sexta-feira, 15/12/2017
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Resenha: “A profecia dark”, de Anthony E. Zuiker & Duane Swierczynski

Livro: A profecia Dark
Série: Grau 26
Autor: Anthony E. Zuiker & Duane Swierczynski
Editora: Record
Páginas: 375
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Cultura

Atenção, essa resenha pode conter spoilers para quem ainda não leu o primeiro livro da série!

Os representantes da lei sabem que assassinos são categorizados em uma escala de 25 graus de perversidade, desde os simples oportunistas do grau 1 aos torturadores metódicos do grau 25. O que quase ninguém sabe é que uma nova categoria de assassinos acaba de surgir. Apenas um homem é capaz de detê-los.

Seu alvo: assassinos de grau 26.
Seus métodos: tudo o que for preciso.
Seu nome: Steve Dark.

Pra quem gosta do tema serial killer, a série Grau 26 é uma das melhores e mais bem escritas que existem no mercado literário. Começamos essa trama cinco anos depois de Steve ter eliminado o assassino de grau de perversidade 26, Sqweegel, que matou a mulher de Dark, deixando ele e sua recém nascida filha sozinhos do mundo. Dark está cada vez mais paranoico e se afasta da sua carreira na policia para ser um bom pai. O problema é que ele acaba não sendo um policial e muito menos um bom pai, sendo que a sua filha mora com os avós.

Mas não é porque Dark se “aposentou” que os assassinos de grau 26 vão parar. O antigo chefe de Dark, Riggins é acionado por ninguém menos que o Secretário da Defesa, que lhe pede para que cuide pessoalmente de um novo caso. Em casos assim, ele acionava Dark, mas agora isso mudou, então um outro agente, Paulson, é enviado para investigar o assassinato. Enquanto isso uma misteriosa mulher aparece na vida de Dark, instigando-o a continuar caçando assassinos, mas por caminhos alternativos, dando suporte para que ele continue a caça-los mesmo fora da lei. Eis que então as investigações acontecem paralelamente até uma reviravolta acontecer e Dark acabar se tornar um dos principais suspeitos dos assassinatos.

Nesse livro nós já conhecemos a personalidade do persongem principal e sabemos como ele age e reage. Sua mente continua afiadíssima e o tempo todo somos levados a lembranças de Sqweegel. O monstro marcou não somente o personagem, mas a mim também, pois só de ver o nome deles nas páginas dá pra sentir um arrepio na espinha. O que eu gostei bastante nessa continuação é que desvendamos muito mais sobre o passado de Dark e sua vida pessoal, como por exemplo, como ele acabou entrando para a divisão de Crimes Especais e isso tudo influencia muito no homem que ele se tornou hoje e do que ele tem medo de se tornar.

“Por quanto tempo você planejou isso? Só pode ter sido planejado. As cordas, a porta trancada, a maneira rápida e metódica com que as atacou e as dominou.” – pág 116

Para ocupar o espaço deixado por Sqweegel temos nesse volume o Assassino do Tarô. Ele ganhou esse apelido por reconstruir cenas de cartas de um baralho de Tarô com os corpos das pessoas que ele assassina. Isso trouxe um toque ainda maior de misticismo e suspense para o livro, que além disso tem os desenhos das cartas espalhados ao longo da história, como “decoração”. Dá pra perceber de longe que tudo no livro foi muito bem pensado e estruturado.

Vi muitas pessoas reclamando que o livro é ruim por ser muito leve e que o Assassino do Tarô não é nem de longe tão depravado quanto Sqweegel era. Eu achei que sim, o livro é um pouco mais brando, mas não por conta dos assassinatos e por esse ser um assassino menos louco que Sqweegel, mas sim porque esse assassino tinha um propósito a longo prazo muito maior e que necessitava de um maior planejamento. Mortes rápidas e metódicas. E convenhamos, é difícil demais superar a morbidez do Sqweegel!

“- Quero resultados. E faça com que Dark não se intrometa. Senão, eu mesmo o tirarei de circulação.” – pág 221

O autor, que é nada menos que o criador da série CSI, ao criar essa trilogia, decidiu integrar um pouco do mundo da TV nos livros, tornando eles em romances interativos, ou seja, ao longo da narrativa recebemos senhas, que, ao inserirmos no site oficial da série destravamos videos que complementam a história. Se você não assisti-los não perde o fio da meada da história no livro, mas ganha muito ao dar visual, voz e trejeitos aos personagens do livro, vendo eles criarem vida bem na sua frente. E claro, ganhamos algumas informações e imagens bônus, o tipo de coisa que sempre conquista quem é fã de um seriado de TV, não é mesmo?

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

2 comentários

  1. Noooossa, é muito bom. Uma continuação perfeita. Amei o primeiro que lo no lançamento. O segundo é eletrizante. Ja estou com o terceiro e ultimo em mãos…e algo me diz que infelizmente vai encerrar o thriller muuito bem

  2. Estou com o terceiro na estante pra ler também Vanessa! Uma pena que é o final da série né? :/

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