quarta-feira, 18/10/2017
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Resenha: “A vida, o Universo e tudo mais”, de Douglas Adams

Livro: A vida, o Universo e tudo mais.
Série: O Guia do mochileiro das galáxias
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas:224
Resenhado por: Bal
Comprar: Saraiva Cultura Submarino

Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em O guia do mochileiro das galáxias e O restaurante no fim do universo, Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina.

Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.

Este é o terceiro volume da “trilogia de quatro livros” de Douglas Adams, um dos mais cultuados escritores de ficção científica de todos os tempos. Seu humor corrosivo e sua habilidade em criar situações improváveis tornam seus livros indispensáveis para qualquer um que tenha capacidade de debochar de si mesmo.

Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o universo e tudo mais.

A vida, o universo e tudo mais não é um livro de auto-ajuda. Se você tem acompanhado as resenhas do Guia O guia do mochileiro das galáxias e O restaurante no fim do universo, você já começou a perceber que, pra Douglas Adams, tudo é aquilo que não é e vice-versa.

Veja bem. Nessa parte da história, nosso humano bebedor de chá favorito está na Terra pré-histórica buscando a resposta para a Vida, o Universo e tudo o mais. Ford também está lá, mas é que eles estão meio juntos e meio separados.

E é nessa de querer saber a resposta e salvar o mundo do pessoal que vive no planeta Krikkit que as aventuras começam, logo após nossos heróis serem resgatados por um sofá!

O problema aqui é que o terceiro livro é o mais complicado de se ler. Eu não acredito que o livro seja chato e discordo que falta nele a mesma graça dos dois primeiros. Contudo, o terceiro livro é mais denso, mais pesado e as
críticas são mais fortes, porém mais sutis.

Assuntos como xenofobia (Adams deixa claro desde o início que a população de Krikkit é xenofóbica e quer destruir todo o universo), racismo e intolerância são as principais críticas do livro. Temos nesse livro também uma ganha maior de viagens pelo espaço/tempo, o que, ao meu ver, pode acabar irritando ou confundido os não tão viciados em
séries desse tipo. Além disso, Adams trabalha a ideia de vingança e, para alguns, a ideia de reencarnação e karma (eu não sei se concordo com isso, porém, vale mencionar).

É um livro cheio. É um livro denso. É um livro complicado. Mas se você não gostou ou já está pensado em abandoná-lo, NÃO ENTRE EM PÂNICO. Prometo que os próximos são mais divertidos!

PS: Agora me pergunta se essa resenha deveria ter começado com a máxima: É o terceiro volume da trilogia de quatro livros que, na verdade, são cinco. Sinto que o mundo, em especial os fanáticos malucos pelo Guia (você sabe
quem você é), adora fazer essa brincadeirinha. Pois bem, vocês estão todos errados.

Sim, era pra ser uma trilogia. Sim, ele escreveu cinco livros porque ele quis e porque, quando se é Douglas Adams, você pode escrever quantos livros malucos você quiser. Mas, meu caro leitor, não são cinco, são seis.

Se você chegou agora ou passou alguns anos numa galáxia bem distante, você perdeu a grande notícia de que o Guia ganhou mais um livro. Pois é, Eoin Colfer é o cara que ficou com a responsabilidade de escrever o sexto volume da série. E tem outra coisa: já foi lançado em português e, um dia, será resenhado aqui!

Sobre Bal

3 comentários

  1. A trilogia de cinco livros do Douglas Adams foi uma das minhas melhores aquisições, não imaginava o quão criativo uma única pessoa poderia ser, mas quando se trata do Adams a barreira do impossível se faz inexistente. Concordo com você que o terceiro livro é um pouco mais pesado, mas me deliciei bastante com a história de reencarnação e karma hehe, ri deveras.

    Ainda não comprei o sexto livro, escrito pelo Eoin, mas já vi gente dizendo que é tão bom quanto os escritos por Adams, então ele entrou pra lista ^^.

    Abraços!

  2. Zooey Coleridge

    O terceiro livro é realmente considerado o mais complicado e em uma ou duas situações ele chega a ser cansativo, mas como sempre Douglas mede a quantidade certa de cada elemento de sua narrativa e, uma ou duas paginas depois disso, ele volta a sua forma mais conhecida: satirizando a forma humana de ser e ainda não deixando nunca de estampar sua critica à ela.

    Quanto ao sexto livro, eu tenho um certo receio para começar a lê-lo, apesar de ser com base no manuscrito que estaria sendo escrito, um novo autor pode perder a principal característica do livro: Douglas. E O Guia não é nada sem ele.

    Obs.: ainda não me conformo com essas capas. Fico feliz de ter minha trilogia de quatro livro (+ Praticamente Inofensiva) na edição da Sextante. Acho que a capa é a primeira impressão que se pode ter de um livro e essas novas não conseguem me atrair.

  3. Bianca Lisboa

    Sim o terceiro livro é muito, na verdade eram 4 o Dougla Adams fez o 5° [quem pode pode] e etodo são maravilhosos
    Adorei a resenha, pena que não de pra escrever mais se não agente sai contando o livro ;)
    Sobre o sexto livro: Eu e meus amigos ja lemos, achamos ele bom só que infelizmente não é como os outros 5, não tem o “senhor toque Douglas Adms”

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