sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “A chave do amanhecer”, de Pedro Terrón

Livro: A Chave do Amanhecer
Série: Kalixti – O Enigma das Sete Estrelas
Autor (a): Pedro Terrón
Páginas: 309
Editora: Primavera Editorial
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino

>Uma estranha peça de cerâmica esconde um livro infestado de antigos mistérios a serem revelados. As velhas páginas guardam com paciência uma história remota que vai mudar a cômoda vida de Dámeris para sempre… Guiada por um manuscrito do século XVIII, a jovem investigadora Dámeris Bossy empreende uma viagem frenética cheia de incógnitas. Uma história na qual a trama central se enlaça com naufrágio de um famoso galeão perdido no Oceano Atlântico: o Santo Cristo de Maracaibo. Uma viagem que a obrigará a ler na memória do seu coração e recordar o passado oculto com Anu: o intrépido guardião de um segredo antiquíssimo. Ali, na mais densa selva venezuelana, descobrirá a verdadeira natureza do amor e da lealdade. Mistério, suspense e ação presos em um labirinto de ruas apagadas pelo tempo, de impaciência para encontrar o verdadeiro caminho para Kalixti, ao reencontro das almas gêmeas.

A chave do amanhecer é o segundo livro de uma trilogia. No seu antecessor, A cidade perdida, acompanhamos Runy quando ele encontra uma joia nas águas do Mediterrâneo, e sua aventura conhecendo vidas passadas e a bela e mística cidade/ilha: Kalixti. Nesse livro, acompanhamos outra personagem que já conhecemos um pouco, pelo menos sua vida passada: Dámeris. Desanimei um pouco quando vi que a história não teria mais Runy como personagem principal, mas o começo da história me intrigou o suficiente para que eu seguisse minha leitura.

Ao se mudar com seu namorado John para a casa antiga dos pais dele, nos dias atuais, Dámeris Bossy, uma arqueóloga, encontra uma estranha peça de cerâmica que esconde um livro infestado de antigos mistérios a serem revelados. As velhas páginas guardam com paciência uma história remota que vai mudar a cômoda vida de Dámeris para sempre. Com a ajuda de seus colegas de trabalho e um estimado professor da sua universidade ela descobre que o manuscrito pertenceu ao século XVIII. Depois de algumas tentativas de assalto por causa do documento, a jovem investigadora empreende uma viagem frenética cheia de incógnitas para a Venezuela em busca de um tesouro perdido. Quando sua vida está em perigo mais uma vez, ela é resgatada e levada para a mística Kalixti.

Essa primeira parte é muito interessante, cheia de ação. Ao chegarmos em Kalixti com Daméris, porém, viajamos com ela para uma de suas vidas passadas para saber mais sobre esse tesouro, e claro, sobre o propósito dela. Vamos então para a época em que ela era Marina, uma filha de importantes espanhóis, prometida em casamento para um dos oficiais da guarda, Olmedo, um homem frio e cruel. Porém, ela acaba se apaixonando por Anur, um índio que é o verdadeiro guardião de um grande segredo.

Essa parte da regressão de Daméris para sua vida como Marina não me agradou muito pois tudo gira em torno do relacionamento dela com Anur e eu não sou a maior fã de livros de romance. Achei desgastante e chato, tanto que demorei muito mais do que o normal para terminar essa leitura, não tinha a menor vontade de pegar o livro pra ler. Pra quem gosta de romance pode ser que o livro seja mais atrativo.

Quase no final o livro engata em um bom ritmo de novo, mas só nas últimas 40 páginas. Assim como seu livro antecessor, temos uma grande mistura de misticismo, lendas, fé e amor. Espero que o livro que fecha a trilogia, A bússola do peregrino seja melhor que esse, com mais ação e passagens interessantes sobre Kalixti e as estrelas de sete pontas que estão perdidas. Comentei em minha resenha do primeiro livro que existiam muitos erros no texto e fiquei feliz em constatar que a quantidade de erros nesse volume diminuiu consideravelmente.

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

Um comentário

  1. que capa linda *o*

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