06 de March de 2013
Postado por: Bruna Fernández @ Arquivado em: Notícias, Resenhas

Livro: Um motim no tempo
Série: Infinity Ring
Autor: James Dashner
Páginas: 248
Editora: Seguinte
Resenha por: Bruna
Comprar: Saraiva Submarino Fnac Cultura Americanas Travessa

Quando os melhores amigos Dak Smyth e Sera Froste descobrem o segredo da viagem no tempo – um dispositivo portátil conhecido como Anel do Infinito -, eles acabam envolvidos numa guerra secreta que existe há muitos séculos e decidirá o futuro da humanidade. Recrutados pelos Guardiões da História, uma sociedade secreta que existe desde Aristóteles, as crianças descobrem que a história havia saído desastrosamente de seu curso natural. Agora, Dak, Sera e Riq, o jovem guardião em treinamento, devem voltar no tempo para corrigir as Grandes Fraturas – e, no caminho, ainda salvar os pais de Dak. A primeira parada é na Espanha de 1492, quando um navegador chamado Cristóvão Colombo está prestes a ser lançado ao mar, durante um motim terrível.

Infinity Ring chega às livrarias com a mesma proposta da série 39 Clues: uma série que acompanha um casal de jovens super inteligentes em grandes aventuras pelo mundo, com uma vasta coleção escrita por vários renomados autores e jogos online complementares. Estava com um pouco de medo de esse livro ser mais do mesmo, mas felizmente isso não aconteceu. Apesar de todas essas semelhanças – que não são por acaso: ambas as séries são da mesma editora americana, a Scholastic – Infinity Ring traz para os leitores um ponto de vista completamente diferente: a viagem no tempo.

Esse foi outro ponto que me deixou um pouco apreensiva, falar de viagem no tempo é sempre muito delicado. Se o autor não tomar cuidado e seguir algumas regras a coisa toda acaba virando uma grande farofada e a história se perde. Porém James Dashner conseguiu criar um livro de estreia a altura de toda a propaganda sendo feita em torno da série. Um motim no tempo nos leva a uma Terra um pouco diferente da que existe em nossos dias. Uma sociedade que existe desde os primórdios, chamada SQ, está dominando o mundo e a sua sede pelo poder é cada vez maior. Quando os amigos Dak e Sera descobrem o Anel do Infinito (um dispositivo que possibilita a viagem no tempo), os dois embarcam em uma aventura através dos séculos para consertar a nossa história, que, por causa das desastrosas escolhas da SQ, saiu dos eixos e não seguiu seu curso. Os dois devem voltar no tempo e arrumar essas Fraturas – fatos que aconteceram e não deveriam ter acontecido, ou vice-versa.

“Todos eles exibiam sorrisos esperançosos no rosto, e pela primeira vez Dak sentiu a pressão da tarefa que tinha em mãos. “Salvar o mundo. Não é nada de mais, certo?” – pág. 98″

Como se não bastasse o mundo estar em um estado catastrófico por culpa de todas essas mudanças da história feitas pela SQ, ainda existe o problema das Reminescências. Essas Reminescências são sentimentos arrebatadores e incontroláveis que algumas pessoas têm sentem, mas não sabem explicar exatamente o que estão sentindo e nem o porquê. São sentimentos que simplesmente chegam e você sente falta de alguém que deveria estar ali, mas não está, só que você não faz ideia de quem seja essa pessoa e nem porque ela faz falta na sua vida. É um conceito muito forte e eu fiquei imaginando como seria horrível se sentir assim.

Além da parte científica temos também uma enorme quantidade de abordagem sobre fatos históricos. Nesse primeiro volume, Sera e Dak acabam indo para a Espanha em 1492, ano em que saíam os navios que descobririam a América. Assim como em 39 Clues, esses fatos relacionados à história do mundo fazem do livro um ótimo título para ser trabalhado em sala de aula, até mesmo com propósitos interdisciplinares.

O livro é curtinho e começou um pouco devagar, mas fiquei com essa impressão somente nas primeiras páginas, pois o autor ainda estava nos situando no universo do livro, depois disso as coisas começam a acontecer rapidamente, em um ritmo frenético. Fizeram muito bem em deixar o livro de estreia nas mãos de um autor tão competente quanto Dashner, que muitos devem conhecer da incrível trilogia Maze Runner, confesso que estou com “medo” dos outros autores não conseguirem manter o padrão definido por esse volume, espero que eles me surpreendam, assim como essa estreia.

O próximo volume da série foi escrito pela autora Carrie Ryan e está previsto para ser lançado em julho desse ano.

Em tempo: o lançamento de Um motim no tempo atrasou um pouco e o livro deve sair oficialmente no dia 04 de abril.


Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.




1 comentário



1. Amanda Leite
27-4-2014 - 01:20:15

Muito boa sua resenha, obrigada! adicionado, para a minha estante de leitura! rsrsrs


Deixe um comentário

Os campos marcados com * são obrigatórios.





Comentário *