Quando Leo recebe uma caixa de música de herança da sua tia, ele acredita que para conservar essa relíquia passada de geração a geração, ele deve apenas seguir algumas simples regras. Seria muito fácil conservar a caixa com as regras se sua prima Mimi não tivesse aparecido. Mimi decide dar corda na caixa de música mais do que o permitido. No entanto, é assim que ela e o primo descobrem que as pinturas da caixa de música são representações de um mundo extraordinário que existe na caixa. Ao dar corda mais que o necessário, as imagens da caixa ganham vida. Tudo seria maravilhoso se da caixa de música não saísse uma rainha/bruxa que seqüestra o cachorro de Mimi. E é a partir desse seqüestro que Mimi decide mergulhar na caixa e Leo – mesmo sendo o mais cauteloso – acaba correndo atrás da prima. Eles se deparam com um mundo novo cheio de fantasia, percebem que nem sempre é possível confiar nas pessoas e que a jornada deles para resgatar o cachorro revela outras coisas sobre eles mesmos e sobre a família deles – que são os detentores da caixa de música. Além de nos apresentar o mundo de Rondo, a história conta com muitas referências aos contos de fada que conhecemos, como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Cachinhos dourados e muito mais, só que de forma mais discreta – uma casa de doces que aparece na floresta, um lobo atrás do bebê na casa da vovó, a princesa que vira cisne junto a outras pessoas. Emily Rodda simplesmente me conquistou do começo ao fim do livro. A escrita da autora torna a história super leve e interessante, você imagina todos os detalhes do mundo fantástico de Rondo passando pela sua cabeça enquanto lê o livro. Tudo no livro cativa, incluindo os personagens principais. Mimi e Leo são personagens que se completam – um é sensato, mais preso aos fatos e a outra é impulsiva e disposta a acreditar no impossível. É possível se identificar com os dois: Leo quer traçar o próprio destino e fazer coisas incríveis sem ficar a sombra de outros membros da família e Mimi pode aparecer a pessoa mais confiante do mundo, mas é muito mais solitária e insegura do que deixa transparecer. Se um livro infanto-juvenil sobre um mundo imaginário me dá aquela vontade incontrolável de fazer parte desse mundo fantasioso, com certeza ele cumpriu seu papel. O segundo livro dessa série já está na minha lista de Natal! |
Posso te dizer que é um livro muito bom, da melhor maneira que a Emily Rodda sabe fazer, porém, os erros e as semelhanças com a sua saga anterior “Deltora Quest” são inevitaveis !
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Nossa esse livro ja esta na minha listatambem \o)))