Quando você vê o título ‘A sexta mulher’ e até mesmo quando você lê a descrição do livro na parte de trás, você acha que vai ler um livro sobre a vida da Catarina Parr, a última mulher de Henrique VIII que deve ter sido a mais paciente e sortuda de todas pois, saiu dessa enrascada viva. Mas quando você começa a ler o livro percebe que ele é narrado por outra pessoa, não por Catarina Parr. A narrativa é feita pela Duquesa Suffolk, que também se chama Catarina (Cathy), e as impressões sobre Catarina Parr são as impressões dela. De início você percebe a paixão que a duquesa tem por Cate e que a amizade das duas é verdadeira. A duquesa é preocupada e faz de tudo para ajudar Cate no que precisa, sua personalidade no começo do livro é super interessante e você acha que encontrou uma mulher forte em uma época difícil, porém ao conhecer o novo marido da rainha, Cathy muda. De começo a duquesa é contra esse casamento e não vai muito com a cara de Thomas Seymour, mesmo ele sendo um belo homem, depois por muito pouco se entrega à um caso amoroso com o marido, que até então ela não gostava, da melhor amiga. O livro é uma decepção para os fãs da Dinastia Tudor. Você espera conhecer um pouco mais sobre essa esposa de Henrique VIII que não é tão comentada quanto as outras, mas tudo o que vê é uma narrativa arrastada e chata de uma garota que mostra o quanto pode ser falsa. Eu, pessoalmente, passei a odiar a duquesa e tive vontade de jogar o livro pela janela, algumas vezes irritada com a personagem, e algumas vezes por não agüentar mais a mesma ladainha. Fiquei um pouco apreensiva em dizer que esse livro é chato, pensei que pudesse ser birra de uma pessoa viciada em Tudors e acostumada com a narrativa fascinante de Philippa Gregory, então procurei algumas resenhas no skoob e vi que a opinião é geral. Foram poucas as resenhas que li falando bem do livro. Suzannah Dunn tem a preocupação de situar o leitor na real história dos personagens, mas faz isso de forma superficial. Inclusive no final do livro ela gasta umas duas folhas explicando a linguagem que usou no livro, que não tem nada a ver com a da época. Outra coisa que me deixou meio ‘com a pulga atrás da orelha’ é que em determinada parte do livro a Duquesa Cathy descreve seu filho brincando no chão e ela diz que ele estava brincando com um carrinho. Pode parecer pouco, mas que carrinho no século XVI?! Foi erro de tradução e a criança estava na verdade brincando com algum tipo de carroça, ou foi descuido da Suzannah Dunn? É um livro OK e veremos o que Suzannah aprontou em ‘A tristeza da rainha’, a seqüência dessa série histórica, lançada pela Editora Record. A série conta com quatro livros por enquanto: Aproveitando a deixa, mesmo ‘A sexta mulher’ não sendo grande coisa, querida Editora Record, vamos começar a lançar os romances históricos por inteiro? Grata! |
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