domingo, 15/10/2017
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Resenha: “A vingança”, de Christopher Reich

Livro: A vingança
Série: Jonathan Ramson
Autor (a): Christopher Reich
Páginas: 352
Editora: Arqueiro
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino E-book

Atenção! Essa resenha pode conter spoilers se você ainda não leu o primeiro livro da série, A farsa!

Há menos de seis meses, o respeitado cirurgião da ONG Médico sem Fronteiras Jonathan Ransom teve sua vida drasticamente transformada.

Durante uma escalada na Suíça, ele e a sua esposa, Emma, foram surpreendidos por uma tempestade. Jonathan acreditou que a mulher tivesse morrido, mas logo descobriu que ela escondia um passado obscuro. Emma é uma agente secreta. E não está morta.

Agora, atuando num lugar remoto da África, o Dr. Ransom tira uma folga de suas atividades humanitárias para ir a Londres, convidado a dar uma palestra num congresso de medicina. Assim que chega ao hotel de luxo onde ficará hospedado, é abordado por um desconhecido que lhe dá instruções para se encontrar com Emma.

Apaixonado e cheio de saudades, ele vê a esposa por duas vezes. Mas então Emma se despede de novo, dizendo que ainda corre grande perigo e precisa desaparecer. Incapaz de aceitar essa segunda separação, Jonathan a segue até uma movimentada rua de Westminster. Ao perceber o que a mulher está tramando, ele tenta detê-la, mas não consegue.

Emma detona um potente carro-bomba na frente de um edifício ministerial, deixando quatro mortos e mais de 30 feridos. Ao tentar ajudar uma das vítimas, Igor Ivanov, ministro do Interior russo, Jonathan é preso, acusado de cumplicidade no atentado. Para provar sua inocência, a polícia exige que ele ajude a encontrar Emma.

Nada é o que parece. Se me pedissem pra resumir essa obra em apenas uma frase, eu usaria essa. Depois de uma aventura de tirar o fôlego dos leitores, o médico com talento pra agente secreto, Jonathan Ransom, está de volta em uma nova história tão boa quanto a primeira. Se não for melhor. Só me arrependo de não ter lido os livros em sequência, pois ficou difícil recordar dos acontecimentos finais do livro anterior pois os livros de Reich são muito ricos em detalhes e diferentes histórias acontecendo ao mesmo tempo que acabam se entrelaçando em algum momento.

Descobrir que sua amada e dedicada esposa de tantos anos é na verdade uma agente secreta que fraudou sua própria morte por ter várias pessoas em seu encalço por ter se rebelado contra seus antigos empregadores. Por esse motivo, ela deve continuar fugindo. Algum tempo depois de estar atuando na África, Jonathan é convidado a dar uma palestra durante um congresso em Londres. Sem entender como ele foi chamado, ele acredita que esse seja um sinal de Emma. E realmente é. O casal se reencontra, mais apaixonado do que nunca, porém, um atentado a bomba contra um ministro russo, Igor Ivanov, transforma o tão aguardado reencontro em um banho de sangue. O médico tem certeza de que a esposa está, de alguma forma, envolvida nesse crime. Só que ele está mais uma vez na mira da polícia, que acredita que ele seja o responsável e Jonathan tem uma escolha a fazer: pegar prisão perpétua ou ajudar na captura de sua esposa.

Muito mais bem estruturado e menos confuso que o livro anterior, A vingança nos traz um Jonathan mais perspicaz, um pouco mais frio mas ainda com um enorme coração e uma inocência de uma criança de 5 anos. Houve momentos que tinha vontade de entrar no livro só pra poder estapear a cara dele e pedir pra ele acordar pra vida. Pra um médico que trabalhou em zonas de guerra e tem um certo conhecimento do mundo da espionagem, ele pode ser bem inocente em alguns momentos. E é incrível como ele, uma pessoa simples, consegue se safar de situações extremas, sem saída, praticamente um James Bond. A esposa de Ransom, Emma, é uma personagem completamente diferente nesse volume, mostrando seu lado frio e calculista, não a amada esposinha do doutor, como vemos Emma atráves dos olhos dele.

Dessa vez, Reich usou como pano de fundo um países mais usados quando se trata de espionagem: a Rússia, o que acaba tornando a história muito mais intrigante, misteriosa e curiosa. O autor usa muito do recurso de nos mostrar cenas e não nos relevar o nome do autor das ações feitas nela, para só depois, lá na frente nos mostrar quem estava por trás dos acontecimentos, deixando nosso queixo lá no chão. Com muito suspense, se prepare para ser surpreendido até a última frase do livro. Afinal, no mundo da espionagem não se pode confiar em ninguém e realmente, nada é o que parece.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

4 comentários

  1. Esse foi o primeiro livro que li esse ano. No ano anterior li A Farsa, e realmente os dois são maravilhosos. Em A Vingança, os personagens estão cada vez mais cada um por si. Emma passou a ser uma esposa má e Jonathan perdeu um pouco da inocencia, mas ainda precisa melhor.
    Estou muuuuito louco para ler A Traição.
    Ameia a resenha, Bruna.
    =)

  2. sou muito suspeita em falar, mas a Arqueiro tem títulos ótimos. Não livro nem A Farsa e nem A Vingança, mas fiquei curiosa. Parabéns pela resenha.

  3. Obrigada pelos elogios Alair e Helana!

    Alair, eu li A Traição já e, se é possível, o livro é tão bom se não melhor que os dois anteriores. Muito bom mesmo, espero que o autor faça uma continuação pois já estou sentindo falta dos personagens!

    Helana, realmente, os títulos da Arqueiro são ÓTIMOS. Leia essa série, você não vai se arrepender! :)

  4. Li o livro a farsa e achei muito bom. E acho que esse vai ser melhor ainda.

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