segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “Anaíd e o Deserto de Gelo”, de Maitê Carranza

Livro: Anaíd e o Deserto de Gelo
Série: A Guerra das Bruxas
Autor: Maitê Carranza
Editora: MUNDO EDITORIAL
Páginas: 352
Resenha por: Nanda
Comprar: Saraiva Cultura Submarino

A profecia enfim se concretizou. Agora os clãs das bruxas Omar esperam que Anaíd, a eleita e dona do cetro do poder, acabe de uma vez com as sanguinárias bruxas Odish. Mas Anaíd tem só quinze anos, está apaixonada e nunca pareceu tão frágil frente aos perigos que a rodeiam, tanto que se vê obrigada a fugir em companhia de Selene, sua mãe. Ao longo dessa viagem desesperada e perigosa, Anaíd conhecerá a lenda que se criou em torno de Selene durante sua juventude louca e rebelde e finalmente lhe será revelado o segredo da sua origem e de seu nascimento. Anaíd nasceu numa dura terra de gelos, sendo filha da neve e irmã da ursa. Mas essa verdade não poderia se mais assustadora.

Antes de começar, vale ressaltar que na série A Guerra das Bruxas, existem dois lados: Omar são bruxas boas, que buscam o equilíbrio das coisas e a felicidade através da união e família e Odishs são bruxas más, egoístas, mais preocupadas com os próprios ganhos do que com um mundo melhor e que assassinam criancinhas/jovens para manter a juventude.

Durante o primeiro livro, a personagem Anaíd descobriu que sua mãe tardara seu desenvolvimento, a escondera, pintara seu cabelo. Tudo isso porque Anaíd era uma bruxa – e não qualquer bruxa, ela é a eleita da profecia Om, que irá pôr um fim na guerra entre as bruxas Omar e Odish.

O livro começa com o aniversário de Anaíd, tentativa de a menina ter uma noite normal de adolescente. No entanto, a vida de Anaíd não é mais normal: ela é caçada pelas Odish que querem destruir a eleita, ela não sabe mais quem é amigo ou inimigo. Por isso, a garota deve fugir com Selene (sua mãe), para aprender a se defender e para assumir as responsabilidades da eleita.

Antes mesmo da fuga – arquitetada por Selene – a mãe de Anaíd decide contar as histórias de seu passado. Claro que a história de Selene também é a história de Anaíd. E esse é o foco do segundo livro da série A Guerra das Bruxas: o passado de Selene e, consequentemente, da Eleita.

Nesse livro somos apresentados à Selene de 17 anos, irresponsável, sem vontade de ser bruxa e totalmente geniosa. Conhecemos a história de seu tempo na faculdade, descobrimos que houve a volta de uma Odish muito poderosa, Selena encontra o primeiro amor e os primeiros conflitos e briga constantemente com a mãe – uma bruxa Omar muito importante. Os acontecimentos do passado são bem construídos pela autora e contados no ritmo certo – ela não despeja toda a informação de uma vez, mas faz com que acompanhemos a história aos poucos, como se fossemos Anaíd e tivéssemos ouvindo Selene. Ficamos muito curiosos a cada virada de página, mas a autora deixa claro que a história tem sua cronologia – e o fato de ela conservar essa cronologia e não pular partes faz com que a informação que é passada seja nada confusa.

Além de prender a atenção com flashbacks – costumo não gostar de flashbacks -, a autora nos leva a outro cenário exótico: O passado que Selene compartilha em “Anaíd e o Deserto de Gelo” tem como um dos cenários o extremo norte da Europa – Islândia, Noruega, Groelândia, cenários que mal conhecemos e são tão estranhos para nós. Além de passar por regiões de nomes que mal consigo pronunciar, conhecemos um pouco da cultura do povo nórdico, dos esquimós, conhecemos sobre os animais daquela região. Por alguns instantes, você até chega a acreditar que a história passa em um mundo irreal, fantástico, e depois se lembra que na verdade tudo isso existe, só não é tão conhecido por nós.

No final do livro, entendemos as responsabilidades de Anaíd, entendemos os riscos que ela corre e mais do que tudo, entendemos porque ela é tão especial. E também mudamos um pouco nossa opinião sobre Selene: se antes podíamos achar que ela era uma pessoa má – principalmente porque ela se alia às Odish no primeiro livro – nesse segundo livro vemos que acima de tudo ela é mãe!

O próximo livro deve abordar o treinamento de Anaíd como a Eleita e pela estrutura dos dois primeiros livros, Maitê Carranza com certeza nos encantará ainda mais…

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

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