domingo, 15/10/2017
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Resenha: “Puros”, de Julianna Baggott

Livro: Puros
Série: Puros
Autora: Julianna Baggott
Paginas: 366
Editora: Intrínseca
Resenhado por: Nanda e Nina
Comprar: Saraiva Submarino Cultura Fnac Travessa

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.

Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse.

Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.

Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

Imagina a bomba nuclear de Hiroshima e Nagasaki, no mundo inteiro… algumas pessoas foram para um porto seguro (nos EUA) chamado Domo e outras sofreram as consequências. As pessoas que não foram protegidas, devem conviver em um mundo destruído, com mutações e rebeldes ameaçando a segurança dos sobreviventes, todos os dias. Ahn, como se não fosse ruim o suficiente, os sobreviventes possuem queimaduras e foram fundidos com objetos e até outros seres vivos.

A história começa com Pressia, uma menina que tem uma cabeça de boneca fundida com sua mão. Bem próximo de completar dezesseis anos, ela teme ser recrutada – a força – pelo exército rebelde (OBR), ter que abandonar o avô e ainda tenta sobreviver no mundo destruído.

Depois somos apresentados a Partridge, um menino do Domo, cujo o pai é importante no estabelecimento desse ambiente seguro, e é considerado um puro – alguém que não sofreu com as explosões (não possui nenhuma cicatriz, queimadura ou foi fundido). Ele deseja sair do Domo para tentar descobrir se sua mãe continua viva.

O destino dos dois se cruza quando Partridge consegue sair do Domo e Pressia decide ajudar o menino em sua busca por sua mãe. Com a ajuda de outra pessoa, Bradwell (um menino com grande potencial para promover uma resistência e que foi fundido a pássaros – e que de alguma maneira atrai Pressia), os três se envolvem em uma arriscada missão – que inclui Pressia sendo capturada pela OBR, Bradwell e Partridge quase morrendo, dentre outras coisas.

Também conhecemos ao longo do livro El Capitán (que faz parte do exército rebelde e foi fundido ao irmão) e Lyda (uma garota do Domo apaixonada por Partridge e que acaba sendo castigada por isso).

São quatro personagens bem diferentes, mas é difícil perceber a mudança na narração de um personagem para o outro (principalmente porque a história é em terceira pessoa) e isso deixa a história um pouco confusa – em alguns momentos, só consegui distinguir quem era o centro do capítulo (ou deveria ser) pelo título do mesmo, que tem o nome do personagem que está narrando até mais destacado que o nome do capítulo. Para ser sincera, acho que o maior problema é que não consegui me prender a nenhum personagem – nenhum me conquistou de verdade. O fato é que a autora não se prende a um personagem, pra tentar dar mais dinamismo à história e mostrar os diversos cenários e perspectivas. A ideia é contar a história de pessoas, e não do lugar, mas ela acaba não criando uma identidade com as pessoas; e os personagem não são do tipo carismático, que conquistam a simpatia através de sua história.

Admiro a autora por tentar criar um livro de ficção diferente a partir de algo tão aterrorizante quanto as explosões nucleares, mas achei o livro cansativo. Talvez eu gostasse mais se Bradwell fosse um dos narradores, ou talvez a história seja tão pesada e cheia de referências mais tristes que simplesmente dá vontade de largar o livro. Os momentos que supostamente seriam bem-humorados beiram o sádico.

Provavelmente a história deve ter algumas reviravoltas, como a ligação entre Pressia e Partridge revelada no final desse primeiro livro, mas eu não sei se os próximos livros poderão me surpreender ou se eles serão mais previsíveis… espero que os próximos livros me deixem mais ansiosa pela continuação da série.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

7 comentários

  1. Ana Paula H.

    Confesso, essa parte do cara fundido a pássaros, a menina com uma cabeça de boneca fundida na mão, e o outro ao irmão, isso me assustou ‘-‘ Mas não vi mesmo pessoas falando bem sobre esse livro, o que logo me fez desistir de querer lê-lo, até porque achei que era só mais uma distopia pra entrar na onda das outras. A ideia até que é legal, mas pelo visto, a autora não soube evoluir, o que é uma pena :/

  2. Agora fiquei triste
    adoro ler mas todo mundo esta dizendo q o livro e ruim
    mas gosto nao se dicute
    espero que a autora consiga melhorar

  3. Ana Carolina

    Quem disse q esse livro era ruim?? ele é maravilhoso!!mas como disse a meirellle gosto não se discute

  4. o livro é muito bom e viciante, eu recomendo para quem gosta do ambiente de guerra e mistérios.

  5. O livro é bem chatinho no início e bastante confuso, mas com o passar dos capítulos ele vai ficando cada vez mais intessante e legal. Ele é realmente bom, não julguem o livro só pela opnião das pessoas, leia ele e tire suas próprias conclusões.

  6. Chato ou legal ….não é o livro…são atribuições completamente subjetivas que damos a ele…então meninas não briguem…o que uma hora é chato em outra hora pode não ser mais…bjs…

  7. Mônica Oliveira

    Eu li e gostei, claro que é um pouco forçado, mas eu adoro um romance e um suspense, então, estou esperando para ler os próximos.

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