domingo, 30/04/2017
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Resenha: “Desventuras em série: A Sala dos Répteis”, de Lemony Snicket

Livro: A Sala dos Répteis
Série: Desventuras em série
Autor (a): Lemony Snicket
Páginas: 177
Editora: Companhia das Letras
Resenha por: Nanda
Compre: Saraiva Cultura Submarino

Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso – para que depois ninguém reclame – faz questão de avisar: “Se você esperava encontrar uma história tranquila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar…”.

Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arqui-inimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em Mau começo ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire – e aqui as coisas só pioram.

Violet, Klaus e Sunny são irmãos muito espertos e muito unidos, mas extremamente desafortunados. Além de perderem os pais em um incêndio, eles ainda sofrem nas mãos de conde Olaf, que faz de tudo e usa todos os disfarces para colocar as mãos na herança dos irmãos.

Depois de toda a trama de O Mau Começo, com direito a teatro para que Violet se casasse com o conde Olaf, os irmãos Baudelaire são enviados para a casa de Tio Monty, um especialista em répteis, que adora a chegada das crianças e acha fantástico as habilidades que os irmãos possuem (Violet de inventar, Klaus de ler e Sunny de morder).

O tio pretende levá-los ao Peru e apresenta até a Víbora Incrivelmente Mortífera para as crianças (que de mortífera não tem nada). Estava tudo indo muito bem, até a chegada de Stephano, o substituto do assistente do Tio Monty. Stephano, na verdade, era Conde Olaf disfarçado, como as crianças descobriram logo de cara.

De todos os locais que os irmãos passaram, eu acho que o melhor lugar para eles ficarem para sempre seria a casa do Tio Monty. Só que o Tio Monty foi assassinado e os irmãos devem seguir em frente.

Eles quase são levados por Stephano/Conde Olaf, mas conseguem apontar a tatuagem do vilão em formato de olho no tornozelo e o vilão foge para não ser preso.

O que eu mais gosto dessa série é que ela não é tão previsível… exceto pelo fato de sabermos que Conde Olaf sempre aparecerá disfarçado de alguma coisa e que ele continuará tentando de tudo para conseguir a herança dos irmãos. Não dá para saber quando Olaf vai aparecer e nem como será o desenrolar da história. Além disso, a história não é feliz… o autor sempre nos dá um pouco de esperança em relação à felicidade dos irmãos e depois essa esperança é arrancada quando Olaf aparece e faz algo horrível.

Gosto também do modo de escrita do Lemony Snicket. Ele consegue usar palavras difíceis e nos ensinar coisas novas, sem parecer ofensivo (do tipo sou mais inteligente que você). E sutilmente, ele mostra a ironia nos momentos difíceis da vida dos irmãos, sem fazer disso uma novela mexicana. É divertido.

Só que a maior lição dos livros está relacionada aos adultos escurarem as crianças. O senhor Poe – quem aloca os meninos – sempre prefere escutar os adultos (mesmo que esse adulto seja Olaf) a ouvir os irmãos. Os meninos constantemente tem que provar que estão certos, seja Sunny brincando com a Víbora Incrivelmente Mortífera, invadir o quarto de Stephano para procurar pistas e fazer o Sr Poe limpar o tornozelo de Stephano para revelar a tatuagem de olho do Conde Olaf com um pano coberto de germes.

E esse livro, junto com o O Mau Começo e O Lago das Sanguessugas, são os três livros que utilizaram para fazer a versão para o cinema da série. A parte do filme que remete à história de A Sala dos Répteis é bem corrida, mas muito legal e bem parecida com a historia original.

Sobre Nanda

Formada em Relações Internacionais e Economia, tem 25 anos, é hiperativa e adora organizar eventos (principalmente de livros). Também adora filmes, livros (principalmente aventuras infanto-juvenis, como Percy Jackson, Harry Potter e The 39 Clues), música, viagens, Disney, desenhos japoneses, maquiagem e coleções.

Um comentário

  1. Oii Nanda!
    eu adorei sua resenha, eu tb tenho um blog de cultura pop em geral, livros filmes e etc.. da uma olhada a se puder me passa seu face ^^

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