segunda-feira, 23/10/2017
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Resenha: “Doce e distante”, de Libba Bray

Livro: Doce e distante
Série: Trilogia Gemma Doyle
Autores: Libba Bray
Paginas: 686
Editora: Rocco
Resenhado por: Patoka
Comprar: Fnac Saraiva Cultura Submarino

Terceiro volume da trilogia Gemma Doyle, Doce e distante traz de volta a fascinante protagonista no centro de uma envolvente trama que mistura segredos de família, sedução e mistério. A história criada pela norte-americana Libba Bray transporta o leitor para a Londres de 1895, numa magistral reconstituição de época, e o conduz por um universo belo e assustador. Neste livro, Gemma, Felicity e Ann estão de volta à Academia Spence e a jovem Gemma terá que decidir em quem confiar para compartilhar a sua magia.

Gemma está de volta à Spence. Depois de passar as férias em Londres com a família, flertar com Simon Middleton, se aventurar pelos becos de ópio para tentar retirar o pai do vício, matar Circe e prender a magia em si, a pequena Gemma, agora com 17 anos, se prepara para seu último ano na Academia. Ano em que todas as meninas deixarão os muros da escola preparatória para serem apresentadas à sociedade em seus melhores vestidos. Em meio a tantos preparativos, Gemma mal se recorda como é nos reinos, já que faz quase 3 meses que ela esteve por lá pela última vez com suas amigas. Ela anseia em voltar, rever Pippa e tentar de algum modo repartir a magia entre as criaturas. Mas algo a impede de voltar. Ela não sabe o que é. A porta para os Reinos simplesmente não aparece. Tudo está calmo demais, Kartik, o indiano que a ajudou com a Ordem não dá as caras faz tempo e suas amigas Ann e Felicity acham que Gemma não tem se esforçado para levá-las novamente aos Reinos. Até que a recosntrução da Ala Lesta na Academia traz de volta alguns mistérios e lembranças, assim como suas visões, que voltam a atormentá-la.

Gemma Doyle é uma das minhas personagens femininas preferida. Ela não é boba e nem boazinha demais. Me divirto com seus pensamentos maldosos sobre as companheiras de Academia e seus status sociais. Ela é perspicaz, esperta e cínica na medida certa, daquelas capazes de te sacanaear na sua frente e você nem perceber. No entanto, sua inocência com o egoísmo das amigas contrabalanceia com as qualidades acima. Desde o primeiro volume que venho esperando por um fora ou um chega pra lá em Felicity e Ann, que parecem só querer a companhia de Gemma quando ela consegue levá-las aos Reinos. Nesse volume isso fica tão nítido que me deu vontade de gritar para ela largar de ser besta e ir pros Reinos sozinha. Mas parece que Gemma também se sente tão solitária que mesmo sabendo que está sendo “usada” faz tudo de bom grado. Fora isso, devo dizer que Libba terminou a série muito bem e deu um final bem inesperado a um dos personagens, fechou os mistérios que envolviam as visões, os poderes, o assassinato da mãe de Gemma e a Ordem. Todos os apectos e comportamento de uma Inglaterra do século XVIII foram narrados com elegância, como a preparação das jovens para a sociedade, a estranheza que os ciganos despertavam, os lazeres como pintura e ópera, o vício do ópio, os casamentos arranjados e os diálogos sempre polidos fizeram com que o leitor, ao longo dos três volumes, conseguisse se ambientalizar e apreciar a história! Apesar de achar que o livro poderia ter umas 100 páginas a menos pela embromação desnecessária em algumas partes, sentirei falta de Gemma e de sua família. Talvez um um epílogo funcionasse bem pra mim, pelo menos para saber que futuro Libba pensou para ela, seu irmão e o Simon Middleton!

Sobre Patoka

Fotógrafa especializada em shows, já captou com suas lentes momentos dos shows várias bandas. Essa paixão por música e fotografia a levou a abrir o CFOS. Quase infartou quando suas fotos apareceram na página oficial do Black Label Society e foram descritas como “killer shots”! Já fez produção de palco em festivais musicais e eventos, mas atualmente prefere deixar isso para os profissonais.

2 comentários

  1. Fiquei bem interessada pela história.

  2. Tenho uma pergunta que nao tem nada a ver com o post. Vcs sabem quais autores vão para a bienal de sao Paulo? Tem alguma idéia se algum autor internacional ira? Principalmente a Cassandra Clare

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