Se os vilões precisassem treinar as novas gerações para garantir o domínio do mundo, será mesmo que eles criariam uma escola tipo C.O.V.A.? O primeiro livro da série C.O.V.A nos apresenta a uma escola especial e super equipada para treinar crianças e adolescentes para serem super vilões. Essas crianças foram especialmente selecionadas devido a seus comportamentos e talentos para a vilania. Elas foram seqüestradas/abduzidas sem saberem para onde foram levadas, com o fim de garantir a dominação do mundo no futuro. Otto é uma dessas crianças prodígio, que foi levado para C.O.V.A. após elaborar um super plano com o fim de salvar o orfanato onde vivia. Só que Otto não se conforma em ter sido levado a essa escola sem saber o que aconteceu, quem o escolheu para que ele fosse parar ali e coisas do gênero. Mesmo com a super segurança da escola – que impede qualquer truque da vilania para que as crianças e adolescentes escapem – Otto se alia a outros que foram abduzidos para tentar achar uma rota de fuga. O livro traz uma suposta mistura de aventura e espionagem, dentro do mundo dos super vilões. Mark Walden tentou pegar uma “receita” de histórias de sucesso (menino prodígio que conhece outros amigos e vai para um lugar novo e deve viver muitas aventuras) e transformou isso na história de C.O.V.A.. Por mais que o autor escreva bem, a história não me prendeu. O livro, com foco bem infantil, ficou cansativo. Otto é aquele protagonista convencido que você já sabe que vai fazer tudo que lhe interessa funcionar, o que significa que não tem quase nenhuma surpresa no livro. Ao utilizar de muitos clichês de vilões sem recorrer ao bom humor ou adicionar um ou outro elemento mais chamativo, é fácil perder o foco e deixar o livro de lado, pois fica tudo muito óbvio e chato. Faltou ao autor explorar outros atrativos em sua história, para permitir que o livro atingisse um público mais amplo. Se o autor fizesse isso para adolescentes, talvez ele conseguisse trabalhar com um lado mais interessante de sua idéia de escola de vilões, pois permitiria a adição de elementos como romance e ironia. Claro que, por ser um livro infantil com personagens infantis super prodígios, pode agradar algumas crianças, mas eu não tenho interesse em continuar acompanhando essa série. |
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Eu achei a série muito boa, tanto que já li o segundo e estou lendo o terceiro. Eu gosto do Otto, e a literatura da série é mais para entretenimento que qualquer outra. O principal da história pra mim é eu me imaginava jogando o livro. É mais ou menos assim: as coisas que parecem ridículas no livro, ficariam simplesmente perfeitas num jogo. Talvez por isso eu gostei tanto da série. Lógico que na categoria vilões super inteligentes, Artemis Fowl reina soberano, mas eu daria sim um espaço pro Otto Malpense.