quinta-feira, 12/10/2017
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Resenha: “Grau 26, A Origem”, de Anthony E. Zuiker & Duane Swierczynski

Livro: Grau 26, A Origem
Série: Grau 26
Autor: Anthony E. Zuiker & Duane Swierczynski
Editora: Record
Páginas: 431
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura E-book

Descubra um novo grau de medo

Os representantes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os simples oportunistas do grau 1 aos torturadores metódicos do grau 25. O que quase ninguém sabe – com exceção de um grupo de investigadores de elite comandado pelo talentoso detetive Steve Dark – é que uma nova categoria de assassinos está para ser criada.

Apenas um homem pertence a essa categoria.

Seu alvo: qualquer um
Seus métodos: ilimitados
Seu nome: Sqweegel
Sua classificação: Grau 26

Aviso antes de começar a resenha: se você não gosta do gênero thriller/policial intenso e explícito nem pense em ler esse livro, ele não é para você. Mas, se você se interessa pelo tema e quer colocar seu estômago à prova, prepare-se para uma das melhores leituras da sua vida!

“- Não vou matá-la – disse Sqweegel, sacudindo a cabeça. – Se quisesse, ela já estaria morta.”

Grau 26: a origem, o primeiro de uma trilogia, leva o leitor a acompanhar Sqweegel, um assassino em série tão perverso e depravado, que um novo grau de perversidade teve de ser criado para ele: o grau 26. Essa escala de perversidade realmente existe e no livro são citados alguns assassinos em série e seus respectivos graus: Mark David Chapman, 7; Ed Gein, 13; Gary Heidnik e John Wayne Gacy, no topo da escala, 22. O fato de todos esses exemplos citados serem reais já dá um certo tom desesperador para o livro, levando o leitor a imaginar que realmente pode existir um assassino tão perverso quanto Sqweegel.

O personagem de Sqweegel foi muito bem montado. Gosto muito dos livros do gênero e essa foi a primeira vez em um livro que em momento nenhum eu consegui ter compaixão ou até mesmo torcer por ele. Ele não é carismático como Dexter de Jeff Lindsay ou Gretchen de Chelsea Cain. Sqweegel é apresentado como uma criatura repulsiva e assustadora, como um serial killer deve ser. Do lado da polícia temos Tom Riggins, que é encarregado de encontrar novos agentes para capturarem urgentemente o assassino de grau 26. Mas é de se imaginar que assim que o “alvo” é revelado, ninguém deseja assumir a tarefa de ir atrás de uma figura tão grostesca e brilhante: mesmo depois de anos matando, Sqweegel nunca deixou uma pista sequer para trás, nem um rastro de DNA, pois, ao matar as pessoas ele usa uma roupa de látex branca que tem somente orifícios para seus cruéis olhos negros e narinas. Cliquem aqui pra ver que “gracinha”.

O único detetive que já esteve perto de capturar o monstro, foi Steve Dark, o ‘mocinho’ do livro. Porém, Sqweegel fez de sua vida um verdadeiro inferno, e Dark se aposentou aos 36 anos e jurou nunca mais voltar a exercer a profissão. Mas seu ex-chefe (Riggins) vai até ele, mesmo contra sua vontade, pedir para que ele volte para a caçada, ele recusa a princípio, pois conseguiu sair do fundo do poço e remontar a sua vida. Entretanto, depois de algumas reviravoltas, Dark volta, pois sua vida depende disso, Sqweegel se torna seu maior inimigo, além de ser uma ameaça para a humanidade. A rivalidade entre Dark e Sqweegel, para mim, pareceu bem familiar com a de Sherlock Holmes e Dr. Moriarty. Duas mentes assustadoramente brilhantes, uma contra a outra.

A leitura desse livro foi com certeza a experiência mais diferente que eu tive nos últimos tempos, em relação a literatura. Se você gosta de seriados provavelmente reconheceu o nome do autor, que é nada menos que o criador da série CSI. Ele decidiu fazer dessa trilogia, romances interativos, ou seja, ao longo da narrativa recebemos senhas, que, ao inserirmos no site oficial da série destravamos videos que complementam a história. Achei a ideia incrível e é muito interessante dar uma vida aos personagens e poder associar mais ainda sobre cada um deles através da atuação dos atores. São mais ou menos uns 20 vídeos ao longo da narrativa, alguns mais chatinhos e outros mais reveladores e assustadores, principalmente os que trazem Sqweegel para a tela. Inclusive, um episódio da 11ª temporada de CSI é entitulado de Sqweegel e gira em torno do assassino também.

Apenas como curiosidade, antes de finalizar: Sqweegel, obviamente, não é o nome real do assassino, mas sim um apelido que a polícia deu a ele. E é, ao mesmo tempo, intrigante e nauseante, o motivo desse nome ter sido escolhido.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

15 comentários

  1. A principio tinha desistido do livro, mas agora que li a resenha, vi o livro com outros olhos. Com certeza voltarei a ler ;)

  2. Parece ser bem interessante… vou esperar lançarem os volumes seguintes para aguardar as resenhas… Além disso, o livro tem um preço meio “salgado”.

  3. Adorei a resenha.

    Caracas, este livro está na minha estante me paquerando, mas eu tenho medo dele!!!
    rsrsrsrsrs
    Essa semana me agarro nele.

    Bjoks!

  4. Nossa Déia, pegue ele pra ler o mais rápido possível. É um livro bem pesado, mas vale a pena a experiência!

  5. Meu Deus! Preciso comprar esse livro para ontem!
    Vi que tem o volume dois! Mês que vem serão meus!

    ADOREI

  6. Já entrou pra minha lista de compras. Adoro suspense mais que tudo. E aliás, o novo visual do site está perfeito, parabéns.

  7. O livro é muito bom mesmo e a ideia da interatividade também. Ótima resenha!

  8. Nossa, adorei *–*, mais um livro que vai pra listinha dos desejados.

  9. Estou lendo o livro e achando os “filminhos” horríveis, não gostei dos atores e achei tosco, um balde de água gelada na minha imaginação. A iniciativa é boa, mas merece um capricho maior, tem que ser bem feito.Não estou gostando. Prefiro apenas a leitura.Quem sabe da próxima não ceprichem mais.

  10. Eu simplesmente não consegui desgrudar do livro! Odiei esse tal de Sqweegel a tal ponto de quase participar da caçada dele (rsrsrsrs Sou assim mesmo quando me empolgo com uma leitura!). Agora quero o segundo A Professia Dark. Tomara que seja tão bom quanto primeiro. Aliás, esse Sqweegel, participou de um episódio de C.S.I! Pra quem gosta do estilo, eu super recomendo!!!!!

  11. Nossa, eu quero muito ler… Sei que minha mãe não vai querer… Só lendo sobre os assassinos sitados eu já me prendi, imagina lendo esse livro *_*

  12. UM DOS MELHORES LIVROS QUE JA LI,MUITO BOM PARA QUEM GOSTA DO GENERO TAMBEM RECOMENDO O HOMEM DE GELO E TODOS DE DEXTER,SE ALGUEM TIVER UMA DICA BOA FICO AGRADECIDO!!!

  13. Eu tenho o A Origem e estou esperando chegar A profecia Dark, sou apaixonado por este tipo de livro. A forma como a história é conduzida não deixa você parar de ler. Os capítulos ficam alternando entre a vida do mocinho e a do rival até que os capítulos cruzam as histórias e BANG! Você só vai conseguir parar de ler quando chegar ao fim.

  14. É obrigatório assistir esses vídeos que você citou?
    Ou somente lendo o livro já é possível ter todo o entendimento da história?

  15. Não é necessário assistir aos vídeos, Alex! Eles são apenas um complemento para a história. Só a leitura é o suficiente para entender o enredo ;)

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