segunda-feira, 23/10/2017
Últimas do LeS:
Capa » Notícias » Resenha: “A sexta mulher”, de Suzannah Dunn

Resenha: “A sexta mulher”, de Suzannah Dunn

Livro: A sexta mulher
Série: Historical Fiction (Tudor)
Autor: Suzannah Dunn
Editora: Record
Páginas: 291
Resenhado por: Karol
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Travessa

Um romance arrebatador: amor, paixão, traição e corações partidos na conturbada era Tudor. Com a morte do rei Henrique VIII, sua sexta- e última- mulher, Catarina Parr, torna-se viúva após quatro anos de completa dedicação para manter o complicado casamento. Poucos meses após o falecimento do marido, ela conhece o atraente Thomas Seymour, com quem vive, pela última vez, uma arrebatadora paixão. O resultado é um polêmico casamento, alvo de severas críticas. Sua melhor amiga, a duquesa de Suffolk, chamada Catherine, é a mais implacável opositora dessa união, e o motivo de tanta condenação não demora a aparecer: as duas logo revelam-se rivais pelo mesmo homem. E, assim, a discreta e dedicada rainha viúva de Henrique VIII tem sua vida exposta e ameaçada por quem ela mais confiava…

Quando você vê o título ‘A sexta mulher’ e até mesmo quando você lê a descrição do livro na parte de trás, você acha que vai ler um livro sobre a vida da Catarina Parr, a última mulher de Henrique VIII que deve ter sido a mais paciente e sortuda de todas pois, saiu dessa enrascada viva. Mas quando você começa a ler o livro percebe que ele é narrado por outra pessoa, não por Catarina Parr.

A narrativa é feita pela Duquesa Suffolk, que também se chama Catarina (Cathy), e as impressões sobre Catarina Parr são as impressões dela. De início você percebe a paixão que a duquesa tem por Cate e que a amizade das duas é verdadeira. A duquesa é preocupada e faz de tudo para ajudar Cate no que precisa, sua personalidade no começo do livro é super interessante e você acha que encontrou uma mulher forte em uma época difícil, porém ao conhecer o novo marido da rainha, Cathy muda. De começo a duquesa é contra esse casamento e não vai muito com a cara de Thomas Seymour, mesmo ele sendo um belo homem, depois por muito pouco se entrega à um caso amoroso com o marido, que até então ela não gostava, da melhor amiga.

O livro é uma decepção para os fãs da Dinastia Tudor. Você espera conhecer um pouco mais sobre essa esposa de Henrique VIII que não é tão comentada quanto as outras, mas tudo o que vê é uma narrativa arrastada e chata de uma garota que mostra o quanto pode ser falsa. Eu, pessoalmente, passei a odiar a duquesa e tive vontade de jogar o livro pela janela, algumas vezes irritada com a personagem, e algumas vezes por não agüentar mais a mesma ladainha.

Fiquei um pouco apreensiva em dizer que esse livro é chato, pensei que pudesse ser birra de uma pessoa viciada em Tudors e acostumada com a narrativa fascinante de Philippa Gregory, então procurei algumas resenhas no skoob e vi que a opinião é geral. Foram poucas as resenhas que li falando bem do livro.

Suzannah Dunn tem a preocupação de situar o leitor na real história dos personagens, mas faz isso de forma superficial. Inclusive no final do livro ela gasta umas duas folhas explicando a linguagem que usou no livro, que não tem nada a ver com a da época. Outra coisa que me deixou meio ‘com a pulga atrás da orelha’ é que em determinada parte do livro a Duquesa Cathy descreve seu filho brincando no chão e ela diz que ele estava brincando com um carrinho. Pode parecer pouco, mas que carrinho no século XVI?! Foi erro de tradução e a criança estava na verdade brincando com algum tipo de carroça, ou foi descuido da Suzannah Dunn?

É um livro OK e veremos o que Suzannah aprontou em ‘A tristeza da rainha’, a seqüência dessa série histórica, lançada pela Editora Record.

A série conta com quatro livros por enquanto:
1- The Queen of Subtitles, livro sobre Ana Bolena que não foi lançado no Brasil
2- A sexta mulher
3- A tristeza da rainha
4- The Confession of Katherine Howard, que acabou de ser lançado no Reino Unido e está sendo muito bem criticado por lá.

Aproveitando a deixa, mesmo ‘A sexta mulher’ não sendo grande coisa, querida Editora Record, vamos começar a lançar os romances históricos por inteiro? Grata!

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*