domingo, 15/10/2017
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Resenha: “Jogada mortal”, de Harlan Coben

Livro: Jogada mortal
Série: Myron Bolitar
Autor: Harlan Coben
Páginas: 256
Editora: Arqueiro
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura Fnac Folha Travessa

Depois de ver sua carreira no basquete profissional chegar ao fim antes mesmo de começar, Myron Bolitar trabalhou para o FBI, formou-se em direito em Harvard e hoje está à frente de uma agência de representações esportivas, que toca com a ajuda da grande amiga Esperanza. Tudo parece ir bem até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes pelo assassino. Myron não imagina por que Valerie foi atrás dele, mas se sente culpado por não tê-la encontrado a tempo. Para piorar, seu cliente mais importante, o tenista Duane Richwood, se torna o principal suspeito do crime. Em busca da verdade, Myron descobre que a jovem vinha sendo assediada por um fã obcecado desde o início da carreira. Além disso, seis anos antes, ela estava prestes a ficar noiva do filho de um senador quando o rapaz foi morto sob estranhas circunstâncias. Enquanto tenta desvendar o assassinato da tenista, Myron se tornará um obstáculo para os interesses da máfia, de um político poderoso e de uma família influente. Agora ele e as pessoas que mais ama podem ser as próximas vítimas.

“Estava prestes a ganhar sua primeira partida em um torneio Grand Slam quando houve o disparo.” – pág. 13

Seguindo a temática do esporte tênis do livro anterior, Quebra de confiança, Jogada mortal apresenta ao leitor a personagem de Duane Richwood, um jogador com um possível futuro brilhante à sua frente – apesar de ser negro, pobre e de não ter sido instruído a se tornar profissional do esporte desde que era jovem, como geralmente acontece com os campeões do tênis. Duane, claro, é cliente do jovial e intrometido Myron Bolitar. Tudo parece ir bem para Duane até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes por seu assassino. E o pior: todas as pistas que a polícia encontra indicam Duane como principal suspeito, mesmo ele estando diante do olhar de vários espectadores durante a partida.

Myron, com sua enorme necessidade de ir atrás da verdade e descobrir o envolvimento de seu cliente com sua ex-futura cliente, assassinada friamente com um tiro no meio de uma multidão, acaba pedindo ajuda do fiel Win e da sua assistente Esperanza para descobrir o que realmente aconteceu. Assim como em livros passados, o enredo está recheado de pessoas envolvidas que não contam toda a verdade. O desafio de Myron não é descobrir quem está mentindo ou omitindo algo, mas sim descobrir o que a pessoa está escondendo e o porquê disso. Conseguir informações parece impossível e todos pedem que Myron se afaste da investigação, para que mais ninguém sofra com o que aconteceu, inclusive um senador corrupto e a máfia.

Porém, Myron insiste e acaba descobrindo a conexão entre os dois jogadores Duane e Valerie: um assassinato em um clube há seis anos. Apesar de todas as reviravoltas, Jogada mortal não me prendeu tanto como os livros anteriores por ter um enredo mais óbvio. Depois de ter lido mais ou menos metade do livro eu já tinha uma boa ideia de como seria o desfecho do livro. Talvez por ser um dos primeiros livros da série, achei que a história não foi tão bem articulada e ela me lembrou muito do enredo do livro anterior, Quebra de confiança. Mas não se enganem, o livro ainda é muito bom e um ótimo entretenimento! Ele só não figura entre os meus favoritos da série.

Como sempre o personagem que mais me cativa é Win. Com sua cara (e conta bancária!) de mauricinho, ele engana muito bem a todos. Faixa preta em Tae Kwon Do, Win tem uma visão peculiar sobre assassinos, algo na linha “eles não vão mudar, então mate-os antes que eles te matem ou matem outras pessoas”. É um pensamento um tanto quanto radical, e a personagem tem consciência disso, deixando algumas vezes a resposta no ar, quando Myron pergunta qual foi o final de alguns pilantras dos quais ele “deu conta”. Não é de se adimirar que praticamente todo mundo o odeia nos livros, mas eu o adoro!

Como sempre, Harlan Coben sabe a mistura certa entre o mistério e o humor. Sempre dou risadas ao ler os livros dessa série!

“Mais adiante na rua, uma mulher pálida com um megafone anunciava ter se encontrado com Jesus. Ela entregou um panfleto a Myron.
– Jesus me mandou voltar com essa mensagem – disse ela.
Myron assentiu e olhou para as manchas de tinta no papel.
– Pena que ele não lhe deu uma impressora decente.” – pág. 205

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

3 comentários

  1. pq vcs pararam com o let’s talk???

  2. Adorei a resenha e ficoi morrendo de vontade de ler algo desse autor, mas não sei por onde começar. São tantos livros que acabo me perdendo na ordem. Rsrsrsrsr

  3. Olha Déia, os livros estão sendo lançados fora de ordem aqui mesmo. Eles começaram pelos mais novos (Quando ela se foi e Alta tensão) e depois começaram a lançar os livros mais antigos, começando pelo primeiro da série. Eu li na ordem de lançamento e não me perdi, mas se vc quiser começar pelo primeiro é só começar por Quebra de confiança e depois, Jogada mortal. ;)

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