Sr. Segunda-Feira é um livro que está na minha estante há mais de um ano e apesar de ter demorado tanto para lê-lo, eu tinha certeza que seria uma boa história. Achei que quando começasse a leitura, como grande parte das sagas, a trama ia demorar alguns capítulos para se desenrolar, mas não. Tudo a acontece muito rápido em Sr. Segunda-Feira. A história começa quando Artur muda-se com sua família adotiva para uma nova cidade, e em seu primeiro dia de aula ele é obrigado a fazer educação física. Tudo bem até ai, se ele não tivesse um sério caso de asma que já tinha o colocado no hospital mais de uma vez. Mesmo tentando explicar para o professor que não poderia correr, Artur foi ignorado e obrigado a juntar-se ao restante da turma. Quando ele começa a passar mal e quase desmaia, Artur enxerga uma luz branca e vinda dela duas pessoas: Um velho que parecia um mordomo com cara de mendigo e um homem jovem e bonito, mas em uma espécie de cadeira de rodas e com uma aparência muito cansada. Acontece que aquelas duas pessoas vieram de outro mundo e por alguma razão o mordomo acaba entregando a ele uma chave em forma de ponteiro e então some. A partir dai, Artur descobre que aquela não é apenas uma chave comum, mas sim um objeto que lhe dará poderes e que também irá lhe trazer muita responsabilidade e problemas. Sr. Segunda-Feira é um típico livro de literatura fantástica voltada para o público jovem que goste de Harry Potter, Percy Jackson e outros heróis juvenis do gênero. A narrativa é em terceira pessoa e bem simples, mas ainda sim detalhada de uma forma muito boa e divertida. De fato, uma das coisas que eu mais gostei na escrita de Garth Nix foi a descrição dos personagens e lugares. São descrições simples, sem muitos detalhes e com informações bem diretas que na hora você consegue imaginar perfeitamente cada personagem fantástico criado para esse mundo, por mais bizarros que eles possam parecer. Aliás, o mundo fantástico criado por Garth é incrivelmente criativo. Adorei o nome dos personagens e descrição de suas características e “profissões”, adorei as sacadas inteligentes e engraçadas que o autor conseguiu implementar em todas as explicações desse novo mundo. De qualquer maneira, apesar de ter gostado muito das descrições e características dos personagens, não consegui simpatizar com nenhum, nem mesmo Artur. Talvez seja porque esteja meio cansada de personagens como ele, tão previsíveis e que não tenham nenhuma característica extra em sua personalidade que os diferencie de tantos outros heróis juvenis. Claro que gostei dele, mas não ao ponto de realmente me importar com o que acontecesse com ele ou sua família e amigos no final da história. Duas coisas meio irrelevantes, mas que preciso comentar: Achei o fato do autor destacar a preguiça como uma das características da personalidade do Sr. Segunda-Feira, genial! Me faz pensar como serão Sexta, Sábado e Domingo! Hahaha Em suma, o primeiro volume da série As chaves do reino é uma leitura para passar o tempo, mesmo. Não espere muitas aventuras de tirar o fôlego ou personagens marcantes, mas ainda sim é um livro prazeroso e divertido que os fãs de literatura fantástica infanto-juvenil irão adorar. |
Gostei do que você falou da série, esse livro em minha opinião é muito legal. Mas eu não acho que esse livro é só para passar o tempo, bem eu sempre tenho tempo. Eu li esse livro e o segundo volume, o segundo também é muito legal, e estou lendo o terceiro, nada contra ao Quarta-Feira Submersa, mas eu não estou com muita vontade de terminar de ler. Eu tenho o quinto volume, mas eu também não estou com muita vontade de ler.
Mesmo assim essa série é muito legal. Sempre que tenho vontade eu leio umas partes de Quarta-Feira Submersa.
Oi. Eu li esse livro dois anos atrás e terminei o 4º livro desta série no começo do ano, to esperando a continuação até hoje, vocês sabem se vão traduzir e chegar aqui onde eu moro ? ( Recife – PE )
Eu concordo contigo em partes. Gosto muito da série, e imagino que você não tenha lido os outros livros, porque se você não simpatizou, com nenhum dos personagens, nem mesmo com Suzy, você não vai conseguir ler O Horrível Terça-Feira. Só consegui terminar este livro pela simpatia dos personagens, se não…
E discordo também da parte a qual você se refere a Artur como um típico herói.
Não ele é diferente. Claro que tem aquelas coisas que sempre colocam num herói, como ele no começo ser fraco, tido uma infância sofrida e salvar os dois mundos. Mas é isso que os heróis fazem.
Artur demonstra o amor que ele tem com sua família, aquela que o acolheu ao decorrer no tempo da casa de um jeito que não se vê em qualquer livro.
A história não é nem um pouco previsível, a cada fim de capítulo, você se surpreende mais e mais.
Eu quase não conseguia parar de ler o livro, e quando parava não me concentrava em mais nada, por ficar pensando no que aconteceria a seguir com Artur.
Apesar de ser um livro totalmente sem romance e sem altas aventuras, é sim um livro de tirar o fôlego e de emocionar.
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Harry Potter? oO