segunda-feira, 18/12/2017
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Resenha: “Vertigens”, de Roderick Gordon e Brian Williams

Livro: Vertigens
Série: Túneis
Autor (a): Roderick Gordon e Brian Williams
Páginas: 590
Editora: Rocco
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Fnac Travessa

ATENÇÃO! Essa resenha pode conter spoilers se você não seu os livros anteriores: Túneis e Profundezas.

Ao mergulhar num vazio subterrâneo, parece o fim para o jovem Will. Mas é apenas o começo de uma nova e apavorante aventura. Em Vertigens, ele e seus amigos enfrentarão perigosos desafios como as gigantes aranhas carnívoras e os mortais Faróis. E, muito pior, as terríveis gêmeas Styx, com contas a acertar….

Depois de 3 anos de espera, os fãs da série Túneis finalmente puderam colocar as mãos no terceiro volume que conta as aventuras de Will pelo subsolo do nosso planeta. Entitulado de Vertigens, o livro nos leva a uma viagem além das Profundezas, onde até mesmo os colonistas e os Styx sempre julgaram impossível: o Poro.

O livro começa praticamente de onde paramos. Depois do encontro de Will, Chester, Cal e Elliot com as temidas gêmeas Styx e seu batalhão, nossos heróis caíram em queda livre para o Poro. Então, logo de cara temos um novo mundo a ser apresentado dentro do novo mundo subterrâneo da série. O começo do livro me lembrou mundo de quando Will e Chester entraram na Cidade Eterna pela primeira vez. Somos introduzidos então a uma nova personagem: Martha. Ela “mora” no Poro há muito tempo e acaba assumindo o papel de mãe de Will e Chester, enquanto eles tentam cuidar de Elliot que se machucou durante a queda e está entre a vida e a morte.

Se em livros anteriores já tínhamos a dinâmica de acompanhar diferentes personagens em suas jornadas individuais, agora isso fica ainda mais evidente: temos vários pontos de vistas em um mesmo parágrafo, afinal, acompanhamos as dificuldades de Will, Chester e Elliot no Poro; paralelamente temos as peripércias do Dr. Burrows, também no Poro; as gêmeas Styx que, com um último esforço da verdadeira mãe de Will, Sarah Jerome, foram jogadas ao Poro; acompanhamos também Drake e Sra. Burrows em suas vidas na superfície.

Assim como nos volumes anteriores, Vertigens é um ótimo livro recheado de aventuras e reviravoltas que o leitor não espera, mas elas fluem facilmente no enredo. Nada parece ser impossível de acontecer no mundo de Túneis. Apesar disso, o livro também tem o seu lado sombrio, quando aborda os sentimentos humanos de perda, mortes e a guerra eminente. Além disso, o livro também mostra o lado dos Styx na guerra e em sua vontade de exterminar a raça humana, de forma coerente, que inclusive faz o leitor questionar certo e errado.

“Ali, oculto nas sombras, este homem resistente, que sobrevivera a anos de provações nas mãos dos Styx nas Profundezas, desmoronou e chorou. Não suportou a desumanidade do que testemunhava. E não havia absolutamente nada que um só homem contra tantos Styx pudesse fazer para deter a atrocidade.” – pág. 67

A presença maior da Sra. Burrows nesse livro trouxe um maior escape cômico à história; ela agora não é mais a mulher submissa que fica o tempo todo na frente da TV, ela assumiu as rédeas da sua vida e se transformou em uma personagem incrível. Já o Dr. Burrows, pra mim, se transformou em um personagem chato e pedante. O tempo todo pensando somente em si mesmo e no impacto de suas descobertas para o mundo científico lá na Crosta tornou-o cansativo. Já a jornada de Will (ou Seth Jerome, se preferirem) me lembrou muito da jornada do Harry Potter, um jovem que perde todos os entes queridos em um curto período de tempo e, mesmo assim, precisa lutar contra uma força maior, pelo bem da Humanidade.

Valeu a pena esperar todo esse tempo por esse lançamento. A série mantém seu ritmo e continua muito boa, trazendo sempre, revelações inesperadas nas páginas finais, só pra deixar o leitor com aquele gostinho de quero mais… só espero que plmdds! a Rocco não demore tanto para lançar Closer aqui no Brasil! Nossa curiosidade sanidade agradece!

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

3 comentários

  1. Muito boa a resenha! Não conhecia a série, mas agora fiquei com MUITA vontade de lê-la!
    PS: Sinto falta dos Let’s Talk. Eles vão voltar algum dia?

  2. Arthur Numeriano

    Eu adorei o terceiro livro, apesar de achar o mais fraco dos três lançados no Brasil até agora. A viagem subterrânea, que é fantasiosa, eu sei, acabou trazendo algumas coisas viajadas demais! Um sol dentro da terra, animais vivendo num paraíso intocado? Não me agradou.

    Entretanto, o livro mantém os mesmos bons elementos que me fizeram gostar tanto da série nos primeiros dois livros. Espero que a Rocco dessa vez não demore a lançar Closer, como aconteceu com Freefall.

  3. Pois é Arthur eu também achei o livro “fantástico” demais e demorei um pouco mais pra terminar a leitura dele do que dos outros, mas não tem como não gostar pois eu me apeguei aos personagens!

    E que Freefall chegue logo! Estamos na torcida!

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