sexta-feira, 20/10/2017
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Resenha: “Delírio”, de Lauren Oliver

Livro: Delírio
Série: Delírio
Autor(a): Lauren Oliver
Páginas: 342
Editora: Intrínseca
Resenha por: Karol
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Folha

Acharam que amar era algo sublime. Mas isso foi antes de encontrarem a cura. Ouvi muitas vezes que quando eu fosse curada do amor ficaria feliz e em segurança para sempre. Eu acreditava nisso. Antes. Agora tudo mudou, e posso dizer que hoje prefiro sofrer de amor por um único milésimo de segundo a viver cem anos reprimida por uma mentira.

Quem nunca sofreu de amor? Acho que todo mundo! E não digo só amor de casal, mas amor de família, amigos, pelo seu animal de estimação… não importa muito que tipo de amor você tenha, no final das contas ele, um hora ou outra, vai te fazer sofrer por algum motivo. Pode ser uma briga com os pais ou com seu melhor amigo, o fim de um namoro, a ânsia de um que está começando, a morte de um bichinho, não importa, ele ao mesmo que te faz bem, pode te levar a loucura em questão de segundos e o mundo inteiro a sua volta vai continuar como se nada tivesse acontecido.

Já vi de tudo nessa vida, e eu (pelo menos do meu ponto de vista) já sofri demais, muito mesmo, por causa de namorado e cada vez que esse sofrimento aparecia, ele se mostrava maior, pois se juntava com o famoso ‘de novo! Não acredito! Só comigo mesmo!’ e aí, confesso que já pensei inúmeras vezes em como seria extremamente genial se alguém pudesse tirar isso de dentro de mim, o amor. É isso que a Lauren Oliver fez na série Delírio, e foi exatamente isso que me fez querer tanto ler esse livro, ela leu a minha mente! hahaha

No começo do livro pensei que era uma ótima ideia, que lindo seria um mundo onde o amor pudesse ser curado e ninguém sofresse dele. Teria sido de grande ajuda na minha vida, pelo menos. E é assim que pensa a protagonista dessa série, Lena. Ela está se formando na escola, tem quase 18 anos, que é quando todos recebem a ‘cura’. Antes disso, se feito, os efeitos colaterais podem levar a loucura, cegueira e mais um monte de outras coisas. E a gente bem sabe que para impedir um adolescente de se apaixonar até os 18 anos é praticamente impossível, então o governo criou certas barreiras na sociedade. Escolas não são mistas, existe um toque de recolher às 8 horas da noite e quem o desobedecer sofre graves consequências, a cidade é cercada por cercas elétricas, garotos e garotas não podem se falar ou se encostar, se forem pegos fazendo isso, podem ser considerados doentes, sofrerem a cura antes do tempo, serem presos e até mesmo executados. Até mesmo carinho mais do que o ‘normal’ de uma mãe com um filho pode a levar a morte.

Lena mora em Portland com sua tia e primas. Seu pai morreu quando ela ainda era um bebê e sua mãe se suicidou por sofrer da doença do amor. Sua família não tem uma reputação muito boa, o que faz com que ela tenha apenas uma amiga de verdade, Hana. O livro começa com as duas se preparando para o dia da avaliação, onde serão testadas e, só depois disso, passaram pela intervenção e pareadas com seus futuros maridos. Com sorte, alguns podem ir para a faculdade antes de se casarem, e esse é o sonho de Lena. Ela deseja ser diferente da sua mãe e anseia pelo dia em que não precisará mais se preocupar em não ficar doente e poder ir sem preocupações estudar na faculdade.

Tudo muda quando no dia da avaliação algo bizarro acontece. Os Inválidos (pessoas que moram na Selva que existe ao redor da cidade e não foram curados) e os simpatizantes ( pessoas que já curadas ainda se opõem à cura) armam um ataque e a avaliação de Lena não acontece como deveria. Depois desse dia, desse ataque, tudo muda na vida de Lena. Ela começa a ver a sociedade e o amor com outros olhos, e eu também comecei.

As pessoas ao perderem o amor perdem muitas outras coisas, o mundo se torna seco e mentiroso. Em cada segundo do livro me identifiquei muito com Lena, primeiro em busca da cura, depois das dores causadas pelo amor que, apesar de às vezes nos fazerem sofrer, são necessárias e, soando meio masoquista, deliciosas.

Só posso terminar a resenha dizendo que vale muito ler esse livro e parar para pensar em tudo que nós temos, amamos e às vezes nem percebemos. Amo demais minha família, meus cachorros, meus amigos e meu namorado lindo! Viver sem isso, apesar de no passado ter me causado dor, agora parece inimaginável. O livro mudou minha cabeça, que é bem dura, e me deixou chorando nas últimas páginas. Cadê a continuação?! Tô sofrendo de curiosidade e pra isso não tem cura!

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

7 comentários

  1. Marialina Fernandes

    Simplesmente amei esse livro. Eu acabei lendo ele em um momento da minha vida em que realmente cheguei a pensar que tirar o amor seria genial rs Adorei e super recomendo.

  2. Oi, já faz um tempo que visito seu blog e adoro suas resenhas e marca todos os lançamentos na minha listinha…
    esse já faz parte da minha lista, parece muito legal

  3. O segundo livro faz você chorar muito mais!

  4. Vanessa Grandin

    Eu adorei demais esse livro e não vejo a hora da continuação ser lançada ….

  5. Livro perfeito, muito bom! A gente não consegue parar de ler, eu li em dois dias!

  6. neli r.j. conte

    pela primeira vez nesta página e fiquei intrigada ,tenho o livro Delírio de G.H.Ephron e Desaparecidas de Tess Gerritsen…

  7. Chorei baldes lendo esse livro.

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