sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “Rebeldes”, de Sandra Carneiro e Bento José

Livro: Rebeldes
Série: Trilogia da Luz
Autor: Sandra Carneiro e Bento José
Editora: Vivaluz
Páginas: 270
Resenhado por: Karol
Comprar: Saraiva Cultura

Rebeldes, o primeiro volume da Trilogia da Luz, de Sandra Carneiro e Bento José. Explore esta história de realismo espírita e fique frente a frente com a verdade. Muitas vezes a realidade que não enxergamos é mais incrível do que a ficção. Serginho, o protagonista, é um jovem inteligente e cheio de atitude, que namora Paula. Juntos planejam os detalhes do primeiro show da sua banda. Estão todos prontos para a sua festa de 18 anos, quando o inesperado muda tudo radicalmente. De súbito ele se descobre em um mundo diferente, imprevisível, inexplicado. Um lugar onde não quer estar… Porém, mesmo contra a sua vontade, uma nova e fascinante experiência está começando.

Antes de tudo, e mais importante ao fazer uma resenha de um livro com uma crença tão óbvia, peço a mente aberta. Muitos podem torcer o nariz ao ler o termo “realismo espírita” na capa, mas o livro vai muito além disso. Quando peço mente aberta, é porque percebi, ao chegar no final desse primeiro livro da trilogia, que ele vai muito além do fator crença; é um livro com uma história intrigante e muito bonita. Aos de crenças diferentes, acho que ‘Rebeldes’ pode ser um ótimo livro de ficção. Se você é capaz de se prender à um livro sobre um bruxo quase morto quando era bebê que mora em baixo de uma escada, ou à uma nerd desajeitada que se vê em um triangulo amoroso com um vampiro e um lobisomem, a vida após a morte é fichinha de se comprar a idéia, não é?!

Dito isso, vamos ao enredo. Serginho é um adolescente típico. Mora em São Paulo com a sua família, tem uma banda, uma namorada e, apesar de se dar muito bem com seus pais, compra uma briguinha de família quando insiste que precisa comprar uma moto, mesmo sabendo que falta pouquíssimo para o seu aniversário de 18 anos. Não tem nada de nerd que se apaixona pelo melhor amigo, ou qualquer tipo de clichê de um livro teen, mas que fica óbvio que foi escrito voltado para esse público. Se você já deixou de ser teen, não se preocupe, o livro continua sendo interessante e ouvi ótimas ‘críticas’ de adultos que o lerem, incluindo eu mesma que tenho idade de adulta mas mente de adolescente.

Eu vejo esse primeiro livro como um grande ‘prólogo’ para o que vem a seguir. Sem ele você não entende muita coisa, mas a ação mesmo começa quando chegam as últimas folhas do livro, te fazendo querer devorar o mais rápido possível o segundo livro da série, ‘Iniciação’.

Muitas vezes o livro me lembrou a série Riley Bloom da Alyson Noel, então, vocês já podem ter uma ideia de quanto a trilogia não deixa a desejar aos best-sellers estrangeiros. Ele te prende, você se conecta com o personagem principal pois, ele é como você, vive na sua realidade brasileira e não tem super poderes.

Muitos termos espíritas são citados no livro, mas todos de forma bem explicada, para que os que não dividem da mesma opinião possam acompanhar a história sem problema algum. No caso de interesse pelo assunto, ao final do livro você encontra uma espécie de dicionário, que explica mais detalhadamente o que você tenha interesse em saber.

Ao que tem a mesma crença apresentada no livro, e eu, e está acostumado com romances espíritas que possam ser um pouco cansativos, e desinteressantes para jovens adultos, a ‘Trilogia da Luz’ é um dos inúmeros livros da Editora Vivaluz que toca no espiritismo sem parecer uma coisa maçante, uma lavagem cerebral, e tudo com um toque de modernidade e uma história que interessa gregos e troianos de todas as idades. Um livro rapidíssimo de ser lido e com uma história super bacana e intrigante. Boa dica para as férias!

Sobre Karol

Atriz ruiva tão viciada em Shakespeare que foi até parar lá no palco do Globe Theatre de Londres de tanto que encheu o saco! Sem papas na língua,que sempre dá preferência a livros históricos e com culturas diferentes. Não leu Harry Potter ou Senhor dos Anéis, jogou Crepúsculo longe no meio do segundo livro mas é capaz de devorar qualquer livro que contenha um rei, um indiano ou um espírito no meio. Estranha, usa personagens românticos como referencia quando briga com o namorado, transforma tudo em um drama histórico e deseja silenciosamente transformar todos os livros que lê em filme.

Um comentário

  1. Adorei a resenha!! Já tinham me falado muito bem desse livro, mas agora que li a resenha, vou começar a ler hoje mesmo!! Obrigada =D

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