segunda-feira, 23/09/2019
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Resenha: “Oksa Pollock e o Mundo Invisível”, de Anne Plichota e Cendrine Wolf

Livro: Oksa Pollock e o Mundo Invisível
Série: Oksa Pollock
Autores: Anne Plichota e Cendrine Wolf
Paginas: 428
Editora: Suma de Letras
Resenhado por: Nanda
Compre: Saraiva Submarino Cultura Fnac Folha Americanas

A jovem Oksa Pollock, de 13 anos, era uma estudante que acreditava ser igual a todos os outros. Em certo momento, aflita com o início das aulas na escola nova, Oksa percebe ser a causa de fenômenos estranhos em seu quarto. Um canto da escrivaninha pega fogo, caixas explodem.

Ela, que sempre sonhara ser uma ninja, descobre que possui dons sobrenaturais. Confusa e aterrorizada, evita comentar esses fatos com outras pessoas.

Estes estranhos acontecimentos vêm acompanhados do aparecimento de uma misteriosa marca em sua barriga. Muito assustada, Oksa conta tudo à avó, a excêntrica Dragomira, que lhe confessa o segredo de suas origens: a família Pollock vem de Edefia, um mundo invisível, escondido em algum lugar na Terra. Oksa descobre ser a Inesperada, a única esperança dos exilados de Edefia de voltarem à terra de origem.

Diante das novidades e da missão para a qual foi escolhida, Oksa não será mais a mesma. Mesmo com a ajuda de seu melhor amigo, Gus, descobre o quanto é difícil conciliar a vida escolar normal e cumprir o seu destino. Neste primeiro volume da série de sucesso na França, Oksa Pollock e o mundo invisível apresenta uma narrativa dotada de fantasia e das contradições vividas por uma jovem que descobre subitamente uma realidade que jamais havia imaginado.

Oksa Pallock é uma garota de 13 anos que se muda da França para Londres com a família (pais e avó) para que o pai realize o sonho de abrir seu próprio restaurante.

No entanto, após a mudança, Oksa tem um primeiro dia de aula difícil com um professor mais que rígido (e misterioso também), um bully (valentão) e passa mal. E é depois desse dia que a garota começa a descobrir que ela possui poderes, que ela é descendente de um povo de um mundo invisível (Edefia) e que sua avó era a antiga rainha desse mundo. Ela também descobre que um vilão tentou assumir o poder e quando sua avó fugiu, o portal entre Edefia e o nosso mundo foi fechado. E Oksa descobre ser a escolhida que permitirá a volta a Edefia e começa o seu treinamento para melhorar suas habilidades com magia, conhecendo criaturas das mais diferentes e descobrindo novas possibilidades e realidades.

Claro que, mesmo cercada de amigos e familiares, os inimigos também estão perto, mais perto do que a menina imagina. Para tentar salvar quem e o que ela gosta, Oksa tem que aprender rápido – para lutar com um inimigo forte, trapaceiro e disposto a tudo para usar os poderes de Oksa de religar o mundo em que vivemos com Edefia para fins condenáveis.

O livro possui um ritmo acelerado de revelações e acontecimentos, sendo, por esse motivo, bem interessante e nada cansativo. Os autores conseguiram incorporar um mundo de fantasias de uma maneira nova (pelo menos para mim), com personagens que são interessantes. E me encantei com a presença das criaturas mágicas, que deixam tudo ainda mais divertido.

Eu adoro descobrir livros de fantasia com protagonistas femininas, e adorei a Oksa, porque ela é independente e curiosa. Oksa, em alguns momentos do livro, pode até ser considerada uma pré-adolescente um pouco “aborrecente” (como a grande maioria) por causa de algumas atitudes suas, mas na verdade, o que ela quer é ficar junto de quem ela goste e quer que essas pessoas sejam felizes – não dá para culpá-la.

A personagem principal é bem próxima da família, incluindo os pais – o que é bem legal, uma vez que a maioria das histórias infanto-juvenis desse tipo mostra meninos completamente órfãos ou um dos pais morreu antes da criança nascer ou um dos pais é distante ou os pais são divorciados. E os poucos amigos que ela possui também são muito importantes – principalmente o Gus (que deve virar o par romântico da garota nos próximos livros).

Aguardo ansiosamente a continuação dessa aventura, que por enquanto tem tudo para entrar no meu hall de séries favoritas.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

4 comentários

  1. Arthur Numeriano

    Não sei. Vi muitas críticas positivas e muitas críticas negativas com relação ao livro. Confesso que a história não me agradou e o marketing excessivo que a Suma está fazendo de Oksa Pollock chega a me irritar, mas estou participando de umas promoções para tentar ganhar o livro. Não compraria definitivamente, mas se eu ganhar o livro, beleza, dou uma chance.

  2. Bruno Camacho Burin

    Concordo plenamente com você, adorei o
    livro (tanto que não parava de lê-lo e acabei com ele em quatro dias)já li muitas resenhas que falam completamente mal do livro, fazendo com que qualquer um odiase o livro, com críticas que o deixam com aparência totalmente infantil
    Eu tambem não vejo a hora de saírem nas livrarias os próximo livros da série!

  3. Bruno Camacho Burin

    Concordo plenamente com você, adorei o
    livro (tanto que não parava de lê-lo e acabei com ele em quatro dias)já li muitas resenhas que falam completamente mal do livro, fazendo com que qualquer um odiase o livro, com críticas que o deixam com aparência totalmente infantil.
    Eu tambem não vejo a hora de saírem nas livrarias os próximo livros da série!

  4. Sinceramente, eu li o livro e achei que as coisas aconteciam com um certo tom de frenesi e previsibilidade. Desde o inicio suspeitei do professor, afinal as autoras não o deram aquele tom misterioso que, na medida certa, deixa o leitor intrigado com o personagem; achei clichê e super forçado o fato de Gus (o amigo de Oksa) se mudar para Londres e estudar JUSTAMENTE na mesma escola que a garota (tipo, que chances tem de isso acontecer na vida real?); o fato de ser incluído vários personagens novos e os já existentes serem esquecidos me deixou irritada (mas com oito anos assistindo Game of Thrones eu já me acho acostumada com isso). Mas, por outro lado, gostei do fato de existirem mil elementos do mundo mágico que deixa a história bem movimentada e interessante (como as plantas, os animais, os objetos mágicos revolucionários) e a inteligência quase inacreditável de Oksa -posso dizer que intencionalmente criada pelas autoras. Mas como um todo, Oksa Pollock não é um livro que eu compraria, mas sim um livro que eu receberia de presente ou ganharia numa promoção.

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