quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “A cidade perdida”, de Pedro Terrón

Livro: A cidade perdida
Série: Kalixti – O enigma das sete estrelas
Autor (a): Pedro Terrón
Páginas: 324
Editora: Primavera Editorial
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino

Em tempos remotos, um sábio criou sete misteriosas estrelas com propriedades surpreendentes. As peças brilhantes caíram em mãos de uma mulher sem escrúpulos, o que gerou uma tragédia de enormes proporções e logo em seguida levou ao desaparecimento das estrelas, sem que ficasse o menor rastro.

Nos dias de hoje, Runy, um jovem espanhol, encontra uma das estrelas nas águas do Mediterrâneo. Por incrível que pareça, ele sonhou várias vezes com essa joia. A partir daí, envolve-se numa emocionante aventura que o conduzirá a uma época antiga, na qual poderá reviver uma vida passada repleta de fatos inusitados e conhecerá Daméris, sua alma gêmea. Juntos, participam de um incrível projeto cujo desfecho é inimaginável.

A história inacabada de antes deverá encontrar seu desfecho agora, no presente. Desvendar o mistério do passado pode afetar seu destino e o de toda a humanidade.

Antes de me adentrar nas minhas visões sobre o livro, acho legal destacar que Pedro Terrón foi o terceiro autor espanhol que li esse ano. Gosto muito de saber que não são somente os grandes autores britânicos ou americanos que ganham espaço no mercado editorial brasileiro… e até agora nenhum deles me decepcionou.

A cidade perdida, o primeiro de uma trilogia, chegou meio que de paraquedas para eu resenhar: não conhecia o livro, sua história e muito menos seu autor. Ao passar o olho pela sinopse do livro me interessei por se tratar de civilizações remotas e também dos dias atuais. Acompanhamos Runy, o personagem principal, um espanhol que está tentando montar uma empresa própria com a ajuda de seus pais, esposa e amigo quando ele encontra uma joia nas águas do Mediterrâneo, durante um mergulho e ele já sonhou várias vezes com essa joia.

O personagem principal sofre alguns acidentes e, sempre, é salvo por um homem loiro de cabelos compridos, muito alto, com ar nórdico (ui!), que mais para frente na leitura acabamos por conhecer como Miros Tolsen, um conhecido de longa data – aka outras vidas – de Runy. Então, acompanhamos Runy no processo de conhecimento sobre o que são essas joias que se parecem com estrelas, qual é a sua finalidade, como foram feitas, etc.

O livro começou um pouco confuso pra mim… achei as falas dos personagens muito formais em alguns momentos. Não sei se é a marca da fala espanhola e/ou da escrita do autor e o tradutor decidiu manter, mas achei que esse fato deixou o texto um pouco inverossímil. Entretanto mais para a frente no livro, quando voltamos no tempo junto de Runy, o personagem principal, essa fala mais rebuscada faz sentido devido à ambientalização desses tempos mais remotos.

A história mistura ficção, história, lendas, religião, karma e outras questões filosóficas e, apesar disso, o livro não se tornou maçante em momento nenhum. O autor não tenta fazer o leitor “engolir” sua perspectiva, tudo é feito de um modo sutil e leve. Com o risco de fazer comparações que podem tanto agradar como destruir a obra para vocês, eu achei o livro de Terrón com uma vibe parecida com os livros do Paulo Coelho, vejam bem, por causa do misticismo que envolve a narrativa das aventuras de Runy, e de seu “eu” de outra vida, Enuros.

O livro flui muito bem, sem desníveis, e é muito interessante ver como o personagem vai tomando forma ao longo da história. Iniciei minha leitura indiferente à Runy, mas, aos poucos, ao acompanhar suas vidas passadas e também ao seu progresso nos dias atuais, fui aos poucos ficando cada vez mais interessada na jornada do personagem. Outro fato que muito me interessou foi a abordagem que o autor fez sobre a Atlântida – a lendária ilha ou continente mencionada nos contos de Platão -, seus habitantes e sobre como a ilha acabou por sumir do mapa, exterminando um povo altamente inteligente e culto.

O acabamento e a diagramação do livro são muito bons. Gostei muito da capa e também na conexão dela com a história. Um ponto negativo foi a quantidade de erros que encontrei ao longo das páginas, faltou uma revisão mais minuciosa. Gostei bastante do livro e indico pra quem curte os temas que relacionei aqui na resenha. É uma leitura diferente, e é sempre bom pra variar e sair da nossa zona de conforto!

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

8 comentários

  1. São quantos livros essa serie?

  2. Fernanda Bianchi

    Nossa a capa chama a atenção né?! Pela resenha achei super interessante. Bjus

  3. Yuri, essa série é uma trilogia. Esse é o primeiro livro e as continuações de chamam: A chave do amanhecer e A bússola do peregrino!

  4. Fernando Alves

    Livro legal de se ler mesmo é o Celebração, da editora baraúna. Comprei ele esta semana, tá muito interessante!

  5. legal,mas falta informação,tem ue melhorar,mas ficou bom sim.

  6. nossa, parece ser muito legal, vou ver compro nessas férias

  7. Plínio Mendes

    Muito bom esse livro,comprei e indico a leitura para quem gosta de aventuras. Estou terminando meu primeiro trabalho,de um livro intitulado ”cidade perdida na Amazônia” será lançado (avulso) com tiragem de 7.000mil exemplares.Final de 2016, nas melhores bancas de revistas do país.Anos de pesquisas e de muita dedicação…vcs irão gostar! aventura,suspense,embalado por um enredo que vai te prender do começo ao fim.Um forte abraço,e até breve!

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