem parados mesmo,são cheios de altos e baixos… mas quando ele resolve colocar cenas de ação, eu adoro. Gosto da forma como ele descreve desde os cenários até os sentimentos dos personagens no momento em que estão executando as ações… eu acho que existem poucos autores hoje em dia que conseguem balancear bem isso de não deixar as cenas de ação extremamente emotivas ou extremamente descritivas…ele consegue balancear bem isso. =D

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