segunda-feira, 18/12/2017
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Resenha: “Toda sua”, de Sylvia Day

Livro: Toda sua
Série: Trilogia Crossfire
Autor(a): Sylvia Day
Páginas: 280
Editora: Paralela
Resenha por: Nina
Comprar: Saraiva Cultura E-book Submarino

Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela — e provavelmente qualquer outra pessoa — já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer — e é claro que Eva acaba se entregando.

Uma relação intensa começa. O sexo é incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam — o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado.

Antes de começar a falar do livro, é IMPOSSÍVEL ler Toda Sua e não compará-lo a Cinquenta Tons de Cinza. Simplesmente impossível. Mas calma, vamos chegar lá…

Eva Trammel é uma mulher bem resolvida com a própria vida. Não precisa de ninguém por ela, a não ser seu porto seguro, seu amigo Cary.Recém formada, ela se muda para o outro lado do país, com a chance de trabalhar numa grande empresa. Ao visitar o prédio onde vai trabalhar (ela queria calcular o tempo que gastaria de corrida de casa para o trabalho), alguns acontecimentos a levam a cair literalmente aos pés de um poderoso magnata, que, se não bastasse ser rico, é também lindo, charmoso, gostoso e misterioso. Alguma semelhança até então? ;)

Confesso que os dois primeiros capítulos me deixaram bastante desapontada. Eu já havia lido Cinquenta Tons de Cinza, e não queria ler uma outra versão dele. Mas é aí que a coisa fica interessante.

Sylvia Day tem uma escrita muito mais profissional que a E.L. James, pela sua experiência com a escrita e diversos livros publicados. Ela soube explorar melhor as fraquezas e virtudes de cada personagens e torná-los ainda mais humanos e suscetíveis às emoções, medos e anseios, do que os personagens do livro em comparação. As temáticas que ela aborda são fatos tão corriqueiros na nossa realidade, que te fazem pensar se não existe uma Eva ou um Cary perdidos pelo mundo…

Eva tem seus próprios traumas, como por exemplo, ter sido abusada sexualmente durante a infância e ter de conviver com a mãe superprotetora. Ela tem suas inseguranças, e métodos próprios de lidar com toda a carga emocional depositada nela. Ela tem no execício físico uma forma de esvaziar a cabeça, esquecer os problemas que a afligem. Além de lidar com as próprias emoções, Eva também tenta ajudar seu amigo, um promissor modelo com histórico de abuso parecido com o dela, que foge dos relacionamentos que o envolvem emocionalmente.

Gideon Cross também poderia ser um magnata qualquer em Nova York. Ele é bonito, bem sucedido, distante da família. Mas ao contrário de Christian Grey, boa parte da sua vida é domínio público: o pai era um empresário golpista, que ao ser descoberto, deu fim à própria vida, deixando a família com a vergonha. É sempre visto em companhia de belas mulheres em vários eventos sociais, mas até onde se sabe, não tem nenhum relacionamento sério. Mas ele também tem seus mistérios e traumas.

O encontro dos personagens principais (e eu não me refiro à queda à la Ana Steele do início do livro) é algo extremamente carnal, pois ambos precisam se afirmar dominantes perante determinadas situações, e esse papel de hora dominador, hora dominado é conflitante e os fazem passar por brigas sem sentido, ciúmes, reconciliações um tanto violentas e a sensualidade é o ingrediente principal de todo o romance.

Acredito que o fato da autora aproximar tanto os personagens dela com a realidade que atinge várias pessoas, ela conseguiu dar mais credibilidade para sua história, fato que foi pesadamente criticado em Cinquenta Tons de Cinza.

Em suma, com uma escrita mais trabalhada, uma edição bastante profissional, uma forma mais adulta de trabalhar o sensualismo e erotismo, Toda Sua tem todo um enredo que pode vir a ser mais explorado e ser bastante comercial, agrandando não apenas o público feminino.

Uma única crítica que eu tenho a fazer é a forma como o erotismo tem sido trabalhado nesses livros. Nisso, eu acho que eles fogem um tanto da realidade. Claro, existem mulheres que são sensíveis ao ponto de chegarem ao orgasmo apenas com um aperto de mão, mas a maioria arrasadora das mulheres demora séculos e séculos para entrar no clima. É EXTREMAMENTE distante da realidade o quanto essas mulheres são atingidas por orgasmos violentos, e espasmos, e emendam em convulsões de prazer múltiplas continuas. O mundo seria mais feliz se mais mulheres fossem como Eva Tramell.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

11 comentários

  1. ELIANA VITAL

    Nunca li uma frase tão correta na minha vida!!!! É EXTREMAMENTE distante da realidade o quanto essas mulheres são atingidas por orgasmos violentos, e espasmos, e emendam em convulsões de prazer múltiplas continuas.” KKKKKKKKKK e fiquei curiosa quem mulher chega ao orgasmo com o aperto de mão? ????????? gente se perde o melhor da festa!!!!

  2. Amei este livro e o segundo e estou doida pela continuação dele, otima escrita.

  3. Sinceramente odiei Toda Sua. O teor erótico não me incomodou, mas sim a vulgaridade com que é descrito. A falta de poesia, e uma escrita pobre sobre uma mulher rasa que se apaixona sem razão aparente além do sexo por um homem problemático e arrogante. A autora tentou dar um drama e uma profundidade para a Eva colocando o fato dela ter sido abusada, mas isso só prova a falta de noção. Pois eu duvido que mulheres que foram estupradas durante anos sejam tão fáceis como ela.

  4. “‘É EXTREMAMENTE distante da realidade o quanto essas mulheres são atingidas por orgasmos violentos, e espasmos, e emendam em convulsões de prazer múltiplas continuas.” Acho que alguém não tá comparecendo… rsrsrsr
    Mas é surreal quantos orgasmos essa mulher tem, desde a minha adolescencia eu nao tenho uma vida sexual tão acalorada como a da Eva.

  5. Já li e não gostei, provavelmente não vou continuar a acompanhar a série, acho que cinquenta tons tem mais romance, é a impressão que eu tive, que o relacionamento deles em toda sua é somente carnal, eu concordo plenamente com a opinião da Bianca ai em cima.

  6. Sofia Tarantino

    Gostei de “Toda Sua”, mas ainda prefiro “50 tons”.

    Ah, mas dentro dessa nova febre de romance hot, eu recomendo um nacional “Redes Sensuais”. Ele me tocou por ser mais real e pela trama mais elaborada sem deixar de lado o erotismo.

    Eu fiquei sabendo deste livro pelo Facebook e comprei pela internet, mas agora apareceu uma versão gratuita aqui neste link http://ge.tt/78mDJLP. Quem curte esse tipo de romance vale a pena conferir. *-*

  7. Eu concordo com a Bianca e Valentina em alguns ponto. Umas das coisas que me decepcionaram no livro foi a vulgaridade dele, só porque é romance hot não significa que precise de palavras chulas como o livro tem. E o relacionamento deles é puramente sexual, apesar da Eva afirmar que não conseguiria se relacionar com um homem puramente com sexo, mas até o final do livro a gente não sabe (e nem a Eva) praticamente nada sobre o Gideon, não sabemos nada sobre os traumas dele, dos antigos relacionamentos, dos gostos, de nada… eu achei a personagem Eva mais profunda e mais resolvida do que a Anastacia, mas em contrapartida o Gideon não se compara, nem chega perto do Christian. O Christian é muito mais profundo emocionalmente, pq nós conseguimos ver suas cicatrizes e como elas se refletem no relacionamento dele com a Ana, e é bonito de ver como ele se doa por ela, justamente pq a gente sabe como é dificil para ele. O Gideon, o que sabemos dele? nadinha… espero que isso seja abordado nos outros livros e que ele crie mais profundidade. Só vou continuar com a saga por curiosidade p saber o que aconteceu com o Gideon, mas não foi um livro que me prendeu. Prefiro 50 tons e o lindo do Grey! :D

  8. Mariana Fagulhes

    Finalmente alguém falou de “Redes Sensuais” então não estou ficando louca!!! Porque este livro só eu conheço, ninguém nunca ouviu falar. O problema é que trata-se de uma história com sexo sim, só que é bem mais intrigante e exige mais atenção (e inteligência) do leitor. Não sabia da versão gratuita comprei o meu pela internet ao ver a indicação em um blog e adorei!!!!
    Quanto ao “Toda Sua” a resenha é boa mas estou na dúvida. Preciso de algo forte, mas que tenha a ver com a minha realidade. Conto de fadas já passei da idade… e estou correndo de estereótipos…

  9. Li o livro e não gostei muito, achei que a escritora deveria ter feito uma historia mais original. O começo do livro praticamente um plagio do 50 tons, e ralmente a forma como as cenas de sexo são descritas de forma vulgar. Pra mim não chaga nem aos pés do 50 tons de cinza.

  10. Eu ri do finalzinho “O mundo seria mais feliz se mais mulheres fossem como Eva Tramell”. E eu concordo com você. Nem tudo nos livros é um retrato fiel da realidade. E, convenhamos, há um certo limite para essa aproximação do ficcional com o real.
    Por exemplo, a “doença” do Gideon, segundo o que eu pesquisei por aí, é muito mais um problema neurológico do que psicológico, ou seja, os traumas dele teriam pouca ligação com seu problema. Mas que graça isso teria?
    Sobre “Cinquenta tons de cinza” eu devo dizer que E.L. James escreveu uma fanfic de Crepúsculo que ficou famosa, mexeu aqui e ali, e disse que era uma original. Okay, não sou contra fanfics e não estou aqui para falar mal de Crepúsculo. Eu não gostei de “Cinquenta tons de cinza” e não foi pelo sadomazoquismo, ou pela péssima construção dos personagens, foi basicamente pelo “Clube das ex-namoradas de Christian Grey” e pelo carinha que era chefe da Ana e que eu esqueci o nome. O enredo do livro é péssimo!!!
    Mas, quando eu me arrisquei a ler outros títulos eróticos, antes de chegar em Toda Sua, vi que “Cinquenta tons de cinza” não era o pior que o mercado tinha a oferecer. Já leu Luxúria? É lamentável. Ou qualquer um dos livros da sequência… me deu saudade de Christian Grey e Anastasia Steele.
    Até que eu encontrei Toda Sua e, embora o gênero erótico não seja mais a minha desde que parei de ler Sabrina, Julia e Bianca – e faz muito tempo, achei que há uma luz no fim do túnel. Eu não sei bem explicar o que é, mas eu fiquei realmente envolvida na série, até nas suas falhas, que eu finjo não notar… e estou louca para ler os dois livros da sequência Para sempre sua. Eu só queria que os títulos dos próximos em português fossem melhor do que os anteriores: “Toda sua”, “Profundamente sua” e “Para sempre sua”. Sério, não consigo ver muitas possibilidades depois dessas… =/
    Boa resenha, aliás… :)

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