sábado, 14/10/2017
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Resenha: “Cidade dos anjos caídos”, de Cassandra Clare

Livro: Cidade dos Anjos Caídos
Série: Os Instrumentos Mortais
Autor (a): Cassandra Clare
Páginas: 364
Editora: Galera Record
Resenha por: Nina
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A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.

Escrever a resenha deste livro se mostrou uma tarefa muito árdua. Quando escrevi a resenha de Cidade de Vidro, já se sabia que a autora estava trabalhando em um quarto volume pra série, o que me deixou muito chateada. Não entendo porque os autores não conseguem se desprender da história enquanto ela está no seu auge, no ápice. A verdade é que eu tive muito medo da Cassie Clare estragar o fechamento brilhante que ela deu ao terceiro volume da série – e eu não oderia estar mais certa.

Apesar de ser uma continuação da série, o foco da narrativa mudou totalmente. Os personagens principais, Clary e Jace, passaram a ser meros figurantes da história de Simon, que na minha opinião, era um personagenzinho bem sem graça e sem atitude.

O enfoque desse volume é Simon, como eu já havia dito anteriormente. O fato de ser um vampiro com habilidades especiais (porque ele pode andar na luz do sol, e não pode ser atacado – por causa da Marca de Caim que Clary fez nele no outro livro), algumas criaturas do Submundo ficam bastante interessadas em tê-lo como parceiro. O Diurno tem um papel fundamental no mistério principal do livro, que é a morte de alguns Caçadores de Sombras. Simon continua sendo aquele garoto meio sem graça, só que agora ele namora Maia (lobisomem) e Izzy (Caçadora de sombras) – e essa é a coisa mais legal que ele faz.

Me deixou muito triste que a Cassandra voltasse com o Jace depressivo e a Clary chatinha, do segundo livro. Quero dizer, eles passaram tanto tempo, tantos perrengues e confusões pra se acertar e do nada a coisa desanda de novo e eles retocedem no tempo. Suas ações não condizem que a personalidade forte e implacável que vimos em Cidade de Vidro.

Muito embora a escrita da autora continue ótima, senti que ela perdeu um pouco o ritmo e a dedicação aos personagens. Senti que ela se dedicou tanto a transformar o Simon em um personagem digno de ser o assunto principal dos livros que deixou os outros a desejar. Na minha opinião, os conflitos propostos pela autora são meio cansativos, e perdem muito o ritmo imposto no fim de Cidade de Vidro, e ela mistura um “quê” de Supernatural, e transforma o Jace num Edward Cullen.

Acho que talvez terminar a série com os personagens em seu ápice não seja tão ruim, afinal, se for pra reescrever a história e fazer com que os personagens se percam. E no final, ela deixa o plot pra uma continuação…

Espero que Instrumentos Mortais não se torne uma daquelas séries sem fim, que vão enrolando história onde não há.

Sobre Nina Lima

Poderia ser qualquer outra coisa, mas resolveu ser turismóloga e apaixonada pela Inglaterra e pelo McFLY. Leu a trilogia Jogos Vorazes em três dias e amou; considera Harry Potter a melhor série do mundo, adora a escrita da Meg Cabot e topa qualquer YA Book.

4 comentários

  1. Bom, eu amei o livro na verdade :D Acho que vários pontos que pareciam fechados, quando você lê o livro, dá pra perceber que não tinham sido realmente resolvidos. Uma coisa que eu achei muito interessante é a importância de ler “Anjo Mecânico” antes de ler esse. Ela está entrelaçando as duas séries, o que eu achei bem legal. Bom, cada um tem sua opinião, mas apesar de eu também achar que depois do que o Jace e a Claire passaram eles mereciam um pouquinho de felicidade, eu amei o livro e mal posso esperar pela continuação.

  2. Como a escrita da Clarissa é demais, o livro é bem gostoso de ler e nada como revisitar esse mundo tão familiar! Mas, concordo muito com você: a Clary e o Jace se tornaram um saquinho de novo! :/ Mas ao mesmo tempo gostei muito de uma concentracao maior no Simon porque sempre gostei dele!

    Bjos!

  3. Rosana R. Chaves

    o livro é bom, o final deixa a desejar, Jace precisa fazer analise e Clarissa ser mais objetiva…..simon subiu no meu conceito. .Os outros livros foram realmente superiores…..

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