domingo, 23/07/2017
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Resenha: “O despertar”, de Rick Haarig

Livro: O despertar
Série: A herança
Autor (a): Rick Haarig
Páginas: 310
Editora: Subtítulo
Resenha por: Bruna
Compre: Cultura

E se uma em cada cinco pessoas no mundo quisesse matar você? Enquanto a brilhante neurocientista Janine Larsen é convocada para a missão de salvar a vida de um misterioso magnata russo que vive isolado em um local na Sibéria, e que possui uma misteriosa doença que pode provocar instintos assassinos em qualquer pessoa, do outro lado do mundo um homem renasce no corpo de um jovem, com memórias de um outro mundo. Um arqueólogo/apresentador de TV em decadência vê a chance de refazer a sua vida a partir de uma perturbadora foto submarina amadora tirada em um atol nas Filipinas. E um dos mais poderosos homens do mundo está cada vez mais jovem e com pesadelos terríveis noite após noite. O que pode estar ligando e provocando esses acontecimentos ao redor do mundo? E por que agora? A Herança – O Despertar – é o primeiro livro de uma trilogia que atravessa a aurora da humanidade até a possibilidade de um aterrorizante fim. Uma combinação de suspense, horror, aventura e doses de humor ácido que levarão o leitor à uma literal montanha russa.

Atlântida é uma peça publicitária grega.

Com uma capa bonita com um misterioso desenho de um coelho e uma sinopse tão enigmática que não revela muito sobre o enredo: foi assim que esse livro me chamou a atenção. Antes de falar sobre o livro gostaria de agradecer aqui à Editora Subtítulo por ter enviado uma prova desse primeiro livro de uma trilogia para a gente poder analisar e resenhar pra vocês! Mas vamos ao que interessa!

Nesse primeiro volume somos apresentados a vários personagens cujas histórias e vidas vão se intercalando até que o leitor possa montar o quebra-cabeças e ter uma visão geral do que está acontecendo. Os dois personagens mais importantes são Piotr Maglev, um russo e Chevillon, um francês. O primeiro é um homem que está “doente” (entre aspas pois ninguém sabe o que ele realmente tem) e por ser extremamente rico, ele junta uma equipe peculiar para tratar de seu “problema”. Nessa equipe temos pessoas de diferentes nacionalidades com diferentes formações: Chien, uma espécie de segurança/faz tudo; Alice, uma médica; Indar, um espanhol que trabalha como um terapeuta de Maglev; Otto um italiano insano que é segurança e também piloto e atirador profissional e Philips, um arqueólogo australiano. Logo no começo do livro, junta-se a eles Janine Larsen, uma miúda irlandesa que é uma neurocientista.

Acompanhamos a contratação e a chegada de Janine até Maglev, em uma cidadezinha esquecida do mundo bem no interior da Rússia. Ela passa por momentos e processos esquisitos até conseguir chegar a Maglev. Porém quando ela chega na Dacha, local onde Maglev está “internado” e reuniu sua equipe, seu contratante já está em coma. Como eu afirmei, é um grupo no mínimo peculiar, que acaba intrigando muito o leitor conforme vamos avançando na leitura.

Paralelamente acompanhamos a história do francês Chevillon e seus “filhos adotivos” De Gaudin e Bèatrice. Infelizmente é impossível falar da história dele sem soltar grandes spoilers do enredo, então vocês vão ter que ler para conferir! Outra história que corre paralelamente é sobre o nascimento, infância e adolescência de Piotr Maglev, um russo que teve uma vida bem complicada desde o dia em que nasceu, tornando-se órfão de pai e mãe antes mesmo de completar um mês. Acompanhar a história desse homem fascinante explica muita coisa que se passa na atualidade.

A história me conquistou pois achei o enredo intrigante e convincente. Apesar de ter um quê de ficção científica e misticismo acho que a natureza tão real e humana dos personagens ajudou muito a deixar a história verossímil, pelo menos do meu ponto de vista. Me apeguei demais aos personagens, e quando algum deles estava em alguma posição de perigo me via realmente sofrendo junto. Temos uma variedade enorme de personalidades, uma diversificação de opiniões e maneiras de agir e na minha opinião isso só enriqueceu mais ainda a história.

Outro ponto interessante foi o cuidado do autor em escrever sobre um personagem russo e todo o pano de fundo da segunda guerra mundial e do mundo socialista que ele precisou ter cuidado ao documentar a infância do personagem. É muito legal também o fato do leitor ficar na dúvida sobre quem é o mocinho e quem é o vilão até mais da metade da história.

O livro entrega o que promete, temos muita ação – devo acrescentar aqui que o autor não pensa duas vezes antes de matar seus personagens, achei um gesto ousado sair matando assim logo no primeiro livro da série – temos muito suspense sobre a relação entre Maglev e Chevillon e seus estados físicos. Como se a ação e o suspense não fossem suficientes, temos o horror com direito a assassinatos a sangue frio. Eu gostei bastante desse livro, e se tivesse que resumir ele em uma palavra seria diferente. Com um enredo que mistura vários elementos, essa é uma história pra quem gosta de ação e aventura.

Só espero que o livro tenha passado por uma revisão final, pois na prova encontrei vários detalhes que precisavam ser acertados.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

5 comentários

  1. Bom dia! Ao ler a resenha, tive a impressão de que esse livro saí do lugar comum, o que o torna bem interessante. Vou esperar sair a trilogia completa para poder ter uma opinião mais concreta. Beijos

  2. Carolina é bem isso mesmo, o livro sai do lugar comum, e eu gostei dele exatamente por isso. Você pega o livro sem nenhuma expectativa da história que está ali, então ela acaba surpreendendo de alguma maneira.

    Se chegar a ler o livro passa aqui para dividir com a gente o que você achou :)

  3. Pode deixar Bru, que eu passo e comento sim… beijoss

  4. Olá, gostei bastante da história do livro, que te faz querer ler até o fim da história. Porém como você disse há vários detalhes que podiam ser melhorados, como os diversos erros de digitação. Tirando isso, um ótimo livro!

  5. Oi Gustavo, pois é, tinham erros mas eu li a prova do livro, tenho a versão publicada mas ainda não tive a oportunidade de reler o livro, acredito que ele tenha sido revisado antes!

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