segunda-feira, 18/12/2017
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Resenha: “A ressurreição”, de Steve Alten

Livro: Ressurreição
Série: O Domínio
Autor (a): Steve Alten
Páginas: 496
Editora: Suma de Letras
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura Submarino E-book

O que acontece quando morremos?
Existe uma vida além deste mundo?
Existe uma alma em cada ser humano?

Uma profecia maia de séculos atrás previa a morte de Michael Gabriel, que se sacrificaria para impedir uma invasão alienígena na Terra em 2012. Previa também o nascimento de seus filhos, os gêmeos Jacob e Manny, e a descida deles ao Xibalba, o inferno maia, para resgatar seu pai da escuridão cósmica. Previa ainda o nascimento de uma terceira criança com poderes extraordinários. Lilith Eve é o nome dela, e seu confronto com os irmãos Gabriel é inevitável. Quanto às pessoas comuns, nada sabiam disso até agora. Mas o futuro do planeta em que vivem depende do desenlace desta trama extraordinária.

Depois de Mick Gabriel se sacrificar para salvar a humanidade de seu fim iminente em 2012, em O domínio, o então herói Hunahpu deixou para trás sua amada Dominique, grávida de gêmeos. A Terra, porém, não está completamente livre de ser exterminada. Nessa continuação, Ressurreição, os filhos de Mick e Dominique, Jacob e Immanuel (Manny), devem descer ao Xibalba – o inferno maia – para resgatar seu pai, que está perdido no tempo e no espaço. E claro, no mesmo dia do nascimento dos gêmeos, outra criança com grandes poderes nasceu: Lilith Eve, a grande antagonista da história.

Logo no começo do livro acompanhamos a gravidez de Dominique e o nascimento dos gêmeos, que agora são protegidos pelo atual presidente dos EUA, Ennis Chaney. As duas crianças nascem com habilidades acima do padrão, principalmente Jacob, o irmão alvo de cabelos brancos; enquanto o jovem Manny, o gêmeo de cabelos negros, é menos desenvolvido. Não preciso nem dizer que ao me deparar com gêmeos, um de cabelo branco e outro de cabelos negros, cada um com temperamento diferente e diferentes visões do que o Destino reserva para eles, me lembrei na hora do seriado Lost. O paralelo entre os Jacobs – o do livro e o da série – que acreditam com fé inabalável em seus destinos e seus respectivos irmãos de cabelos negros – Manny no livro e “O Homem de Preto” de Lost – que apenas querem viver como pessoas normais é muito claro, se você acompanhou a série.

Lilith, com um nome super sugestivo, é o grande inimigo dos gêmeos. Uma adorável menina que se transforma em um monstro, apenas como resultado do meio como foi “criada”. Depois de acompanhar a infância e adolescencia de Lilith fica difícil julgar as loucuras e a sede de poder que transformam completamente a personagem. Impossível não ter compaixão e pena da personagem, que, pra mim, foi muito bem delineada e rouba a cena durante a narrativa em inúmeras ocasiões.

Em comparação com seu antecessor, Ressurreição é bem diferente. O livro é mais direcionado para a ficção científica do que nunca, afinal, o livro se passa no futuro; e não apenas um futuro próximo: chegamos a ver a Terra no ano de 2033. É interessante a forma como o autor delineou alguns detalhes de como será o mundo daqui 20 anos, como, em tão pouco tempo, o mundo progrediu na área da tecnologia. Outra grande diferença é a falta de figuras e das entradas do diário de Julius (pai de Mick), que permeavam o primeiro livro.

Achei o enredo de Ressurreição muito mais interressante, mais pelos personagens e como eles se interligam, do que qualquer outra coisa. O final não me surpreendeu e nem prendeu muito a minha atenção, achei a qualidade do desenvolvimento muito superior ao encerramento dessa parte da saga. Durante a leitura, com a batida temática do Bem contra o Mal, etc., surgem muitos questionamentos filosóficos e religiosos. É uma boa história, um bom entretenimento, que, em algum ponto da sua leitura, vai fazer você pensar e analisar os valores e “verdades” que são apresentados ali no papel. No geral, achei o segundo livro dessa trilogia bem mais interessante. Agora é esperar o desfecho final no terceiro e último livro: Phobos – The Mayan Fear, que ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

7 comentários

  1. Gostei bastante! Pena que ainda não tem no Brasil. Mas estou aguardando!

  2. Eu ainda não li o domínio, mas a trilogia me parece bem interessante. Vou esperar sair o terceiro livro no Brasil, para ver se vale a pena adquirir.

  3. Ana, os dois primeiros livros estão disponíveis para venda no Brasil, foram publicados pela Suma. Só falta a publicação do terceiro e último livro: Phobos. Esse sim ainda não tem previsão de quando chegará em nossas prateleiras!

  4. Emerson Rodrigo dos Santos

    Eu pensei que tinha acabado a história, pois o final deste livro deixa no ar que tudo acabou, espero que seja lançado logo o último livro.

  5. Olá! Eu li o primeiro – O Domínio, e me apaixonei, li que nem vi! Agora estou procurando os outros dois. Algum link onde eu possa conseguir o segundo – Ressurreição? Estou meio que desesperada xD
    Bjjj

  6. Bruna Fernández

    Kaka, na resenha mesmo tem links para as livrarias que vendem o Ressurreição! ;)

  7. Gostei dos dois… Ficando no aguardo de Phobos…. Bruna, é MEG já traduzido para português.

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