sexta-feira, 13/10/2017
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Resenha: “Circo dos condenados”, de Laurell K. Hamilton

Livro: Circo dos condenados
Série: Anita Blake
Autor(a): Laurell K. Hamilton
Páginas: 320
Editora: Rocco
Resenha por: Nina
Comprar: Saraiva Cultura Submarino

Os fãs da caçadora de vampiros e ressuscitadora de mortos Anita Blake podem comemorar: a baixinha destemida está de volta em Circo dos condenados, de Laurell K. Hamilton. No terceiro livro da série, além de continuar se esquivando das investidas de Jean-Claude, o mestre vampiro da cidade de St. Louis, ela terá que lidar com Alejandro, um vampiro poderoso que deseja transformá-la em sua serva humana. Paralelamente, a protagonista conhece Richard Zeeman, um charmoso professor do ensino médio que tem uma ligação com o sobrenatural e a deixa intrigada.

Quando a polícia começa a encontrar corpos de pessoas assassinadas por um grupo de vampiros, Anita Blake é chamada para ajudar o detetive Dolph Storr nas investigações. O problema é que, para a funcionária da Animators, Inc., outubro é o mês de levantar zumbis, e ela precisa escolher entre seu trabalho na empresa de Bert Vaughn e a colaboração com a Equipe Regional de Investigação do Sobrenatural. Irritado por não contar com a dedicação exclusiva de Anita em um período com tantos clientes, Bert decide contratar mais um reanimador: Lawrence Kirkland, um jovem de 20 anos.

Com sua inexperiência, Lawrence deixa Anita preocupada. Mas o rapaz está longe de ser o único problema da ressuscitadora de mortos. Integrantes de um grupo chamado Humanos Primeiro, que abomina os vampiros, farão o que puderem para pressioná-la a contar onde fica o esconderijo diurno de Jean-Claude. O Mestre da Cidade, por sua vez, também quer falar com Anita e pede que ela vá encontrá-lo no Circo dos Condenados, espécie de parque de diversões com um toque de terror. Mesmo pensando que pode estar caminhando para uma armadilha, a baixinha não recusa o convite.

No Circo, a morte ronda Anita. Depois de ser forçada a enfrentar a vampira Yasmeen e a serva humana dela, Marguerite, a reanimadora de mortos acaba envolvida em uma batalha que junta vampiros, lobisomens e licantropos contra uma cobra gigante. No meio da confusão, aparece Richard Zeeman, que não perde a oportunidade de flertar com ela e chamá-la para um encontro. Enquanto isso, Jean-Claude tenta convencê-la a aceitar o fato de que é sua serva humana e permitir que ele lhe faça a última marca, que tornaria a ligação entre os dois ainda mais profunda.

Dividida entre a atração e a repulsa que sente por Jean-Claude, Anita precisará decidir se entregará ou não o Mestre da Cidade para os que desejam matá-lo. E ele não é o único vampiro atrás dela: Alejandro, muito mais velho do que Jean-Claude, também quer ter poder sobre Anita. Em uma trama que mistura ação, violência, sangue e uma boa dose de sensualidade, Laurell K. Hamilton convida os leitores a desvendar o mistério em torno da ressuscitadora de mortos, cujo sangue parece ter um ingrediente irresistível.

A sinopse divulgada pela editora diz quase tudo o que se tem de concreto no livro; todo o enredo acaba sendo entregue de uma forma muito simplificada e resumida – coisa que o livro não é.

O que me irrita na série Anita Blake é o esforço que a autora faz para mostrar todas as horas da heroína (fato que eu já discuti nas resenhas anteriores), e a descrição de cada simples ambiente, cada peça decorativa e textura, e tonalidade… e isso ocupa várias e várias páginas, deixando um clima de monotonia. Nos primeiros capítulos então, nem se fala. O enredo só engrena de fato lá pelo final, onde um acontecimento é conectado ao outro, sem lenga-lenga.

Uma crítica à personagem é que ela parece um tanto sobre-humana, pelo fato de sempre dormir pouco, e estar sempre indo de encontro à morte com as suas missões. É claro que ela se machuca, fica cheia de hematomas, quebra um osso aqui e ali, mas está sempre pronta para pegar sua arma e voltar à caça – o que fica meio inacreditável, já que ela é uma simples humana sem poderes especiais (salvo os poderes que compatilha com Jean Claude, às vezes).

A parte mais positiva do livro é que, como qualquer outra pessoa, Anita também está sujeita a mudar de ideia, como em os relacionamentos aos quais ela se abre (pouco, mas ainda assim). Há também o fato do livro começar a ficar um tanto mais sensual, violento… O que dá outra perspectiva em relação ao público.

Eu sinceramente não entendo como a autora consegue destrinchar a história em tantos livros (o 22º foi lançado em Junho desse ano nos Estados Unidos), com essa escrita preguiçosa (termo meu, para caracterizar um estilo de escrita que detalha demais, e acaba enrolando com o enredo), e poucas ações pontuais em seus livros; a história anda, mas em passos de tartaruga, sem chegar nunca a uma solução/final feliz. Vamos torcer para que as próximas leituras sejam mais dinâmicas.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

Um comentário

  1. Rozana Negreiros

    Bem, adorei seu blog. Curto muito entrar em blogs assim para descobrir novos livros, e saber se são bons mesmo.

    Sou meio suspeita para falar da Anita. É de longe uma das minhas séries preferidas. Mas uma coisa eu tenho que concordar com você. A Laurell detalha tanto que algumas partes realmente ficam monótonas. A outra série dela, eu li o primeiro capítulo um milhão de vezes para poder tomar gosto e continuar a ler. de tanto que eu largava.

    Tenho que discordar com você na parte na parte que diz que ela é apenas uma “humana”. Não é segredo que ela é uma necromante, e uma das mais poderosas.

    Quanto ao violento e sensual, você nem imagina o quanto vai ficar a partir de agora. A serie de livros não virou nem filme, ou série de tv porque algumas cenas seriam perturbadoras demais.

    Ainda não li todos os livros. Por enquanto, estou parada no décimo, mas te garanto uma coisa, a série é muito boa e não sei da onde a laurell tira tanta criatividade e reviravolta para dar tanto livro, mas você não vai se arrepender de ler todos eles.

    Um beijo ;*

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