sexta-feira, 17/11/2017
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Resenha: “A filha da feiticeira”, de Paula Brackston


Livro: A filha da feiticeira
Autor: Paula Brackston
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 448
Resenha por: Bruna
Compre: Saraiva

Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras. Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade. Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.

A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.

Uma saga de inocência, entremeada de fantasia. Uma história repleta de magia e feitiçaria, ideal para aqueles que buscam uma trama fascinante. O livro é maravilhosamente escrito, possui personagens bem-construídos e uma trama que prende o leitor até o fim.

“Segredos são perigosos. Eles começam pequenos, mas crescem a cada resposta evasiva ou mentira deslavada que os proteje.” – p. 201

O que mais me chamou a atenção nesse livro foi a capa. Achei ela maravilhosa e como gosto muito de livros sobre o tema bruxas/feiticeiras, achei que seria um romance de leitura agradável pra sair um pouco da minha zona de conforto que são os livros de suspense e as distopias. Acertei em cheio. Mas não espere nada no estilo Harry Potter. A magia no livro de Paula Brackston tem raízes mais antigas e naturais e é muito ligada à Wicca.

Não sou muito chegada em romances e pensei que ia acabar enrolando a leitura e ficar com a minha leitura empacada nele. Que agradável surpresa eu tive quando, logo de cara, devorei mais de cem páginas no primeiro dia que peguei ele. O livro começa com um curto prólogo e logo depois há um trechinho explicando que ali começa um novo Livro das Sombras de Elizabeth Anne Hawksmith, uma feiticeira de 384 anos. Pra quem não sabe: um Livro das Sombras é como se fosse um diário e é utilizado por praticantes de magia para registrar rituais, feitiços e seus resultados, etc. Então, a história é contada pelo ponto de vista dela, em formato de diário mesmo, com datas e entradas sobre o que ocorreu naquele dia. A escrita da autora é muito fluída e é muito fácil você se envolver e entrar na história, e isso faz o leitor criar uma grande simpatia pela personagem principal.

“Há uma energia sombria que cerca os campos de batalha, que se alimenta da violência e da crueldade da guerra.” – p. 362

Elizabeth vive mudando de cidade e nunca se envolve muito com ninguém, mas nesse novo vilarejo que ela se instala ela acaba criando um laço de amizade com uma jovem: Tegan. Com um jeito infantil, curiosidade infinita, e uma mãe que trabalha o tempo todo e não liga muito para ela, as duas acabam se tornando amigas e Tegan começa ajudar Elizabeth em várias tarefas do dia a dia. Com essa amizade improvável, Elizabeth começa a contar algumas histórias para a nova amiga e então, o leitor é levado de volta no tempo e acompanhamos algumas passagens da vida da protagonista. E aí que começa a se desenrolar a trama.

A primeira história que Elizabeth conta para Tegan foi a minha favorita. Depois as histórias contadas tendem a cair em uma repetição, que, de certa forma, é necessária para a história, mas acaba sendo um pouco maçante e toma um rumo óbvio. A autora é bem descritiva e isso ajuda muito na ambientalização. Houve momentos em que eu me imaginava no meio da floresta junto com as personagens ou sentindo a angústia de estar em um hospital perto de um front da segunda guerra mundial.

A filha da feiticeira é uma mistura de romance histórico, fantasia e sobrenatural, cada um dos itens com a dose certa. Se você gosta de pelo menos um desses temas, ou ainda, de feitiçaria e bruxas, você precisa conhecer a história de Elizabeth. Uma simples história sobre a batalha entre o bem e o mal que vai te prender desde a primeira página.

“Sentei-me em meu lugar e divaguei sobre a capacidade que o coração humano possui de experimentar tanto o desespero quanto a alegria em um mesmo e único momento.” – p. 378

Sobre Bru Fernández

Formada em Letras, trabalha como Revisora e Tradutora em uma agência publicitária e preenche suas horas vagas assistindo a seriados, filmes e partidas de futebol, vôlei, basquete e ice hockey, além de ouvir música, ir a shows e, claro, ler. Não curte chick-lits e prefere os thrillers, policiais, YA e fantasia. Nunca sai de casa sem guarda-chuva e um livro na bolsa, afinal nunca se sabe quando irá chover ou surgir uma fila/trânsito em São Paulo.

16 comentários

  1. Esse livro parece ser bem legal mesmo. E tem tudo o que eu gosto olha só! hehe Vou procurar ele da próxima vez que for em uma livraria com certeza!

  2. Nossa, esta é a terceira ou quarta resenha que fala tão bem deste livro. Já peguei o meu emprestado lá na loja! kkkkk Logo que chegou fiquei de olho nele porque a capa em si é linda demais, mas como não podemos comprar um livro pela capa, fui lendo a sinopse e me interessei, quando cheguei em casa e fui pesquisar, me deixou ainda mais curiosa, esta será minha próxima leitura, com certeza!

  3. Espero que vocês gostem do livro meninas! Depois voltem aqui pra contar o que acharam dele :)

  4. Voltei aqui, lógico!
    Acabei de ler esse livro há uns 3 ou 4 dias. Ele é perfeito, dose perfeita para meu vício em livros sobre bruxas, feitiços, e lógico, fantasia em geral.
    Tenho que dizer que amei o livro, toda a iniciação de Bess ao mundo mágico foi compreensível, dada a situação que ele se encontrava.
    No final do livro vi que tem um trecho de outra obra a autora, ‘Feiticeira do Inverno’, que provavelmente também será lançada pela Record, né? Mas, a personagem Morgana não fora citada no livro… o.O
    Não vejo a hora de lê-lo!
    bj.

  5. Pois é Luciana, acabamos descobrindo que Feiticeira do Inverno – que sim, vai ser publicado pela Bertrand aqui no Brasil! – não é bem uma continuação desse livro, mas com o mesmo tema. Acho que está mais para uma Coleção, assim como Anna e o Beijo Farancês, da Stephanie Perkins, sabe?

    E sim, o universo que a autora criou é mágico e é muito fácil “se perder” nele. Com certeza eu vou querer ler Feiticeira do Inverno – o meu livro não veio com esse trecho :(

  6. Vou comprar esse livro nessa sesta-feira,aparenta ser um livro maravilhoso!

  7. Esse livro tem continuação ou tem história única!

  8. Bruna Fernández

    Stephane é história única. O outro livro da autora também é sobre bruxas, mas com outros personagens. ;)

  9. Acabei de ler esse livro… simplismente adorei. Em algumas partes, realmente, o livro é um tanto repetitivo, mas de maneira alguma perde-se o interesse pela história. Otima leitura. Como li nos comentários, acredito que “Feiticeira do Inverno” sera minha próxima leitura! :)

  10. aline finkeinnauer

    Amei, amei, amei…. Quando será laNçado Feiticeira do Inverno????

  11. Adorei sua descrição. Achei esse livro numa lista e sai procurando referências. Você acabou me estimulando para lê-lo. Um abraço!

  12. aline finkeinnauer

    eu adorei, me prendi na leitura, espero que A Feiticeira de inverno seja lançado logo. Eu recomendo muito.

  13. Eu comprei esse livro hj (por causa do nome, e a capa que é demais), curiosa eu fui ver a sinopse hj , e percebo que o livro não é só incrível pela capa, e o nome !! Amando cada vez mais *——*

  14. Quero muito ler esse livro, fiquei interessada nele assim que vi a capa e o sinopse, amei. Estou babando par ler ele !!!
    ?

  15. Terá continuação.

  16. Oi Renata, existe uma continuação sim, chama-se The Return of the Witch. O livro foi publicado esse ano no exterior e ainda não sabemos se ele será publicado no Brasil.

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