sábado, 14/10/2017
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Resenha: “Mentiras”, de Michael Grant

MentirasLivro: Mentiras (#03)
Série: Gone
Autor: Michael Grant (@MichaelGrantBks)
Editora: Galera Record
Páginas: 377
Tradução: Ivanir Alves Calado
Resenha por: Cine
Compre: Saraiva Cultura Amazon

Terceiro volume da série best seller do NYT, sobre o estranho sumiço dos adultos mundo afora, o que deixa apenas adolescentes e crianças para desvendar o mistério. Neste volume, sete meses se passaram e as coisas parecem finalmenteter criado alguma ordem no LGAR – se é que podemos chamar de ordem um bando de crianças sozinhas e armadas.Mas estabilidade não parece ser uma opção no LGAR. Coisas cada vez mais estranhas continuam a acontecer e, como se não bastasse, um boato ainda mais estranho, para não dizerassustador, começa a se alastrar. Mas mesmo naquele lugar bizarro não é possível que mortos voltem à vida… é?

Isso aconteceu em uma noite: uma garota morta caminha entre os vivos, Zil e os Normais ateiam fogo a Praia Perdido, e no meio das chamas e fumaça, Sam vê o garoto que mais teme – Drake. Mas Sam e Caine derrotaram ele junta com a Escuridão – ou assim acreditavam. Com Perdido Beach queimada, o combate inicia-se: Astrid contra a Town Council, os Normais contra os mutantes, e Sam contra Drake. E a profetiza Orsay e Nerezza estão pregando que a morte os libertará. Com a vida em LGAR tornando-se cada vez mais desesperadora, ninguém sabe em quem confiar.

ATENÇÃO! Esse livro não é o primeiro da série e a resenha pode conter spoilers! Confira nossas resenhas anteriores dessa série, clicando na capa desejada:

#01 - Gone #02 - Fome

Mentiras é o terceiro volume da série Gone, de Michael Grant e assim como nos outros livros o título deles foram bem definitivos para o foco da história, nesse volume não poderia ser diferente. Todo o enredo gira em torno de mentiras e suas consequências.

Mentiras é um livro que começa e termina cheio de mistérios e ações. Enquanto Gone e Fome muitas vezes se focaram em mostras a situação do LGAR, dessa vez o foco foi realmente nas ações das crianças. Depois de sete meses, as coisas começaram a ficarem mais calmas em Praia Perdida, as crianças começaram a colaborar e trabalhar e com quase toda a comunidade se ocupando para criar um sustento para a cidade e não passarem mais tanta fome, eles conseguiram colocar em prática um comércio local, o que, obviamente, não acontece na Academia Coates, onde a fome ainda prevalece e as crianças são obrigadas a fazer coisas inimagináveis para manterem-se vivas.

Só que, ao mesmo tempo em que as coisas parecem ter se acalmado, muitas coisas estranhas e poderes novos são descobertos no LGAR e mais uma vez as pessoas esperam que Sam faça alguma coisa. A diferença aqui, é que, após a criação do Conselho da cidade, eles deveriam também ter uma voz nas decisões a serem tomadas quando alguém – especialmente a galera de Zil – faz algo errado, só que eles muito falam e poucos fazem. Por conta disso, uma das personagens de maior destaque no terceiro livro da série é Astrid, presidente do conselho e namorada de Sam. Ela já tinha se mostrado um pouco chatinha no livro anterior, mas em Mentiras ela se superou. De uma personagem inteligente e que pensava no bem de todos, começou a se tornar uma personagem extremamente imatura, egoísta e que não aceita opiniões contrárias às suas, por isso foi um saco ficar lendo ela argumentar coisas ridículas com o conselho, tentando manipular a todos para que a sua vontade fosse feita. Já Sam, continuou no mesmo estado de Fome, com a diferença de que além de estar cansado de ter que resolver tudo e ser criticado, também tem feridas internas deixadas pela luta contra Drake.

Na questão personagens, todos eles realmente evoluíram muito, apenas Astrid que parece ter ficado uma personagem extremamente chata.

Como já dito no inicio da resenha, Mentiras segue um ritmo muito frenético de planos traçados pelos personagens para conseguirem o que querem e isso envolve muita mentira e manipulação, além é claro, do sofrimento alheio. Cada capítulo consegue conectar uma ponta solta da história com outra, o que deixa a leitura fluir muito melhor do que os livros anteriores. Sem contar que dessa vez o autor conseguiu misturar de uma forma muito natural o final do livro passado com o ponto principal dessa história, e ainda colocar algumas coisas relacionadas à religião no meio.

Um dos maiores destaques do livro foi o autor muito espertamente jogar uma “bomba” no meio da história, dos motivos da existência do LGAR e para onde foram todas as pessoas, e depois simplesmente não tocar mais no assunto. Eu engoli o livro após certo capítulo querendo saber se finalmente iria ter alguma explicação, mas no final acho que a minha dúvida foi a de muitas outras pessoas que leram o livro: Será que isso aconteceu de verdade? Será que tudo foi uma grande mentira?

É realmente difícil falar de Mentiras sem querer destrinchar capítulo por capítulo, já que é pura ação do início ao fim e cada página é extremamente fundamental para o final do livro. Aliás, foi um final que me deixou meio irritada, quando tudo estava prestes a acontecer e simplesmente o autor resolve “Ok, vamos parar por aqui, me deixa colocar o ‘algum tempo depois…’ e vamos deixar as explicações para tudo isso que eu fiz nesse último capítulo decorrer no próximo volume”. Damn you Michael Grant, por conseguir escrever tão bem e deixar os leitores grudados nessa fantástica história do início ao fim.


Aviso Legal: Esse livro foi cedido pela editora responsável pela publicação no Brasil como cortesia para o Livros em Série.

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Sobre Cine

Jornalista e professora de inglês, vivendo o sonho de morar em Nova York e ainda tentando descobrir se seria possivel viver dentro de uma da Barnes and Nobles. Viciada em cultura, passa os dias tentando decidir que livros ler enquanto tenta se encontrar na vida.

Um comentário

  1. É foi exatamente assim que eu me senti enquanto lia o livro. Eu li em outubro do ano passado e até hoje me pergunto se aquilo tudo foi uma mentira… um sonho ou sei lá o que . Isso acabou comigo ! Morrendo de ansiedade pelo próximo

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