quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “A bruxa de ferro”, de Karen Mahoney

A bruxa de ferroLivro: A bruxa de ferro
Série: A bruxa de ferro
Autor (a): Karen Mahoney
Páginas: 208
Editora: Underworld
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura

Esquisita. Era assim que chamavam Donna Underwood, 17 anos, no colégio depois de um horrível ataque de encantados matar seu pai quando ela era criança. Seus ferimentos e a reabilitação resultaram em força aumentada pela magia, graças às tatuagens de ferro em seus braços e nas mãos. Como filha de alquimistas, ela é abençoada e amaldiçoada, ao mesmo tempo, por uma herança de magia que não deixa muito espaço para garotos, festas e lições de casa. Agora, depois de dez anos desejando uma vida normal, ela finalmente é forçada a aceitar seu papel na guerra de séculos contra os mais sombrios proscritos do povo encantado: Os Elfos das Trevas. Agora Donna vai ter que correr para salvar a vida do melhor amigo – mesmo que para isso tenha que trair um dos maiores segredos do mundo e enfrentar justamente aquilo que destruiu sua família.

Antes de começar a resenha eu gostaria de falar sobre a minhas primeiras impressões sobre o visual do livro quando eu peguei ele em mãos. Qualidade nota 10! O acabamento é super bem feito e cheio de detalhes impressionantes. Como seria bom se todas as editoras tivessem esse cuidado com o visual de seus livros, e, nesse quesito, na minha humilde opinião, a Underworld é um exemplo a ser seguido. Mas vamos falar da história do livro né?

Me interessei por esse título pois gosto muito do tema ‘bruxa’. Sempre li muito sobre o Wicca e estava esperando uma abordagem do tipo no livro, mas me enganei. A autora criou todo um novo conceito para o universo da sua história e voltou-se mais para o mundo da alquimia. Isso deu um tom sombrio e misterioso para a história, afinal, a alquimia e sua busca pelo elixir da vida é uma das maiores lendas/mistérios da humanidade.

Acompanhamos a personagem principal, Donna Underwood, uma adolescente com segredos, que é bruxa e possue tatuagens de ferro nas mãos – e sim, é explicado no livro como e porque ela “ganhou” essas estranhas tatuagens – e dona de uma força enorme. Ela é como a maioria dos personagens de livros juvenis: não tem muitos amigos, é a esquisitona da escola e todos adoram pegar no seu pé; e assim como todos os personagens de livros juvenis, ela queria simplesmente ser uma pessoa normal e poder não ter segredos com seu melhor amigo, Navin Sharma. O tempo todo ao longo do livro eu confundia o nome do personagem com Navid, pois a descrição física do personagem me fez pensar de cara no ator que interpreta o Navid na série 90210. Navin é aquele amigo, que na verdade que algo a mais da personagem principal, e ela, toda tontona, não percebe isso e acha que é só amizade mesmo pois acaba se apaixonando por outro cara.

Em A bruxa de ferro, esse ‘outro cara’ é Xan, um cara mais velho e misterioso que Donna conhece em uma festa, e ao tentar se isolar, acaba o encontrando e passando um tempo conversando com ele. Com um ar de bad boy, Xan me conquistou logo de cara. Assim como Donna, ele também tem seus segredos – que descobrimos ao longo da história. Com muito mais coisas em comum do que pensavam, Xan e Donna ficam cada vez mais próximos um do outro, e apesar do ciúmes que sente do melhor amigo de Donna, Xan a ajuda na tentativa de salvar a vida de Navin; mas também fica claro que ele tem seus próprios interesses também. Mas os problemas de Donna aumentam cada vez mais pois ela não pode revelar segredos da Ordem da qual faz parte e sobre suas tatuagens, mas seu mundo está cada colidindo com o mundo de Navin e Xan e ela precisa dar explicações a eles.

Os ‘vilões’ da história são os Elfos das Trevas. Criaturas que moram nas florestas e tem uma grande fragilidade no contato com o ferro. Infelizmente não dá pra falar muito deles sem dar spoilers. Os personagens são todos muito bem delineados e a mitologia da série foi muito bem montada. Um detalhe que eu achei bem interessante é o recurso que a autora usou para contar a história de Donna. Ao invés de colocar a personagem pensando sobre os acontecimentos de sua vida, ou contando isso para alguém, a autora incluiu ao longo do livro trechos do diário pessoal de Donna. Deu um toque diferente para a história.

No geral, o livro só pecou em um ponto: muitos erros ao longo do texto. Faltou uma revisão mais atenta. Fora isso a Underworld está de parabéns por ter pego uma série tão interessante para publicar no Brasil! Ansiosa para ler a continuação: The Wood Witch, A bruxa de madeira em tradução livre, que sai em fevereiro lá fora mas ainda não tem previsão de lançamento aqui.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

10 comentários

  1. Bruno Valiatti

    Parece ser bem interessante, despertou minha curiosidade XD.

  2. Eu tenho. Pena que tem muito erro. A história é bem legal, mas em alguns pontos fica meio chato. Achei que podiam ter focado um pouco na parte da floresta… Quero muito ler o segundo.

  3. Na verdade, o segundo livro se chamará “The Wood Queen” :D

  4. Parece legal, e a capa é linda!

  5. Que capa linda!!! Parabéns pela resenha já anotei o nome do livro pra incluir na minha lista de desejados!!! Bjo

  6. Obrigada Fran! (:

    Depois conta o que você achou do livro!

  7. Acabei de ler gostei bastante.

  8. Nossa parece bom besmo! :O

  9. Ótimo livro recomendo a todos.

  10. alguém sabe quando sai o segundo livro?

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